Contra-senso Comum

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Contra-senso Comum

Mensagem por Laycos em Qui Jul 30 2015, 19:01

Casaco, roupas extras, água, guarda-chuva, toalha, comida, tocador de música, livro, barraca e saco de dormir, mochila. Tudo estava lá, empacotado e pronto. Raimundo colocou o chapéu na cabeça, olhou-se no espelho e sorriu. Ia sair de casa, a vida de criança havia acabado e agora era hora de caminhar sua própria estrada. Não é que ele não conhecesse pokémons ou achasse que a jornada que ia se aventurar era segura. Ele teria que se virar sozinho pela primeira vez, arranjar lugar para dormir, sobreviver. Mas ele Não estava preocupado. A calma que o espelho mostrava era uma mentira; Raimundo queria sair correndo pela porta de casa e abraçar a aventura.

“E que tal isso? Vamos lá?”, perguntou a Alex, seu electrike.

O pokémon latiu em resposta e abanou o rabo, pulando em Raimundo, fazendo festa. Raimundo riu, e desceu as escadas da pousada onde morava com seus pais, em Slateport City.  O pai limpava uma mesa e a mãe atendia um hospede que chegava e quando ambos viram o filho pronto, de mala pronta, descendo as escadas, começaram a chorar. O último filho saia de casa. Medo, apreensão, orgulho. Os últimos dois haviam sumido, a filha entrara para o crime numa organização maluca que queria inundar o mundo. O mais velho se tornara um ranger e não deu mais notícias. E o mais novo agora ia embora.

Os pais de Raimundo foram até ele, abraçaram-no e ele chorou um pouco com eles.

"Promete tomar cuidado?', perguntou o pai. "Você sabe, não perambule a noite, fique fora das estradas quando for dormir e tome cuidado com quem você anda"

"Eu sei pai, cê já me disse algumas vezes...", riu Raimundo.

"Eu sei, eu sei, mas nunca é demais", disse o pai.

"E, pelo amor de Arceus, telefone pra gente de vez em quando. Não suma que nem seus...", interrompeu a mãe. A menção aos outros filhos era sempre difícil de fazer. Já fazia três anos que não se ouvia falar de nenhum dos filhos mais velhos. "Nós te amamos", disse a mãe.

"E eu amo vocês", respondeu Raimundo. "Juro, fiquem tranquilos, não vou fazer nenhuma idiotice, mesmo".

"É bom mesmo", riu a mãe. "E, olha, espera só um pouco". Ela saiu em direção ao quarto que ela dividia com o marido, subindo as escadas.

"Sua mãe foi pegar algo que vai ser importante para você. Como a gente sabia que mais dia, menos dia você ia sair de casa, como seus irmãos saíram, como nós dois saímos na nossa época, a gente ligou pro laboratório do professor Birch, lá em Littleroot e pedimos pra ele enviar uma coisa pra cá", disse o pai de Raimundo.

"O quê?", indagou Raimundo, meio que já sabendo o que esperar.

"Uma pokédex", respondeu a mãe, que havia retornado. "A gente sabe como é importante ter uma e o professor concordou numa boa e achou que era até mais seguro você sair com uma".

Pais e filho ficaram se encarando, todos chorando e felizes ao mesmo tempo. "Se cuida, filho. A gente te ama". Raimundo abraçou os dois e saiu da pousada, Alex o acompanhando.
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Re: Contra-senso Comum

Mensagem por Nerkon em Sab Ago 01 2015, 15:17

Perdão pela demora, acabei não vendo o seu tópico até agora. ._.

Enfim, inicial entregue, pode iniciar sua jornada em Slateport.
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