Colégio

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Mensagem por Fons em Qua Jul 26 2017, 23:11


Finalmente havia conseguido minha vitória contra roxane e estava muito feliz com aquilo. Mas estava ciente de que não havia sido um desafio nada fácil e que o combate contra ela havia me ensinado varias coisas para por em pratica no futuro, mas antes, precisaria parar e pensar um pouco sobre as coisas.

Caminhava rumo ao centro Pokémon quando me deparei com uma placa na frente de uma escola. Ela dizia: “Procuram-se palestrantes para ensinar sobre o mundo Pokémon”. Estava curioso. Não sabia muita coisa, mas já tinha certa experiência por estar a um tempo na estrada e decidi por ver melhor sobre a vaga. Adentrei ao recinto e logo de cara, já vi um senhor em uma mesa mexendo em alguns papeis. Não demorou para o mesmo me notar e com um sorriso dizer:

- Olá... Ao que devo sua visita, jovem viajante?


- Olá, me chamo Gus Fonseca... Vi a placa e estaria interessado em passar um pouco do meu conhecimento para seus alunos.

- Ah... certo. Venha comigo.

Eu o acompanhei e ele me deu algumas instruções, pediu para que assinasse alguns termos de responsabilidade e depois por fim, pediu para que eu voltasse no dia seguinte para dar aula a sua turma. Aceitei e por fim fui ao centro Pokémon, onde descansei e na tarde do dia seguinte voltei ao local, encontrando com o senhor novamente que guiou-me para a sala onde eu daria minha palestra.

O tema, eu havia acordado com ele no dia anterior. Falaria sobre FLY algo muito simples, mas havia muito a se falar sobre. A sala não estava tão lotada, afinal aquele assunto não era a pauta mais interessante, mas ao menos conseguia somar quase uns 25 alunos no local. O suficiente para mim por enquanto e felizmente nada comparado ao contest.

Como fazia no contest, vim vestido apropriadamente, com roupas bem arrumadas e passadas, cabelos presos em rabo de cavalo e óculos. Respirei fundo e olhei para os presentes que me encaravam, não conseguia dizer se eles esperavam muito ou não da minha aula, mas pensei em dar o meu melhor e so informar tudo que eu soubesse.

- Boa tarde a todos, me chamo Gus Fonseca. Sou treinador e coordenador Pokémon. Nasci e cresci em Slateport uma cidade portuária aqui da região, todos devem conhecer – algumas cabeças balançavam afirmativamente – Bem isso é um pouquinho sobre mim, mas não é esse o tema da aula. O tema será, como todos já devem saber, FLY.

Não esperava murmúrios e foi exatamente com aconteceu. Ninguém reagiu de forma alguma, fiquei até com certo receio de não conseguir seguir em frente, mas mantive o foco e prossegui.

- Bem... O FLY é ato de voar junto de seu Pokémon pelo céu. Um conceito simples, mas ao mesmo tempo complexo.

- Porque diz isso?
– ouvi alguem perguntar na plateia

- Bem... Exigi um treino duro de ambas as partes, treinador e Pokémon, não adianta um saber voar e o outro não ter nem o treino e nem as ferramentas para tal voou acontecer – esperei para ver se receberia alguma pergunta e sem resposta prossegui – Voar por ai, além de economizar dinheiro e agilizar tudo para um treinador, facilitando sua locomoção, deixa os laços entre Pokémon e treinador cada vez mais fortes – parei novamente esperando por alguma espécie de pergunta, mas ninguém fez, apenas continuaram me observando e alguns anotavam algumas coisas – Bem... agora a parte importante. Para poder voar pelo continente, é necessário fazer um treinamento com seu Pokémon e ter um equipamento especifico. Essas aulas acontecem na cidade de fortree e tem um custo. As aulas em si, custam P$600 já o equipamento varia.

Tirei de minha mochila, minha jaqueta de voou e dois flyers que havia pego no centro Pokémon de Fortree a muito tempo atrás. Nos flyers havia um com uma foto de algo semelhante a uma cesta e outro com uma sela. Ambos detalhados.

- Essa é a jaqueta de voou. Custa P$500 e serve para que pokémons de médio porte carreguem seu treinador por ai – passei a jaqueta para a primeira pessoa a minha frente e pedi para que ela fosse passando o item pela sala, depois peguei os dois flyers, um em cada mão – O item no flyer da minha mão esquerda é a cesta. Ela custa P$250 e permite que dois pokémons que tenham dominado a técnica carreguem uma cesta com até dois treinadores. E o da direita é um flyer com a sela, um item que permite ao treinador montar sobre pokemons de grande porte e voar com eles. Também custa P$250 e é um dos mais almejados.

Parei por alguns minutos e pude notar algumas pessoas fazendo algumas anotações, sorri, aquilo me deixou feliz, depois liguei o projetor da sala e conectei-o a minha pokédex, quando me virei, vi 2 mãos levantadas, chamei uma garota de cabelos cacheados que estava no fundo.

- Qual a vantagem de ter essa habilidade com um Pokémon e também, como é voar?

- Bem... boa pergunta... A maior vantagem é o custo beneficio, afinal, não se precisará mais pagar passagem para ir para nenhuma cidade. E a sensação é agradável... mesmo para quem tem medo de altura, pois você vê tudo de cima, a paisagem é belíssima, mesmo nas cidades mais poluídas, fora que a chance de o Pokémon te derrubar é mínima, só se ele estiver muito cansado ou se algum imprevisto acontecer. Diria que é a forma mais segura de locomoção.

Apontei para o rapaz que estava algumas cadeiras a frente da menina. Ele usava óculos de fundo de garrafa e cabelo lambido para trás.

- Quais pokémons podem voar?

- Depende. A grande maioria dos voadores conseguem usar a técnica Fly, menos Dodrio, que não pode voar e muitos dragões também possuem essa capacidade, como Flygon, Salamence. E poucos fantasmas como Golurk e Drifblim. As primeiras evoluções da maioria dos voadores não consegue devido a seu tamanho. Por exemplo Pidgeys, Spearows, Starly e outros. Mas a partir de seus segundos estágios, já podem voar, pelo menos com a jaqueta. Mostrarei de minha pokedex agora, alguns dos pokémons que podem voar usando a Jaqueta primeiro, depois alguns que usam a sela. Por último, alguns que apenas com a cesta o fazem.

Colégio - Página 2 Xatu Colégio - Página 2 NoctowlColégio - Página 2 Vibrava

Colégio - Página 2 SkarmoryColégio - Página 2 Golurk Colégio - Página 2 Garchomp

Colégio - Página 2 Vullaby Colégio - Página 2 TogeticColégio - Página 2 Delibird Colégio - Página 2 Golbat

Depois de mostrar as imagens, respondi mais algumas perguntas referentes as paisagens que vi em minhas viagens e terminei a palestra, recebi uma salva de palmas e sai da sala depois de recolher meus pertences, encontrando-me com o diretor que iria me dar o feedback que tinha e talvez uma recompensa financeira que ele havia me informado que poderia acontecer dependendo de meu desempenho.

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Mensagem por Selene em Qui Jul 27 2017, 08:46

Atualizado. Prossiga, Fons.

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Mensagem por Matt em Sab Mar 17 2018, 21:19

OFF:
OFF: Favor, não mudar a BOX. Não será necessário, então encare apenas como uma troca momentânea na Box do Lys, voltando ao normal logo em seguida.

PS: A listagem de pokémons que sabem mergulhar está desatualizada, não constando na lista os pokémons de Alola, então, os ignorei para não falar bobagem. kkkkkkkkk

Voar para Mu Island.

Colégio - Página 2 Rr3T5Hr

Chegara à sala um tanto desanimado, seus ombros encolhidos, uma expressão que transmitia nervosismo. Havia passado a pouco pela Direção da escola - Sua intenção inicial ali era apenas a de aprender um pouco mais para dar o melhor de si tanto no próximo Contest quanto no evento que se aproximava -, onde havia sido convidado para dar uma aula aos alunos da escola. Uma aula? Lhe soava ridículo... De qualquer forma, havia oferecido uma pequena quantia em dinheiro, que ao menos lhe serviria para custear sua apresentação. Tratava-se, portanto, de um bom investimento. Enfim, chegou à sala e observou aos alunos ali presentes, boa parte da turma ainda não havia retornado do intervalo, a confusão e sons de risos ecoavam por todos os cantos da sala e dos corredores tumultuados... Por que mesmo estava ali? - Foco, Lys... Foco...

"Alunos, encaminhem-se à Piscina", escreveu o rapaz, com sua melhor letra ao quadro negro, em tamanho suficiente para qualquer aluno, por mais tolo que fosse, pudesse entender seus dizeres. Bateu com os nós dos dedos na superfície rígida do quadro e então proferiu, em alto tom, quando boa parte dos alunos já haviam retornado, sua voz tentando se sobressair a todas as outras. - Vamos, vamos. Todos vocês, ao Vestuário e então á Piscina. - As vozes se silenciando por um momento e então se transformando em sussurros entre as crianças e jovens, a discutir sobre o que versaria aquela aula em questão. - A aula começará em dez minutos. Não temos tempo a perder, coloquem suas roupas de banho e me encontrem na piscina.

10 MINUTOS DEPOIS.

E nada mais que isso. Lysander já se colocava em frente à sua classe, alguns maiores, outros menores, mas todos com seus trajes de banho, assim como Lysander, que vestia sua roupa de mergulho. Ele se colocava frente à piscina, à beirada, enquanto os alunos se reuniam próximos à parede. Sentia-se constrangido, e em sua face, sua expressão ainda continuava a transparecer nervosismo. Bateu mais uma vez os nós dos dedos em um pequeno quadro negro posto em um cavalete a seu lado, como se então chamasse a atenção de todos, que logo se silenciaram e se colocaram a ouvi-lo. - Não espero que compreendam a real utilidade da aula que estou a lhes ensinar, mas que ao menos, sirva de inspiração e conselho à suas aventuras quando enfim iniciarem suas jornadas. - Proferira ele, sua voz um tanto sufocada. - E que se divirtam... - Terminou ele, liberando um fino sorriso em sua face pálida. - Pois hoje aprenderão um pouco mais sobre o universo que nos espera em alto mar, mais exatamente quando nele mergulhamos.

- Antes da aula em si, gostaria que prestassem atenção à lousa... - Continuava ele, aos poucos se sentindo mais confiante, ao mesmo tempo em que apontava à lousa, onde havia sido desenhada uma cópia bem fiel do mapa de Hoenn. Ou ao menos era o que o rapaz pensava ser.

MAPA:

Colégio - Página 2 OmV31Rv

- Temos em Hoenn, um total de cinco rotas Marítimas, todas aptas ao mergulho. - A este ponto, a cada menção à uma rota marítima, circulava a área do mapa à qual ela pertencia:

ROTAS MARÍTIMAS

- ROTA MARÍTIMA ALPHA, que vai de Petalburg ao sul de Slateport, passando por Dewford.

- A ROTA MARÍTIMA ÔMEGA, nome dado a todo o trajeto entre Slateport e Pacifidlog, passando por La Rousse.

- A ROTA MARÍTIMA DELTA, esta área que segue a leste de Pacifdlog e Mu Island.

- Compreende-se por ROTA MARÍTIMA GAMMA toda esta área ao redor de Sootopolis, até a sede da Liga Pokémon.

- Sendo esta última área a ROTA MARÍTIMA BETA, toda esta porção entre Lilycove, Mossdeep e Riyado.

Respirou profundamente após passar à classe todas estas informações, e então prosseguiu, seus olhos atentos à classe. - Para aventurar-se em uma destas rotas marítimas, não é necessário que se tenha um pokémon aquático, tampouco que tenha aprendido a mergulhar, mas para se ter uma melhor experiência, e ter acesso a pokémons mais raros presentes em tal bioma, sugiro que sim, tragam consigo no mínimo um pokémon que consiga carregá-lo. - Realizava mais uma pausa, para ganhar fôlego. - Contudo, devem saber que, abaixo desta superfície, as coisas tendem a se tornar mais perigosas em alto mar, então para que possam desfrutar em segurança é necessário que antes algumas precauções sejam tomadas. Primeiro, é necessário que se compre uma Scuba Gear, esta roupa que uso. É vendida em Riyado, caso queiram-na um dia. A segunda condição é que tenha também ao menos um pokémon que saiba o movimento DIVE. Costumam ensinar este golpe a um de seus pokémons no mesmo lugar em que é comprada a roupa de mergulho.

REQUISITOS

- SCUBA GEAR - 500PK$
- POKÉMON QUE SAIBA DIVE

-Mas, veja bem... Assim como nós, seres humanos, Pokémons também tem suas particularidades e limitações. Alguns pokémons evidentemente resistirão a um maior tempo sem ter de retornar à superfície para respirar, outros, contudo, você nem precisa se preocupar com o tempo. E ao final de sua frase, iniciou-se a escrever à lousa, seus alunos, agora sentados em bancos postos à parede.

POKÉMONS CAPAZES DE MERGULHAR

Pokemons capazes de mergulhar por tempo suficiente para não se preocupar: Tentacruel, Cloyster, Starmie, Gyarados, Omastar, Kabutops, Dragonite, Lanturn, Mantine, Kingdra, Sharpedo, Wailord, Milotic, Huntail, Gorebyss, Relicanth, Phione, Carracosta, Jellicent, Barbaracle, Dragalge e Clawitzer

Pokemons capazes de carregá-los por cerca de 2 (duas) horas ininterruptas: Blastoise, Golduck, Poliwrath, Slowbro, Dewgong, Kingler, Seadra, Lapras, Vaporeon, Feraligatr, Azumarill, Politoed, Quagsire, Slowking, Qwilfish, Octillery, Swampert, Ludicolo, Whiscash, Crawdaunt, Sealeo, Wailrein, Empoleon, Floatzel, Gastrodon, Lumineon, Samurott, Simipour, Basculin, Swanna, Alomomola, Beartic e Greninja

Quanto aos demais pokémons capazes de aprender o golpe Dive, estes poderão ficar submersos apenas por 1(duas) hora.

- Isto pode parecer besteira, mas não é. É absolutamente que cumpram estes limites. Como treinadores deverão compreender os limites de seus parceiros, e caso não o respeitem, a situação se tornará um tanto complicada. É criticamente perigoso aventurar-se em alto mar sem a companhia de um parceiro. Devo lhes alertar também que... Abaixo da área habitual de mergulho, temos ainda uma segunda área, bem mais perigosa... Porém, é dito também que os pokémons que lá habitam são de uma raridade que você dificilmente encontraria em qualquer outro lugar de Hoenn... Mas como lhes alertei, é de altíssimo perigo. Esta área é chamada de ABYSSAL ZONE.

~RESPIRAÇÃO~

- Mas, agora é hora de um momento prático... - Proferiu o rapaz, ao mesmo tempo em que retirava de seu cinto, uma esfera azulada e de seu interior, com um toque, irrompesse um lampejo azulado que se seguiu até a piscina, logo tomando a forma de Sharpedo, sua ranzinza parceira, que se sentia incomodada ante a situação de seu chamamento, contudo, como estava em um ambiente confortável para si, não resmungou... Muito.

Colégio - Página 2 Sharpedo

Sharpedo

- Esta é Sharpedo. Éris. É ela que me leva em aventuras marinhas. - Continuava o rapaz a acenar à sua tubaroa, ranzinza como sempre fora. Certamente que não deixaria que as crianças se aproximarem, o rapaz pediu para que ela se aproximasse um pouco e subiu sobre seu corpo. Em alguns momentos sentia-se um tanto intruso com a pokémon, mesmo depois de tudo que fora feito, contudo, ela já não mais se importava de carregá-lo. Havia se acostumado com seu covarde parceiro. - Como lhes disse antes, há pokémons que podem ficar em alto mar por tempo indescritível, Sharpedo é um destes. - Ao final de suas palavras, retirou de seu cinto, outras esferas, lançando todas ao ar, fazendo com que surgissem diante dos olhos dos alunos uma verdadeira chuva de lampejos a tocar a água da piscina e então tomarem as formas de:

Colégio - Página 2 Tentacool------Colégio - Página 2 Shellder------Colégio - Página 2 Clamperl------Colégio - Página 2 Horsea------Colégio - Página 2 Luvdisc

Tentacool------Shellder------Clamperl------Horsea------Luvdisc

- E estes são meus mais recentes parceiros. A maioria, capturada enquanto mergulhava. - Bradava o rapaz, acenando aos jovens que assistiam sua aula. - Então, apenas imaginem... Que outras criaturas não se escondem abaixo de tudo o que nossos olhos mal treinados veem quando olhamos ao mar? Há muito mais ali... Há muito mais que até mesmo eu ainda não vi... Há um universo inteiro ali. Agora... Vamos, venham se divertir, e sintam-se como se em alto mar estivessem. - O Terminava o rapaz, com um gesto de mão indicando que estavam liberados para entrar à piscina, gesto que eles obedeciam cegamente, deixando seus cadernos de lado e pulando, das formas mais variadas possíveis.

O resto da aula foi assim, apenas as crianças a se divertir ao lado dos parceiros aquáticos de Lys. De vez em quando, se aproximava dos alunos e quando pareciam interessados em um espécime, começava a explicar um pouco mais sobre tal monstrinho, suas particularidades, golpes, e até mesmo movimentos que poderiam aprender. Aos poucos, começou ele mesmo a se divertir...

Ao final, voava para Mu Island.

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Mensagem por Mathito em Dom Mar 18 2018, 16:27

+600 dinheiros.
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Mensagem por Shianny em Sex Abr 19 2019, 05:47

~> Dinheiro, aaaa
~> Voar para Mauville City

Apesar de precisar adiantar as coisas para que pudesse chegar à tempo de Wallace Cup sem maiores problemas, acreditou que um pequeno descanso na cidade não faria mal nenhum, afinal, a inscrição já estava feita e só precisaria chegar no lugar, de fato, dali a uma semana, se bem lembrava - mesmo que não pretendesse chegar bem em cima da hora, afinal, nunca é bom sair correndo que nem maluca para não perder o prazo e acabar com uma derrota por desistência; Se fosse pra ser daquele jeito, era bem melhor que nem tentasse, para falar a verdade. De qualquer modo, um descanso não faria mal a ninguém, e poderia aproveitar para conhecer um pouco a cidade de Rustboro durante sua breve estadia.

Majoritariamente, as coisas que via - ou, pelo menos, assim teve a impressão - estavam sob o nome do Sr.Stone, e mesmo quando não, era quase impossível não se deparar com alguma referência ao homem, fosse por propaganda ou mera e somente por comentários que passavam pela boca dos moradores, isso quando não eram visitantes que, assim como ela própria, estavam atrás de um exemplar do PokéNav para praticidade em respeito à algumas tarefas que, de outro modo, seria bem mais exaustivas de completar.

Em uma das curvas que calhou de fazer pelas ruas, deu de frente com uma grande construção de tons claros e janelas retangulares. Poderia facilmente suspeitar ser mais um dos patrimônios de Devon e, em realidade, até onde sabia, nada impedia que fosse, mesmo com a placa indicando o colégio e, reparou em pouco tempo, os vários estudantes com seus cadernos, livros, mochilas e reclamações. Fachada não indica sempre proprietário, não é? A questão é que, por um breve momento, se permitiu divagar a respeito do passado na cidade natal, e em que pé estaria agora se não houvesse largado tudo para seguir uma carreira de treinadora. Estaria em condições melhores, tanto física quanto psicologicamente?

Não sabia, não tinha como saber.
Particularmente, não tinha vontade de descobrir, para não correr o risco de ter que acabar lidando com o amargo do arrependimento.
Não teria como mudar o passado.

Não sabia também quanto tempo ficou divagando sobre isso enquanto os orbes cinzentos passeavam pela estrutura, mas acreditou que havia sido o suficiente quando a voz masculina a arrastou para longe dos pensamentos e, com um apertar das pálpebras e o desvio vagaroso da atenção, o olhar então pousou no - descobriu - grisalho senhor que aparentemente esperava que a ruiva parasse para ouvir um pouco alguma de suas palavras. E, esta meta aparentemente concluída, esboçou um sorriso amigável, oferecendo uma mesura sutil de cabeça.

— Bom dia, madame. - Um leve arquear de sobrancelhas foi a resposta da moça, mas se limitou em responder ao cumprimento em baixa voz — Considerando que não parece apressada para entrar, eu imagino que não seja uma estudante. Posso ajudar de alguma maneira?

— ...Não acho que possa com o que eu preciso, infelizmente. - A ruiva encolheu os ombros com suavidade, e a sombra de um sorriso de canto se desenhou em seus lábios — Sinto muito se estou atrapalhando. Não se preocupe, já estou de saída. - Com um último vislumbre do prédio, ajeitou a alça da bolsa no ombro e se preparou para partir, porém, foi interrompida com uma curta chamada de atenção por parte do homem, ato que, se não a manteve ali para sempre, pelo menos a segurou no lugar por mais alguns momentos.

— ...Isso é um infortúnio. Mas não precisa ter pressa. Não estou expulsando você, acredite. - Não respondeu, mas manteve o olhar na figura. Parou para prestar atenção no conjunto claro que o idoso trajava, e de como sua aparência seria fantasmagórica caso fosse uma visão noturna. — Pelo que estou vendo, você é uma aventureira, hmm? - Incerta, a jovem concordou com um movimento vago de cabeça, que acompanhou outro sorriso do rapaz — Veja bem: Muitas pessoas nesse colégio são incrivelmente apaixonadas pela ideia de se tornarem treinadores, coordenadores, seja o que for. Mas, como você deve saber, não são poucos os que ficam inseguros de sair da cidade e ter todo o trabalho de ir atrás de um inicial, de sair de perto da família... E é extremamente compreensível. Mas, aqui, eu particularmente gosto de tentar incentivá-los a sair dessa bolha, e constantemente ofereço para os que já estão dentro dessa realidade que deem à esses estudantes uma pequena prova, ou talvez até dica pessoal, para que criem coragem de dar esse passo. - O idoso tomou fôlego, devagar, e analisou a expressão da ruiva por alguns segundos, se certificando se ela estava acompanhando o pensamento até então — Normalmente, se for algo correto e proveitoso, eu também os recompenso com uma quantia de dinheiro. É meio simbólico, mas se tiver interesse, seria de bom grado recebê-la para que compartilhasse alguma experiência conosco.

— ...Bem, eu não sei se teria algo realmente proveitoso para vocês...

— De onde você é? - A moça não teve problemas em conceder resposta para a questão, e a mesma fez as sobrancelhas do homem dançarem pela testa — Tenho certeza que alguém que já viajou tudo isso tem pelo menos um aprendizado para oferecer, seja a respeito de itens, dos pokémons... Não é necessário algo estritamente complexo, afinal, a ideia é mais para servir como inspiração. Por que não tenta?

Natalie suspirou. Não tinha certeza se deveria mas, considerando que até o presente momento não tinha tanta pressa de sair da cidade, poderia ser uma boa válvula de escape para afastar os pensamentos ruins ou mesmo para arranjar um pequeno lucro se tivesse boa desenvoltura. Embora com certa hesitação, e alguma insistência e incentivo extras vindos do senhor, decidiu por fim que não faria mal nenhum uma curta apresentação antes de partir daquela cidade. Bem, não pretendia voltar tão cedo, então podia apenas torcer para que a esquecessem até lá, caso tudo acabasse dando errado. De fato, não custava nada arriscar, certo?

Então, aceitou. Com o mesmo sorriso gentil que perdurou durante quase toda a conversa, o mais velho a convidou para entrar e seguiu seu caminho como um projeto de guia turístico para dentro da estrutura, comentando sobre uma ou outra parte da arquitetura, o trabalho que ali faziam, enfim, sobre o colégio em geral. A informou de que seria necessário esperar algum tempo antes que pudesse permitir que a garota se apresentasse aos alunos que a receberiam, mas o tempo passou mais rápido do que poderia pensar enquanto jogava conversa fora com o diretor; Mais cedo do que imaginaria, foi guiada até uma das salas do lugar e, com um breve cumprimento do homem aos alunos, foi praticamente jogada no meio da sala. Sob os olhares curiosos e quase julgadores - ou, ao menos, era o que considerava -, se sentiu quase inferior naquele lugar.

Talvez fosse por conta da sombra que, agora que estava no chão, subia ameaçadoramente por suas costas e sussurrava-lhe possibilidades que rapidamente viravam temores.

A garota respirou, fundo.
Naquele exato momento, se lembrou da falta de desejo de lecionar que sempre sentira.

— ...Olá... - Arriscou, incerta. Encurralada na vigilância dos inúmeros pares de olhos espalhados pelo cômodo e voltados unicamente para si - ou, pelo menos, grande parte deles -, quase cogitou dar as costas e ir embora. Mas, oh, já estava ali, certo? Engoliu a seco. — ...Meu nome é Natalie Chase. Um pouco mais cedo, o diretor Frederic me abordou e sugeriu se eu não poderia dar algumas palavras com alguns de vocês, hoje. - Devagar, os quadris se encostaram na mesa, e as palmas das mãos se apoiaram em sua superfície. — Bem, eu não sou nenhuma professora, e nem algum tipo de profissional para vir aqui e dar o melhor discurso motivacional pra vocês, e talvez nem possa dizer qual é o melhor caminho que podem tomar. - Pausou, e respirou profundamente. Bem... Ele havia dito palestra, certo? Não precisava realmente dar uma aula... Talvez? — Mas, se eu posso dizer alguma coisa com certeza, é que não existe uma fórmula certa para tudo se resolver e que faça vocês, ao menos os que tem vontade, brilharem.

Por curtos segundos, o olhar passeou pelos jovens agrupados nas cadeiras e, mais uma vez, recordou do passado.
Não era ela que, uma vez, prestava atenção àqueles que com tanta garra se lançavam num futuro incerto?

— Já faz um tempo que eu comecei realmente no mundo pokémon, como uma treinadora. Antes mesmo disso, eu sempre tive muito interesse em tudo que envolvia esses seres que vivem tão perto da gente e, ao mesmo tempo, tanta gente não sabe quase nada a respeito. Quando era mais nova, gostava de ficar várias e várias horas observando os pokémons que casualmente apareciam na superfície das águas perto da minha cidade natal. O oceano sempre foi um mistério enorme, e tenho certeza que acabou despertando muito mais interesse depois do incidente com Kyogre. - O olhar passeou pela plateia, vagaroso. Tivera sorte de não estar no continente quando tudo aconteceu e, embora houvesse demorado um pouco para descobrir a situação, não foi uma das coisas mais difíceis de chegar ao seu conhecimento — Tem muita gente que pensa que, no que diz respeito aos pokémons, tudo vai ser uma maravilha. - Pausa. — Não é bem assim; E não digo isso para assustar vocês, nem nada do tipo. Sabe, eles são animais que convivem com a gente, muitos selvagens, claro, mas tem pessoas que olham de uma perspectiva e acreditam que tudo é mágico e passível de controle na palma da mão. - Engoliu saliva. Deixou que as palavras se assentassem um momento, e só então se permitiu prosseguir — Eu concordo, porém, com a questão da magia. E ela não envolve tudo feito com um estalar de dedos, mas um longo processo que envolve o pessoal, seu próprio crescimento, o desenvolvimento da relação que tem com seus pokémons e com aqueles que você pode conquistar, a capacidade de saber lidar com problemas que aparecem, enfim, uma infinidade de coisas a serem aprendidas e, sinceramente, tá tudo bem; É algo que, particularmente, eu acredito que vale a pena.

Tomou fôlego por alguns momentos. Não tinha tido tanto tempo para preparar alguma coisa, sequer planejava falar com aspirantes no seu cronograma mas, surpresa!, ali estava.

— Talvez, uma das coisas mais úteis que eu possa falar pra vocês, é o cuidado a respeito de alguns iniciantes acharem que podem peitar tudo e todos e sair zombando com uma vitória, ou podendo dar a volta por cima. Eu mesma tinha essa confiança, na verdade, mas já quebrei muito a cara e fiquei na beira de muito desespero pra ter chance de mudar de opinião. - Deu um riso sem graça, ocultando por trás dele o pânico que muitas vezes a corroeu durante a jornada.

Eles não precisavam saber, certo?
Tinha sido sua... Pequena, grande, maré de azar e tormenta.
Podia morrer com ela.

— Bem, muitas coisas podem ajudar vocês a contornar essas situações complicadas que podem enfrentar. Desde só estratégia, até itens ou mesmo sorte, dependendo do caso. Vocês já devem conhecer, ou pelo menos ter ouvido falar, da mais básica das soluções que podem dar certo em muitos casos: As poções. Recentemente, inclusive, eu pude me livrar de uma furada bem grande por causa delas, e aconselho a qualquer um que é sempre bom ter ao menos uma ao alcance, porque nunca se sabe quando pode precisar. - Os ombros se movimentaram, inquietos, e os olhos correram pela classe — Posso dar uma explicação básica a respeito: Vocês devem saber mas, a partir do momento que se entra em uma luta, é muito provável que seu pokémon se machuque. Se você permite que os danos que sofridos passem do limite que ele aguente, e isso varia entre cada espécie, vai acontecer um nocaute e você pode ou não ter algum problema por causa disso. Bem, eu acredito que a maior parte dos confrontos seja amistosa, mas é sempre bom manter o aviso. - Comentou, casual.

— Falando das poções que tratam especificamente os machucados que podem ocorrer em batalha, sem considerar questão de status e tudo o mais, são cinco: Potion, Super Potion, Hyper Potion, Max Potion e Full Restore. Todas elas são, pelo menos normalmente, vendidas nos Centros Pokémons, e provavelmente vocês já viram alguma vez pelo menos uma delas. É bem difícil de confundir uma com a outra, já que até os frascos são diferentes: A Potion vem num recipiente roxo com branco, a Super num vermelho com laranja, a Hyper num rosa com branco, a Max é azul com branco e o Full Restore vem numa embalagem toda esverdeada. Os preços são tabelados, e se eu não me engano podem variar de 50PK$ até 1000PK$, dependendo da força e qualidade do efeito que você quer garantir quando for usar alguma, mas nem por isso as mais comuns são inúteis. - Deu uma pausa, e parou por alguns segundos para organizar os pensamentos — O funcionamento delas é simples. Considerem, por exemplo, que um pokémon tem uma barra de vida e, se por algum acaso essa barra zerar, é aí que ele sofre um nocaute até que seus machucados sejam tratados. Supondo que essa barra tem cem pontos de vida... - Outra pausa. Limpou a garganta.

— ...Cem pontos de vida. Se você tem uma Potion, você pode curar uns 20 pontos do total, por aí, e essa é a mais básica. Talvez não pareça muito, dependendo do estado que um combate pode estar mas, acreditem, mesmo um segundo a mais que um pokémon aguente pode fazer toda a diferença no resultado final. - Respirou fundo — A partir daí, já tem um salto de eficácia, que vem com a Super Potion. Ela pode curar até 60 pontos na vida do pokémon, e eu acredito que seja uma das melhores para te colocar numa posição segura na batalha sem que seja necessário ficar gastando o tempo todo seus recursos e tudo o mais. A Hyper Potion já seria uma garantia para encher toda a vida do pokémon se ele só tiver 100 pontos, porque ela garante 120 pontos de cura, então até esse caso que eu citei, seria suficiente. - Devagar, ajeitou uma das madeixas ruivas atrás da orelha, e se apoiou na ponta dos pés por alguns segundos — Mas, caso seja necessário ir além desses pontos ou se você não tiver uma Hyper, uma Max Potion vai restaurar e eliminar todos os machucados do seu pokémon, curando a vida no máximo. Já o Full Restore é bem situacional, porque ele não só vai maximizar os pontos de vida do seu pokémon, como também eliminar qualquer status ruim, desde que não-volátil, que esteja o afligindo, por exemplo, paralisia.

Não sabia ao certo se seria interessante o suficiente para falar a respeito, mas pelo menos estava tentando.
Afinal, não tinha se programado para ir até ali, certo?

— Claro que, se você for curar seu pokémon, não vai poder forçá-lo imediatamente para atacar consecutivas vezes, pois ele vai precisar de um momento para que as poções façam efeito e para que possa se recuperar. - Lembrou, e os dedos se remexeram uns nos outros, inquietos — Também existem outros itens de cura que não envolvem as poções, por exemplo, uma Oran Berry, uma Fresh Water, ou uma Soda Pop. Mas, como eu disse, as poções são encontradas normalmente nos Centros, e acabam sendo mais acessíveis e fáceis de encontrar. Do contrário, você pode acabar perdendo um pouco de tempo para poder procurar e tudo o mais.

Talvez estivesse se prolongando demais.
E nem estava planejando, céus!

— ...Enfim! Eu vim aqui hoje porque o diretor me sugeriu que talvez vocês precisassem de inspiração, ou de algum empurrãozinho. Eu queria dizer que, acima de tudo, se qualquer um de vocês realmente tem vontade de seguir carreira sendo treinador ou qualquer outra coisa, bem, vão! - Suspirou, e cruzou vagamente os braços em frente ao peito — Quer dizer, uma ou outra dificuldade vocês vão acabar passando, se forem por esse caminho ou não. É a vida. Mas o melhor é poder lidar fazendo algo que você goste e, talvez pareça um pouco clichê, mas sempre é melhor tentar e talvez descobrir que não seja a coisa certa pra você do que ficar se lamentando por algo que deixou de fazer por medo de arriscar. - Então, devagar, os braços relaxaram outra vez nas laterais do corpo — ...É isso. Espero que vocês lembrem que ser ou não um treinador não é nem uma condenação, nem algum tipo esquisito de prisão. Se não der pra você, tá tudo bem procurar outra coisa em que se encaixe melhor. Mas é como eu disse: Não tem como saber se não tentar. - Então, com uma respiração profunda, o olhar passeou pelos rostos dos estudantes. Analisou cada um, silenciosamente, e se questionou se haveria ao menos um que seria capaz de alcançar com meras palavras. — Espero que consigam decidir o que acham que é bom, e o que querem pra suas vidas, cada um de vocês. E quem sabe se não nos encontramos por aí de novo? - Permitiu que um sorriso pequeno pintasse pelos lábios, discreto. Guardou para si o pensamento de que isso poderia ser um temor, como os tantos encontros que já tivera de suportar ao longo das últimas semanas — Enfim. Obrigada pelo seu tempo. E boa sorte, para todos.

Então, isto feito, se retirou.
Trocou algumas palavras com o diretor quando se foi, e o homem também falou a respeito do pagamento, mas assim que a conversa se findou, saiu da escola.

Bem, já tinha passado mais do que deveria por ali.
Então, quando pôde, retirou Fearow novamente de sua pokéball, subiu no animal...
E, junto com os pensamentos, ganhou o céu.

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Mensagem por Matt em Sex Abr 19 2019, 11:28

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+600 pk$

Att., Prossiga.

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Mensagem por Rin Chevalier em Sex Maio 03 2019, 21:16

A trupe passeava pelas ruas de Rustboro após a reanimação do novo membro da equipa de Shion, um Anorith. Os três sorriam imenso enquanto conversavam enquanto procuravam algo para fazer durante a sua estadia na cidade, queriam aproveitar algum tempo para se aliviarem um pouco de todo o stresse das suas últimas aventura. Entretanto, Charles era visto com uma cara de amuado, provavelmente uma piada de Shion sobre a sua altura, Elizabeth tratava de fazer os pazes entre os dois amenizando a situação.

Entretanto, Shion refletia sobre tudo o que tinha passado até aqui ao longo da sua jornada, não fora muito tempo mas já tinha passado por vários lugares diferentes, inclusive, teve de viajar para outra região por causa das recentes atividades de Kyogre. Questionava-se se, por acaso, não tivesse fugido de casa naquela noite em New Bark ele teria sentido tudo o que sentiu, conhecer pessoas como os seus parceiros de jornada, se teria feito ações altruístas como quando de impôs em Littleroot contra os vendedores que desprezavam Charles porque apenas tentava sobreviver sem qualquer ajuda ao roubar algumas frutas. Com certeza não mas como estariam se sentindo os seus pais sem saberem nada sobre seu herdeiro, talvez fosse altura de os contactar e dizer algo, ele apenas fora um covarde no passado sem coragem para os confrontar com os seus próprios objetivos.

De repente, os pensamentos de Shion e caminhada dos três fora interrompida por um senhor com um semblante de preocupação. Ele retira seu chapéu e o coloca no seu peito, em um ato de súplica:

-Me perdoem, meus caros. Espero não os incomodar mas preciso que vos pedir ajuda com algo pois vejo que são treinadores, certo? - os três o olham sem dizer nada, apenas ficando muito atentos ao que vinha a seguir - Eu sou o diretor da escola aqui ao lado. - ele apontava para a mesma do outro lado da rua - O conselho pedagógico da escola decidiu tomar uma decisão relativamente à educação dos nossos alunos, é que sabe... Hoje em dia, as crianças não se encontram motivadas, quando se lhes fala de aventura nem sequer exprimem um sorriso. Quem dera que fossem todos como este pequenino aqui. Este olhar forte e bravo! - exclamou enquanto olhava para Charles, o mais novo returquiu com um semblante de indignação por lhe ter chamado de "pequenino" - Me perdoe, garoto! Não foi minha intenção ofendê-lo de forma alguma. Mas bem, o que queria pedir-lhe era que desse uma aula para uma turma para que eles vissem a prespetiva de alguém que ainda está viajando. Que dizem? É claro que receberão uma renumeração dependendo da qualidade da sua aula. - o diretor os questiona após lhes explicar a sua proposta.

-Hum... É uma ideia interessante... - Shion debatia sobre algum tempo de que poderia falar - Irei fazê-lo. Já tenho uma ideia sobre o que apresentar. Me deixe apenas usar um computador para fazer uma rápida apresentação, por favor. - o mais velho lhe respondia à proposta do homem.

O mesmo logo concorda e cede um computador da escola por alguns minutos. Taito reúne algumas imagens e pequenas descrições sobre aquilo que pretendia falar com a turma que ficaria encarregado, para além de ensaiar algumas falas que achava importante referir durante a apresentação. Após ter tudo preparado, se dirige à sala do diretor para o informar que já estava pronto e lhe pedia qual a sala da turma que iria apresentar. Ao chegar lá, Shion entra seguido de seus parceiros que ficam de um de cada lado ao chegarem ao centro da sala, na frente, os alunos da turma os encaravam com surpresa e dúvida sobre o que se estava ali a passar.

-Bom dia! Eu sou Shion Taito, do meu lado tenho Charles e esta bela donzela se chama Elizabeth Swan. - o porta voz apresentava-se a si e aos seus colegas, Elizabeth fazia uma graciosa vénia, pegando seu vestido e se rindo com o elogio de Taito - Nós somos treinadores pokémon! Com certeza sabem o que é, certo? - a resposta da turma foi unânime, apesar de não estarem muito animados ao ouvir falar estavam claramente atentos às três caras jovens - E nós hoje vamos dar-vos uma aula a pedido do vosso diretor, espero que gostem e que retenham tudo o que lhes for ensinado. - ia dizendo enquanto abria a sua apresentação em um projetor - Hoje eu vou falar-vos um pouco daquilo que pensa ser a história do universo e mais particularmente do mundo em que vivemos! Alguém faz ideia de como tudo começou? - Shion deixava a apresentação em um slide completamente preto.

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-Arceus! - algumas vozes animadas por saberem a resposta disseram em coro.

-Exatamente! Arceus, o pokémon alpha! Descrito por historiadores e cientistas como sendo o primeiro pokémon a existir, num universo negro em que nada existia ele nasceu de um ovo. Logo a seguir, ele criou Giratina, Dialga e Palkia. A cada um deles foi concebido grande poder. No entanto, Giratina não seguiu as intenções de Arceus e por isso, o mesmo o puniu o punindo para um local conhecido como Distortion World, e por isso ficou conhecido como o pokémon renegado. Já Palkia e Dialga ficaram com o poder de controlar o espaço e tempo, respetivamente, e espalharam-se pelo universo o criando. Após a sua tarefa cada um foi para a sua própria dimensão e o Spear Pillar foi criado na, hoje em dia, conhecida região de Sinnoh. Este local, é conhecido por ser o sítio onde é possível comunicar com as três dimensões onde os três pokémon se isolaram segundo determinadas condições que vou deixar para vocês descobrirem e depois contam para o vosso professor! Eu vou avisá-lo, ein! - o garoto dava a sua explicação sobre o assunto enquanto passava mais dois slides e ia apontando para contextualizar melhor.

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-Após isso, Arceus criou três novos pokémon! Azelf, Mesprit e Uxie! Sabem quais foram os poderes deles? - ele fazia mais uma questão e desta vez foi recebido com caras de dúvida e incerteza - Bem, eles são os responsáveis pela nossa força de vontade, sentir e pensar, respetivamente. E espalharam isso por todo o lado onde passaram, eventualmente os três esconderam-se nas profundezas de três lados em Sinnoh. Quais são esses lagos? Também vai ser o trabalho para casa! - ele dizia mostrando então mais um slide.

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-De seguida, nasceram Groudon e Kyogre, um das pronfundezas da terra e outro das profundezas do oceano e depois na camada de ozono apareceu Rayquaza, os três são bem conhecidos aqui em Hoenn. Groudon e Kyogre criaram a terra e os mares, no entanto, entraram em conflito e Rayquaza teve de intervir e colocando-os em um sono profundo nas suas cavernas e só podem ser acordados segundo um condição que também ficará para trabalho para casa. Já Rayquaza descansa no topo do Sky Pillar. - o loiro passava mais dois slides.

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-Enquanto isso, surgiu o Mew que antigamente existia em abundância e que deu origem a várias outras espécies devido a seu ADN altamente mutável. Depois, Regice, Regirock e Registeel deram origem aos elementos como o gelo, as rochas e os minerais. E então apareceu Regigigas que moveu os continentes para formas as atuais regiões.
- então ele mostrava os respetivos pokémon.

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-E com todos estes movimentos dos continentes formaram-se o Mt. Coronet e a Stark Moutain que formaram uma "piscina" de puro magma do qual nasceu Heatran.

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-Com o passar dos anos,  a população de Mew foi diminuindo até se tornarem bem raros, entretanto surgiram muitos dos pokémon fóssil, como este aqui! - explicava e soltava o seu Anorith que saltava de carteira em carteira conhecendo toda a turma - Apareceram também os Carbink, descobertos em Kalos, alguns pokémon bivalves como Cloyster e Shellder e o Relicanth, típico aqui de Hoenn que permaneceu sem alteraçõe durante anos. - ele continuava mostrando slides com inúmeros pokémon - E surgiu também a forma antiga do pokémon Genesect, uma forma muito mais selvagem que é desconhecida até aos dias de hoje visto que uma organização malvada o usou para criar uma arma que explicarei mais daqui a pouco.

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-Enfim surgem os humanos e a partir daí também surgem muitas pinturas e escrituras sobre vários pokémon que viviam juntamente com os humanos ou que eram caçados pelos mesmos, por exemplo, Growlithe e Arcanine eram excelentes companheiros para caçar. Swinub, Piloswine e Mamoswine eram caçados pelo seu pêlo fantástico para aguentar as temperaturas gélidas, a população de Farfetch'd também diminuiu imenso devido à caça. Os Unown são descobertos e usados para criar o alfabeto e linguagens, os Magikarp de hoje em dia começaram naquela altura a mudar e a tornarem-se mais fracos e pokémon como Claydol e Baltoy surgem de bonecos de argila que ganharam vida. E as espécie de Timburr, Gurdurr e Conkeldurr ajudaram os humanos a aprender sobre estruturas de concreto. Com certeza já começam a reconhecer estes de verem as pessoas e treinadores a passar com eles pela cidade, certo? - ele questiona com um tom animado e um piscar de olhos.

-Sim!! - todos exclamam em coro muito mais animados com a história dele.

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-Por esta altura, os Regis entram em um profundo sono em diferentes cavenas,quase todos estão escondidos em Hoenn, apenas Regigigas que foi para Sinnoh em Snowpoint Temple. Groundon e Kyogre entraram novamente em conflito, após uma queda de meteoros, acordando nas suas formas primitivas e apenas pararam quando Rayquaza na sua forma mega interveio, começando a ser venerado como um deus para os humanos que viram o mundo acabar com o conflito dos dois. Para além disso, Meltan e Melmeltal, os dois descobertos muito recentemente e para o qual diversos treinadores ajudaram a reunir informações sobre os mesmos aquando a sua fuga e invasão na região, antigamente, também eram venerados pela sua habilidade de criar metal.


-Nós enfrentamos alguns deles! Eles eram meio lerdinhos, mas eram muitos e se dividiam! - Charles intervinha falando com  muita emoção sobre os Meltan enquanto apontava para o mesmo na imagem.

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-Em alguns livros antigos também se encontra escrita uma história entre o confronto de Yveltal e de Xerneas que levou à morte de uma floresta quando Yveltal nasceu e ao sacrifício de Xerneas para o derrotar e para trazer a floresta de volta à vida. - ele dizia com um tom muito mais sombrio para chamar à atenção.

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-Quando a sociedade se começou a desenvolver e os registos também estão mais bem preservados e explicados. Foi encontrado o primeiro Slowpoke que era venerado como uma divindade da chuva porque trouxe a chuva quando bocejou, encontrou-se o primeiro Roggenrola no fundo de uma fissura aberta por um terremoto, o primeiro Elgyem foi avistado em um deserto distante e Lunatone foi achado no centro de uma cratera, presumindo-se que tinha caído na terra, já Klink foi avistado na Chargestone Cave, em Unova. - ele parava para beber água, após tanto tempo a falar a sua voz começava a falhar.

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-Já se aperceberam que nos aproximamos cada vez mais dos tempos modernos, certo? No entanto, ainda nos falta falar de dois pokémon muito especiais! Um deles é Spiritomb, que apareceu quando se juntaram espíritos malignos em uma pedra especial chamada de Keystone, provavelmente resultante de uma experiência maluca ou das ações de uma ordem religiosa. O outro é Magearna, uma pokémon mecânico que ganhou vida quando um cientista reuniu a essência da vida de vários pokémon para criar uma coração artificial que desse vida à sua criação. A Magearna é um pokémon único e que com o passar dos anos, ela foi perdendo alguma da sua cor original. Incríveis, no entanto, tão estranhos, não acham?

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-O primeiro é assustador! - uma garota grita do meio da sala.

-Não tenhas medo! Afinal, o primeiro passo para perder é ter medo, por isso, se algum dia vocês quiserem seguir jornada não se podem deixar intimidar por ninguém! - Elizabeth se sentava do lado dela enquanto a acalmava e dava uma pequena lição à turma.

Após a intervenção de Elizabeth, a turma volta a ficar mais atenta a Shion que sorria e acena com a cabeça, para o que Elizabeth havia dito. Então, ele volta à sua apresentação mostrando o slide seguinte.

-Enfim, chegamos aos tempos atuais. Uma época maravilhosa onde conseguimos usar a tecnologia para nos facilitar as atividades do dia a dia. E inclusive capaz de criar novos pokémon! É verdade! Por exemplo, Porygon que foi criado virtualmente! Para além disso, temos o Mewtwo que foi criado ao tentarem replicar Mew através de um pouco do ADN, hoje em dia, ele permanecia na Cerulean Cave, infelizmente ninguém sabe o que aconteceu depois das inundações de Kanto e Johto...

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-Mas bem... Continuando temos o tal pokémon Genesect! Um grupo de fósseis foi encontrado não há muito tempo e foi transformado em uma verdadeira arma viva após algumas modificações e que lhe deu até a capacidade para voar. Felizmente, eles atualmente vivem em liberdade apesar de não serem iguais à sua forma original.

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-E agora, só me falta falar de uma última coisa! Ultra Beasts! Em Alola, algumas coisas estranhas começaram a aparecer, foram chamados de Ultra Wormholes, estes permitiram a algumas criaturas viajarem de outros universos para o nosso. Um fenómeno realmente peculiar, muitos cientistas ainda estão estudando estas criaturas e por não serem bem conhecidas é que a sua presença no nosso mundo é um perigo e foi criada uma organização que se especializa na captura e estudo destas Ultra Beasts. Elas são criaturas muito poderosas e que é preciso muito cuidado quando se enfrenta uma. Eu não direi o nome de nenhum pois quero que façam a vossa pesquisa e tragam para vosso professor, também!

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-Bem! - suspirava profundamente - Dou com isto terminada a minha apresentação. Espero que tenha sido claro para toda a gente. E agora eu queria fazer-vos uma apelo... Como puderam ver, desde do início até aos dias de hoje coisas novas são descobertas a cada momento que passa, e como viram no caso do Meltan, todos os treinadores ajudaram a decifrar os seus mistérios. No entanto, eu garanto que todas as pessoas que atingiram ou descobriram algo de muito importante tiveram de se esforçar e sonhar muito alto. Vejam por exemplo o Steven, é um magnífico treinador e ele próprio faz as suas pesquisas sobre as lendas do nosso mundo! -  o entusiasmo e tom da voz ia aumentando à medida que falava - Por isso, peguem em todas as graças que os pokémon lendários colocaram sobre nós, sintam como Mesprit nos ensinou, procurem conhecer e aprender mais como Uxie nos mostrou e usem toda a vossa força de vontade com a qual Azelf nos agraciou! Me repetindo, espero que tenham gostado da aula, eu irei deixar a apresentação com o vosso professor para que possam consultá-la e não se esqueçam do trabalho de casa! - começava a dar alguns passos para sair da sala - Outra coisa que me ia esquecendo... Espero um dia ver vocês por aí quando partirem em jornada! - terminava com um piscar de olho e se retirava, liberando a classe.

Depois iria falar com o diretor para saber o que ele tinha achado da aula e para ver se realmente era merecedor do pagamento que o mesmo tinha referido.
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Mensagem por Lhucash em Sab Maio 04 2019, 00:36

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