Rua

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Re: Rua

Mensagem por Victoria em Sab 10 Dez - 20:48





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Com a testa úmida de suor, respiração ofegante, vestido amarrotado e cabelos ao ar, a graciosa garçonete que, mesmo desengonçada, não perdera em nada sua beleza, virou a Henri coml um sorriso enorme, resultado de um dia cansativo de trabalho, e lhe disse:
- Eu levo lá! - Afirmou de forma bem simples, computando o pedido no aparelho eletrônico - Não vai ser difícil te achar, mas se fará você se sentir melhor, devo dizer que as seis horas a cafeteria fecha, então a maioria vai embora! Ficam só os mais velhos no bar e os treinadores.
Ao terminar a frase não ficou para a dialética, apenas deu de ombros, ajeitou a roupa e saiu. Andando bastante elegante, porém sem perder velocidade, deixando a cena um pouco contraditória.

O caminho ao bar estava livre, andar para lá significaria atravessar o mar de pessoas aberto e ir ao encontro do silencioso ambiente escuro, o único onde as TVs não eram o foco principal que o ouvido daria. Ao som de algum rock conhecido dos anos 80, os solitários se sentavam quase que completamente na bancada do barman, pedindo frequentemente suas cervejas e conversando baixo; a única coisa que quebrava o padrão do ambiente era um casal tímido, provavelmente recém se conheceram por algum aplicativo moderno; estes estavam mais longe que o resto das pessoas, sentados a quina do local, conversando de forma ampla e pouco discutida; não queriam discordar. Assuntos como política, gostos, pensamentos próprios passavam longe da mesa e apenas falavam sobre cachorros e o quanto o dia-a-dia fora corrido. A mulher parecia um pouco entediada, enquanto o homem? Bem, este parecia bastante nervoso dada a condição da mulher.

Haviam certa de dez mesas de quatro assentos livre, incontáveis de dois e alguns bancos solitários ainda restantes na bancada de atendimento. Talvez aqui Henri não fosse incomodar ninguém sentando sozinho em uma mesa para mais pessoas.



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Re: Rua

Mensagem por Akureyri em Dom 11 Dez - 11:14

A garçonete atacada pelo homem estava encostada no balcão de vidro polido da cafeteria. A caixa transparente em que se apoiava mostrava deliciosos e saudáveis sanduíches, recheados por folhas de alface, pequenos pedaços de tomate, vários tipos de queijos e hambúrgueres de frango e de carne, além de diversas tortas e bolos, todos muito bem decorados e com certeza saborosíssimos. Henri não entendia como poderiam os empregados desses lugares trabalharem sem sentirem água na boca.

Com a indagação do senhor, a mulher se virou para ele com um grande sorriso no rosto, que ia de uma orelha a outra. Respondeu a pergunta rapidamente, sem perder nada em graciosidade, apesar do suor e do cansaço aparentes. Afirmou que poderia acompanhá-lo até o bar se esse era seu desejo, enquanto anotava algumas coisas em seu pequeno aparelhinho. Adicionou a sua fala que às seis horas da tarde o estabelecimento fecharia e que apenas os mais velhos e os treinadores permaneceriam no local. Nesse momento, poderia arranjar uma oportunidade para testar as habilidades de seu pequeno monstrinho verde, no momento armazenado em sua pokébola, refletiu o mais velho.

Depois disso, deu as costas a Beaumont e rumou ao bar. Com isso, o quase idoso seguiu ao outro espaço do restaurante, mantendo uma distância de aproximadamente um metro e meio da funcionária. Os dois passaram pela área destinada a pokémons, que continuava vazia. Esperava que a zona que lhe lembrava uma taberna estivesse daquela forma também.

Ao chegar a área, verificou que ela ainda estava relativamente livre. Tomou para si uma das mesas com dois assentos, se acomodando na poltrona que lhe dava uma visão melhor do que estava a sua volta, inclusive da televisão, que transmitia uma batalha qualquer da competição que ocorria em Mu Island. A música ambiente era muito agradável, ao menos a si.

Agora, a garçonete deveria lhe dar as opções do que pedir e retornar a seu local de trabalho para informar aos cozinheiros da solicitação. Henri, depois disso tudo, provavelmente liberaria Treecko de sua pokébola para que os dois conversassem. Faria isso porque no bar os riscos de acidentes eram menores, tanto por haverem menos pessoas lá quanto por a maioria estar bebendo, a não ser por um casalzinho de jovens que tinham entre vinte e vinte e cinco anos sentados em um canto. Eles falavam baixinho sobre assuntos diversos, sem apreciar nenhum come ou bebe. Ao olhar para eles, Beaumont se lembrou de quando era mais novo, de Magda e até de sua filha.
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Re: Rua

Mensagem por Victoria em Seg 12 Dez - 0:41





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Relembrar um pouco de seu passado não deveria ser um problema; ai entra a diferença entre a nostalgia e a não superação dos fatos; olhar para aquele casal não devia ser um incomodo se, o que Henri sentisse, fosse uma saudade nostálgica e não obsessiva.  Ainda assim, aqui não pareceu lhe parar, inclusive, a moça nem sequer reparou diferença no comportamento do homem que, logo teria o cardápio colorido em mãos:
- Temos Frappuccinos, Cappuccinos, café expresso, forte e extra forte, chocolate quente, café com leite e café filtrado na xícara - Informou os nomes - Destes todos tem sabor e/ou adicional de Doce de Leite, Avelã ou Floresta Negra.

Com o cardápio em mãos, Henri podia ver que o mais barato era o café filtrado, seguido do café expresso, com leite, chocolate quente, cappuccino e, por último, o frappuccino; todos com tamanho P M e G e permitindo adicionar ou retirar a cafeina. Para o cardápio de comidas, a moça lhe estendeu um folheto menor, mas não por ter menos opções, e sim pela ausência de desenhos e fotos descritivas:
- Para comer tamos Cakes de diversos sabores, Mistos de peito de mussarela com peito de peru ou presunto, Cookies de Nutella e doce de leite, empadas de carne e frango e Muffins de Parmessão, Blueberry e Chocolate - Disse, indicando um a um no cardápio - Infelizmente nosso chá acabou e nossas mini-pizzas também. Além de algumas opções de salgados que só estavam na estufa.
Ao fim da explicação quase que desnecessária de tão completa, a moça apontou aos preços, indicando que quase tudo estava no mesmo valor, com exceção dos Cookies, que estavam quase a metade do preço.




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Re: Rua

Mensagem por Akureyri em Ter 7 Fev - 21:36

Logo depois de se acomodar na mesa que escolhera, Henri percebeu dois jovens quase abraçadinhos no cantinho do bar falando sobre coisas quaisquer e então recordou-se de quando era mais novo. Sem perceber a divagação de seu cliente, a graciosa garçonete entregou a ele um colorido e gigantesco cardápio.

Passados poucos momentos, a moça citou os nomes de vários dos comes e bebes servidos na cafeteria. Lembrou ao senhor de diversos sabores de café, todos muito interessantes: expresso, forte, extra forte e filtrado, além de outras bebidas: cappuccino, frappuccino, chocolate quente e café com leite. Todos aceitavam adicional de doce de leite, floresta negra e avelã, eram servidos em tamanho pequeno, médio e grande e permitiam a adição ou exclusão da cafeína. Observando o menu, era fácil se dar conta de que o mais barato era o café filtrado e o mais caro era o frappuccino. Haviam várias fotos descritivas muito interessantes, deixando a ementa ainda mais elegante.

Após, Beaumont recebeu da funcionária outro cardápio, este que mostrava as comidas. A mulher deu pela segunda vez uma bem completa porém um tanto quanto desnecessária explicação. Uma das poucas informações realmente válidas foi que os cookies estavam pela metade do preço e que alguns dos comes presentes na lista, como as mini-pizzas, não estavam mais à venda por vários motivos. Mencionou como ainda disponíveis os bolos, os mistos, os muffins e alguns outros.

Ao fim da explanação, a gentil empregada se posicionou a frente do treinador, cruzando as mãos e colocando-as a frente de sua cintura, mostrando que aguardaria a decisão do homem. Rapidamente Henri decidiu que iria solicitar um copo grande de cappuccino com doce de leite, um misto quente de presunto e dois cookies. Informou isso à atendente, que provavelmente tomaria nota do pedido no dispositivo que pendia de seu cinto e depois deixaria o local, rumando em direção à cafeteria, onde providenciaria o lanche de Beaumont.



OFF: Desculpe-me pela mensagem menorzinha e um pouco confusa.
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Re: Rua

Mensagem por Victoria em Qua 8 Fev - 13:21





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A moça, ainda com o sorriso eterno, computou os pedidos na máquina e agradeceu ao senhor pela preferência, feito isso saiu. Agora o bar ficava vazio; as pessoas que estavam lá assim permaneceram, mas nada foi dito por muito tempo, com exceção do casal, tímido, que esporadicamente soltavam alguns elogios entre as mordidas no próprio petisco.

Cerveja ia e vinha, várias vezes, tanto para o balcão quanto para as pouquíssimas mesas ocupadas - que agora eram mais numerosas. Fora a meio desta confusão que uma nova figura resolve aparecer; chamativa e desacompanhada; uma moça, não! Uma belíssima moça. Salto alto preto, vestido azul, aberto nas pernas, decote razoável e costas abertas. Tinha o cabelo cacheado, volumoso, pra cima; quase um black power, se não fosse pela leve curva dos cachos para baixo. Na flor da idade, com seus vinte e cinco anos no rosto, sentou-se no balcão - já chegara meio alterada - e pediu um Martini duplo.
O drinque com três azeitonas foi preparado na hora, bem aos olhos da mulher, que virou como se fosse água. Após isso, pediu a cerveja mais cara do recinto, segurou-a firme, botou a bolsa lateral pendurada em um dos braços e, bastante segura, caminhou devagar em direção a segunda (e única) figura sentada sozinha no balcão. Puxou assunto; sem resposta. O homem que ali estava mal aparentava estar vivo; devia estar bebendo desde que o lugar abrira. A esta hora, já estava debruçado sobre a bancada, pregado num sono profundo, sem previsão para abrir os olhos, muito menos responde-la. Reparando no estado do homem, caminhou em direção a segunda figura sozinha no lugar e, para a surpresa do protagonista, era o próprio Henri.




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