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Mensagem por Shianny em Seg Abr 20 2020, 23:03

Foi em sepulcral silêncio - com o qual já estava praticamente se acostumando, para ser sincera - que a ruiva se limitou à escutar as palavras de Karinna, enquanto testemunhava a divisão e passagem de seus sentimentos entre ira, tristeza, acalento e, até então, frustração, pelo pouco que podia perceber. Escutou, mas não tinha certeza se, de fato, ouviu; Reservou-se à quietude, simples e somente, enquanto as explicações - e acusações - ásperas escorriam pela garganta da outra, envolvendo a atmosfera há pouco nostálgica e, em aperto esganado, sufocando-a. Observou, sem lutar, quando a outra se afastou em alguns centímetros, e foi quando finalmente a treinadora pôde perder-se em seus vibrantes olhos marinhos, que berravam a mescla confusa que parecia se apoderar não só do coração da loira, como de seu próprio ser.

Naquele momento, e só nele, que realmente se viu capaz de compreender. Talvez pela percepção de que as janelas d'alma da outra não gritavam opacidade fosca, mas rugiam lamúrias, rancores, incompreensão - e, acima de tudo, enxergou, aprisionada em suas íris, a imagem de uma criança que clamava redenção: Existência essa que poderia ser facilmente a responsável de outra carga para seus pesadelos, se assim o permitisse. Inquieto foi o tremor que instantaneamente subiu por sua espinha, e seus dedos tremularam por detrás do aperto frouxo que ainda mantinha passado pelos ombros de sua assombração quando, enfim, percebeu que ela não o era; Fora de seu controle, a garganta perdeu a umidade quando a percepção de que a imagem à sua frente era verdadeira finalmente a atingiu, em pancada violenta de realidade - ou, pelo menos, a moça se convenceu do fato, independente de por quanto tempo tal conclusão seria capaz de perdurar.

Com sutileza, os dígitos pressionaram a derme alva de Bley, em necessidade de firmar âncora para sua própria existência. A respiração tremulou tal qual seu corpo, e foi com graça masoquista que se deu conta de que, mais uma vez, era acusada de algoz e insânia: Considerou responder, e de fato precisaria fazê-lo, porém, o universo sorriu e dedilhou as teclas da melodia de seu singelo show de marionetes ao, sem mais e nem menos, tragar não só a si, como também a outra (saberia) para inconsciência fugaz - e tal paisagem logo se retorceu em vasto mundo nevado - com o porém de que não existia superfície gélida cobrindo seu plano de realidade -, localidade esta em que o subconsciente da moça captou as palavras distantes de uma figura desconhecida que, feliz ou infelizmente, não chegava à ser tão caótica ou assustadora quanto às tantas as quais já havia testemunhado no passado.

O conforto do colchão, claro, foi novidade.

Em primeiro instante, não chegou a abrir as pálpebras. Refletiu em silêncio à respeito de todas as cenas que dominaram-lhe o cérebro há pouco e, sentindo a ausência de umidade que a chuva a havia concedido, martirizou-se com a ideia de que tudo não passava de mais um pesadelo doentio que seus demônios tanto insistiam em tecer nas noites de sono perdido. Questionou-se se algum dia teria possibilidade de repousar sem que os fantasmas de seu passado arranhassem suas tentativas retorcidas de sobrevivência - e muito provavelmente se perderia em tais reflexões, não fosse a voz que cortou, ríspida, o ar há pouco inabalado.

Então, acordou. O olhar foi liberto, confuso, e precisou de alguns segundos antes que enfim o corpo acatasse em se erguer - além disso, a consciência tomou algum tempo refletindo sobre o local e posição em que se encontrava e, em silêncio, a ruiva encarou a imagem da frustrada loira na, percebeu, cela ao lado... E, bem, foi devagar que se ergueu, os orbes acinzentados passeando pelas barras de ferro que as separavam do exterior antes que, enfim, repousassem sobre o peito da outra, onde a chave pendia de seu colar - e, diante de sua exclamação, os dedos encontraram a própria, e a retirou do pescoço em silêncio.

Silêncio, silêncio, silêncio.
Que cruel.

— ...Não. Não castigo. — Respondeu, enquanto os olhos passeavam serenamente pelos detalhes da chave aprisionada ao colar, indiferente à ameaça que a loira havia cuspido em sua cara. Respirou uma, duas vezes, e os dedos se apertaram na superfície metálica antes de, enfim, arriscar sua chance em abrir a própria cela com tal relíquia: Não saberia se funcionaria, mas, caso não, não se demoraria em estender a chave que mantinha consigo para que Karinna pudesse tentar abrir a outra fechadura. Afinal... Talvez precisassem, de fato, trabalhar juntas, não é?

...

— Se eu explicasse alguma coisa, qualquer coisa, você se dignaria a ouvir - ou melhor, se daria ao luxo de acreditar? — Perguntou, o olhar enfim arranjando coragem para encará-la: Não em repreensão, de maneira alguma!... ...Só... ... ...Desanimado, talvez? — Se você só diz disso, então eu sei o que aconteceu. — Uma pausa. — Ou melhor... Talvez não. Talvez eu não tenha uma resposta que você se contente, e você nem sequer chegou a perguntar nada. — Balançou a cabeça, inquieta. — ...Eu não simplesmente fui embora, Karinna.

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Mensagem por Rayssa.bolt em Ter Abr 21 2020, 00:18

Emotional Storm
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podem me perguntar sobre qualquer detalhe a respeito do qual surgir dúvida, o que é compreensível ja que estou procurando me acostumar e adaptar a escrita de vcs ^^
ps: eu falei... cuidado com o que deseja... mas acho que vai ser mais ou menos o tipo de rota que curtem, ou pelo menos assim espero

O rancor de Karinna parecia ter tomado o tempo necessário para descansar... e mesmo antes do clarão se via dividida entre um corpo que implorava por aquele acalanto e sua mente que rejeitava completamente sua origem, e brandia inconformada... afinal, em sua mente era claro como água, e a ruiva não teria como não saber! ou tinha? o fato é que aquelas palavras refletiam um cenário tido como verdade, cravado em pedra, tendo em vista que nada durante a jornada da mono treinadora havia refutado uma palavra sequer, muito pelo contrário, a visão da ruiva que assim como ela seguia em jornada extinguia a única pequena chama de dúvida sobre a inocência da jovem pela qual outrora tivera tando apreço. o corpo então cansado cedia á mente insistente que se punha a lançar inúmeras acusações de abandono e desafeto. possivelmente continuaria por horas a fio, mesmo com Natalie ouvindo aquilo tenha entendido os motivos daquelas acusações, e parecia até mesmo desejosa de explicar. Ainda que disposta, esteva temerosa de atrair para si mais um fantasma para povoar o já tão populosos pesadelos.

Mas aquela conversa teria lugar em um cenário bem diferente, embora não menos obscuro, muito pelo contrário, pois se tratava de um calabouço medieval, se viam atrás das grades, e logo a especialista em psíquicos se perguntava qual a acusação tão grave que havia lhe colocado naquela situação. Enquanto aos seus olhos a outra bem que merecia tal castigo... e se dirigia mais uma vez com rispidez, demandando que ela tentasse primeiro abrir a cela, quem sabe temendo alguma armadilha... Ou como ela mesmo proclamava dando uma chance de escapar da furiosa tempestade que se formava em sua mente. a Jovem ruiva, no entanto a treinadora de cabelos ruivos observava tudo um tanto aturdida pelo medo, cansaço... quem sabe mais o que... Limitou-se a obedecer, e olhando atentemente a chave, parecia combinar com a rústica fechadura da cela, até mesmo encaixava no lugar, mas não girava... erguendo a chave, com algumas palavras e uma certeza em sua mente.. não dariam sequer um passo além daquelas grades se não concordassem em colaborar.


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Mensagem por Karinna em Ter Abr 21 2020, 15:47


remember.


E talvez o que aquela figura abominante tenha dito seja, de fato, verdade: após ver Natalie falhar, as doloridas mãos forçaram o máximo que puderam na fechadura e nada da chave funcionar. Os olhos reviraram-se, tanto por ter sido derrotada pela cela quanto pelas palavras um tanto ríspidas da ruiva; ha, ela poderia enganar a quem quiser, mas conheço seus trejeitos o suficiente para saber que meu comentário havia deixado-a um pouco irritadiça. Um meio sorriso ainda mais debochado que o anterior desenhou-se no rosto: quem diria que aquela adolescente que tinha dificuldade em responder as pessoas hoje estaria desse jeito...

... Diferente de mim, talvez o tempo tenha feito bem a ela.

— ... — reservei-me ao direito de escolher bem as palavras antes de proferi-las; não por importância, mas sim para ser mais o transparente possível — Não que faça muita diferença agora, não é? — juntei as madeixas, prendendo-as em um despojado rabo-de-cavalo — O único motivo de você estar se explicando agora é por ter me encontrado por acaso. — as mãos acariciavam uma a outra, tentando confortar a dor que a pele aberta trazia — Ou vai dizer que algum dia passou pela sua cabeça tentar descobrir se eu estava viva? Não é como se te faltou tempo para fazê-lo. — os olhos ergueram-se e encararam os acinzentados de Natalie — Mas tudo bem. Eu te via como a irmã que nunca tive, não foi justo julgar que você achava o mesmo, afinal, se tem algo que descobri nesses anos é que consideração não se pede. — o tom de voz era calmo e não acusativo como anteriormente; dei de ombros, puxando o cordão do pescoço e arremessando a chave nos pés da ruiva — Tente abrir a sua cela com a minha chave.

As orbes azuis agora começavam a escanear onde estávamos presas... Uma masmorra, como assim? Quem teve força para trazer duas mulheres já adultas e todos seus pertences de um lago até aqui? Será... será que já estamos no deserto? Dizem os rumores que diversas cavernas existem enterradas embaixo da areia, mas ainda assim acho difícil de acreditar. No máximo poderia ser obra de nossas mentes e, bom, depois de reencontrar minha finada família na rota cento e vinte e um, acho que tudo é possível, né... Não é como se Arceus brincasse nas peças que decide pregar para tirar o que me resta de sanidade.

— Sinta-se livre para explicar o que quiser... Não que fará muita diferença, acho.
— encostei em uma das barras, abaixando a cabeça e observando as lesionadas mãos uma vez mais por alguns segundos — ... — o estômago revirou-se em orgulho, sabendo que o que sairia pela boca não era nem de longe o que sentia, mas sim o certo a se fazer dadas as circunstâncias — ... Desculpe pelo soco. — os lábios apertaram e as sobrancelhas ergueram-se juntas em contrição — Foi no calor do momento e... — os pulmões encheram de ar como se fossem falar algo a mais, mas o consciente impediu que a frase continuasse — Er... — cocei a garganta — Você está um pouco... diferente. Mais madura, acho. O que consegui assistir na sua batalha contra o Katakuri e um outro lá mostrou bastante disso. — a intenção era simplesmente mudar de assunto, mas sabia muito bem que o fato de observá-la há alguns dias talvez a assustasse; não que me importe, claro — Você ganhou, né?



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Mensagem por Shianny em Sex Abr 24 2020, 01:05

Era complicado.

Ouvir palavras acusatórias, de indiferença ou meramente de uma mágoa distante que talvez se afogasse no peito da loira - por isso já esperava, independente se pela teoria certa ou errada. Com o olhar ainda se dispondo à analisar a chave que detinha em mãos (mesmo que a atenção estivesse voltada às palavras da outra, por bem ou mal), descobriu que o silêncio era um fator delicado e viciante com o qual já estava mais que acostumada, afinal, mais uma vez permitiu-se mergulhar em seus braços enquanto a possibilidade de uma atmosfera pesada e vazia era suprimida não só pelas sílabas proferidas pela outra, como também por conta de sua atitude em arremessar o próprio colar, objeto que logo captou o foco da moça graças ao seu tilintar ecoado (e meio abafado, para ser sincera) em consequência ao impacto contra o piso.

Mesmo com seu pedido, porém, a ruiva não se moveu, inicialmente. Dispersos, os orbes passearam pelo objeto largado no solo, pelas grades que as prendiam e separavam e, principalmente, pela imagem de Karinna, enquanto a loira se acomodava contra as barras de ferro e encarava as mãos que há pouco espancavam seixos afiados à beira de um lago coberto por nevoeiro. Chegava a ser engraçado - novamente, por tendências masoquistas - refletir sobre a maneira como, mais uma vez, reencontrava um passado distante enquanto a falha de aperceber nele um momento de aconchego se tornava verídica e pontual. Se pensasse pelo menos um pouco à respeito, certamente acharia estranho o fato de terem praticamente se teletransportado num estalar de dedos - entretanto, por bem ou mal, já nem mais lhe era esquisita a ideia de desaparecer de seu plano de existência e surgir em uma área completamente diferente e, bem, de certa forma, essa podia ser um bom efeito colateral entre as tantas desgraças que a abateram ao longo da frustrante jornada que seguia desde Johto, Kanto, e atravessando ambos até finalmente repousar em Hoenn.

Ainda em silêncio, se abaixou, devagar - logo após um riso baixo, sem humor, quando a consciência captou a menção à Katakuri -, e recuperou a chave lançada pela loira, brincando com seu colar entre os dedos e observando-as de perto em busca de alguma diferença mais explícita que pudesse estar encravada nos objetos; Não demorou-se muito no trabalho, porém, antes de se encaminhar ao lado oposto da "parede" onde a moça se escorava, aproveitando uma das barras para apoiar o ombro direito, o olhar percorrendo não só seu rosto, como a profundidade do alheio.

...

— ...Seu olhos. — Foi o que sussurrou, primeiramente, a cabeça se encostando de maneira displicente na barra em que já se apoiava. Em avanços tímidos, as lembranças se arriscavam em adentrar território que há muito desconheciam; Talvez fosse incapaz de medir consequências disso naquele instante mas, oh, quais poderiam existir que a desgraçariam mais do que o próprio destino já não havia feito? — ...Eles ainda refletem o mar. — Pontuou, sem encontrar necessidade de aprofundar-se mais em tal tola afirmação - confiou, simplesmente, que Bley seria capaz de compreendê-las sem que o fizesse.

Não era como se sua memória falhasse ou, pelo menos, acreditava que não. Ainda se recordava de um dos primeiros encontros que tivera com a loira e, dentre os tantos gestos perdidos, as gargalhadas e pose forte que a outra esbanjava em tentativas talvez de sobrevivência e auto-proteção, uma de suas maiores ousadias provavelmente havia sido a penetração cega em sua armadura tão delicadamente construída, com não muito mais que a praia e o oceano de testemunhas - seus olhos, Karinna, eles são como o mar.

"São, porque ninguém discute, por um momento, a imponência dele. Tem quem ame, quem fique com raiva, quem confie e quem tenha medo. Só que, ao mesmo tempo que todo mundo conhece bem a fúria das águas e reconhece a beleza, ninguém para pra pensar em como é fácil só... Entrar nele, você entende?", foi o que dissera um dia. "Quer dizer, se eu me jogar na água aqui e agora, o que ele vai fazer? Talvez uma onda, talvez a correnteza puxe um pouco, mas é só uma margem. Eu posso sair e tudo fica bem!", comentara, com um sorriso talvez infantil e gestos exagerados para o horizonte oculto no oceano. "...Mas, aí, é fácil entrar e sair, sentir a água no tornozelo e fingir que tá tudo bem. É fácil ficar longe do oceano quando a superfície agita, né? Como se ele gritasse pra ficar longe, pra se proteger de alguma coisa besta ou, bem, talvez não tããão besta!"

"..Quando a gente fica aqui, eu não consigo deixar de pensar. Mesmo quando a superfície tá agitada, é normal que o fundo fique... Tranquilo, né? Eu acho. Mas aí, também tem outra coisa: Quando tudo tá calmo, ainda sobra aquelas coisas desconhecidas lá no fundo, beeeeeeeeeeeem no fundo, que a gente nem sempre sabe, mas que pode incomodar ou, sei lá, simplesmente continuar existindo, sabe?", e, nesse momento, as palavras já teriam se perdido. Sabe-se lá quanto tempo teria levado para se tentar fazer entender mas, oh, ainda não era o fim das partes que importavam; Não, ainda não. "...Mas, você sabe qual é o maior problema?"

"O maior problema, eu acho, é quando a superfície parece calma. A gente para pra ver e admirar, às vezes só passa por cima ou pelo lado, deixa pra lá, sei lá, acho que é normal, né?", uma pausa, tão merecida quanto agora também o era. "...Mas aí, se você parar pra testar ou pra prestar mais atenção, talvez dê pra perceber que não é bem assim. Dá pra ver a maneira como as correntes se movem, às vezes, por baixo d'água - quer dizer, eu consigo, quando passo um tempo na praia. Como elas se agitam, como puxam. Quando tudo parece sob controle, de repente, nada mais está e ai BAM! CAOS!", seria um grito perdido para intensificar as próprias palavras, pouco antes de se acalmar outra vez. "...E não tem ninguém que dê um abraço no mar, porque acho que não tem como? Talvez por não perceberem! Não sei bem. Acho que deve ser dureza parecer calmo quando tem um turbilhão lá no fundo, sei lá. Enfim, o que eu quero dizer é que..."

"...Seus olhos são como o mar, Karinna. E eu acho que eles refletem muito; Talvez até mais do que deviam!", teria concluído, com um olhar direto nas profundezas do da outra - provavelmente em uma cena bem parecida do que a da atualidade, para ser sincera. Talvez até com uma atmosfera menos séria, pesada - e como não, huh? "...Só que, ao contrário do mar, acho que você tem como pedir um abraço, quando precisa. E sabe pra quem??? E-u-z-i-n-h-a aqui!", acrescentaria, com um sorriso talvez bobo; Oh, não julgue, já teria sido uma filosofia tão grande para alguém tão nova - não é como se sua conclusão seria alguma descoberta das Américas ou algo do tipo. "E seeeeeeempre vai ter! Mesmo quando pareça que não!", teria afirmado, sabe-se lá se logo após ou muito tempo depois. Qualquer dos jeitos, é difícil reconstituir tão antiga memória; Deixemos assim, por enquanto.

...
E então, no presente, distante de toda uma coletânea de memórias antigas, um sorriso parvo. Se prestasse atenção, talvez ainda seria capaz de sentir o rosto dolorido, proveniente do golpe com o qual a outra lhe havia acertado em primeiro encontro - além de, é claro, a ardência dos joelhos provavelmente cortados, por conta da violência com que arriscara se arremessar no chão para acolhê-la; Qualquer das maneiras, tais fatores pareciam irrelevantes o suficiente para que fossem mencionados em tal ocasião, principalmente pela ignorância da ruiva para com eles.

Quando se destroça o psicológico, de que importa o físico, afinal?

— ...Eu consigo lembrar da última vez. — Murmurou, o olhar se arriscando desviar por um momento para vislumbrar o teto de sua prisão que, por enquanto, ainda não sabia dizer se seria ou não temporária. — Acho. Mais ou menos, quer dizer. Nós tínhamos combinado de procurar conchas no dia seguinte, não é? E apostar quem ia encontrar um, ou mais, Shellder's primeiro. — Divagou, um riso rouco e perdido escapando da garganta - suave, balançou a cabeça e as pálpebras se cerraram, o peito subindo e descendo em ritmo lento, apesar de inquieto. — ...E então, eu fui pra casa. — Um sussurro perdido, acompanhado por pausa desconfortável. — ...Ou ia? — Sussurrou, balançando a cabeça em um bailar atribulado. — Quer dizer, eu não lembro de chegar. — Riu, um riso oco - como os tantos que já estava acostumada. — Não importa quantas vezes eu tenha repassado na cabeça, quantas vezes pense sobre, quanto tente. Tudo é nublado, cinza, como um rascunho borrado que nunca quiseram terminar. — Foi o que disse, com uma respiração profunda. — Tudo o que consigo pensar é em um arrastar de pés e em um disco. — Comentou, displicente, as pálpebras se entreabrindo e os dedos desenhando um formato redondo no ar, sem nenhuma precisão e tampouco firmeza, pequeno o suficiente para se passar por um donut - ou um CD, quem sabe? — E, independente do quanto eu tenha pensado, nunca chegou a fazer sentido. — Sorriu, sem emoção. — Depois, não sei quanto tempo ou por quê, eu lembro de ver o mar. — Acrescentou, esfregando a bochecha com uma das mãos, um suspiro fraco marcando o fim da ação.

— Ainda não tenho certeza se era barco ou navio, mas eu sei que tinha uma cama no mar. Eu sentia, pelo jeito como balançava - ou talvez eu tenha só imaginado, não sei bem. — Suaves, os dedos se estalaram, uns nos outros. — Lembro de pensar sobre os Shellders, mas não lembro o quê. E, foi só. Não sei se dormi, mas acho que isso não importa. — Deu de ombros, e os encolheu em ritmo manso. — ...Quando acordei, não tinha mar, nem Olivine, nem Johto. Eu não sei o porquê, e acho que nunca vou. — Disse, balançando a cabeça mais uma vez e arrumando vagamente uma das madeixas atrás da orelha. — Meus pais me levaram de lá, mas nunca quiseram explicar o motivo. E, acho que não posso dizer que foi por falta de tentativa. — Riu, e respirou profundamente mais uma vez. — Talvez seria válido perguntar de novo, mas não acredito que tenha como. Eu nem sei onde eles estão, ou se estão. — Divagou, balançando os ombros e, enfim, desencostando as costas (tinha se virado, afinal) das barras, volvendo a atenção para a loira. Tinha consciência de que talvez não fosse um "relato" lá que contentasse alguém - ora, ela mesma havia admitido há pouco tempo atrás...

Mas, não era como se estivesse com um compromisso de hora marcada, huh?

— ...Não sabia que você estava lá. Na Battle Tower, digo. — Comentou, num balançar de cabeça vago. Chegaria a questioná-la sobre por qual motivo a loira não a teria abordado durante a competição mas, oh, seus atos e palavras até o momento haviam deixado tudo claro o suficiente para que precisasse fazê-lo. Não precisaria pensar muito sobre como aquele encontro provavelmente não era nada, nada do agrado de Bley, mas...

...mas...

Mas, queria tanto que fosse.

...

— ...É difícil não ganhar quando jogam um recém-nascido pra batalha. — Afirmou, dispersa e sem vontade - e com um gosto amargo na boca ao lembrar do quão patética aquela vitória fora. Num novo e último balançar de cabeça, a ruiva alcançou a própria chave e a pendurou pelo cordão na barra de ferro à frente, deixando-a ao alcance de Karinna para caso a moça desejasse pegá-la. — ...Aí. Acho que você também vai querer tentar. — Concluiu, num encolher de ombros antes que os passos se voltassem e, lentos, afastassem. Por fim, agora com a chave dada pela loira em mãos, realizou uma nova tentativa de destrancar a porta da cela que a aprisionava.

De qualquer jeito, não tinha pressa.
Qual a diferença de ficar presa atrás de grades, se quando fora delas seu coração e psicológico ainda se mantinham trancafiados?

...
Maldição.

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Mensagem por Rayssa.bolt em Sex Abr 24 2020, 07:38

Emotional Storm
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Estou chegando lá! kkk

O orbes azuis tal qual águas tão profundas quanto o mar, ao fitar os orbes cinzentos como uma nuvem carregada, havia se tornado revolto tal como numa tempestade... mas nada resiste ao tempo, aquele que a tudo corrói, faz passar, transforma... não que ele tenha tido muito trabalho, para sermos justos, cansadas de suas batalhas internas como estavam o esforço havia sido mínimo se é que houve algum. Aquele azul se acalmava, recuperando quem sabe um resquício de admiração que outrora sentia pela ruiva, ao ver a maturidade com a qual lidava seja com a situação atual, com o modo com o qual lidou com um oponente que havia sido irresponsável o suficiente (para dizer o mínimo) de por um recém nascido em uma luta oficial de extrema importância como aquela, ou simplesmente, por ter conseguido, ao menos aparentemente, seguir com sua vida depois que se separaram... Pelo menos aos olhos da loira

Os orbes cinzentos por sua vez buscavam refúgio no vazio do silêncio. Aquele cenário tempestuoso ja era esperado, era um dos fantasmas que assombrava os sonhos da ruiva, mas por mais que quisesse evitar o confronto com seus anseios o destino havia armado um cenário do qual não poderia escapar dele... sádico? Talvez apenas não masoquista, ja que um problema adiado acaba por gerar juros, e cresce tal bola de neve morro abaixo, e ele estivesse ja cansado e sem ter como serurar mais o problema, que era definitivamente pesado. tanto que apenas seu vislumbre exauria as duas jovens que se encontravam naquele calabouço. os olhos de Natalie mesmo sob a acusação de masoquismo buscavam nos orbes azuis, agora com águas mais calmas, permitiam Vislumbrar um passado tão distante quanto provavelmente as duas poderiam lembrar... carregava o peso da distância e mudanças combinados á lhe enterrar.

Ah a memória... tão geniosa quanto necessária... insiste em fazer birra, e sumir com as respostas de uma prova importante... ou seus caprichos de nos fazer lembrar de cenas aterradoras quando estamos no meio da noite, nos preparando para dormir. mas é fato que sem ela não teríamos laços, vínculos, amores apegos... Lembranças... ao lançar a chave com rispidez, um último ato rude antes de Karinna engolir o orgulho, que lhe caia mal no estômago e começava a se tornar mais aberta e colaborativa, ao perceber isso, Natalie conseguiu algum vislumbre de tempos mais felizes e leves sobre os quais começava a falar, e explicar que fora arrebatada daquele lugar, daqueles momentos, daquela felicidade, com os quais dividia com a, agora, mono treinadora psíquica. Os pais a arrancaram de lá e não sabia nem o porque, não sabia nem se havia alguma vez questionado... tal era o vácuo de memoria que tinha daqueles momentos de sua vida.. e nem se teria uma oportunidade, pois o paradeiro dos pais era uma incógnita para a treinadora de olhos cinzentos

Natalie, agora de posse das duas chaves, buscava experimentar a chave que antes estava com Karinna, que era bem parecida, exceto por uma leve mudança na parte que se encaixava na fechadura, ao tentar abrir, enfim sucesso, um sonoro "clang" da velha fechadura se abrindo, unido ao silencio e ecos fazia aquele som tão banal para lhes dar um susto se não tivessem atentas... parecia mesmo que iriam acordar um quarteirão inteiro com aquele som. e antes mesmo de pensar em sair da cela, estendeu, segura pelo cordão, a chave que estava consigo


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Mensagem por Karinna em Sex Abr 24 2020, 20:48


remember.


Engraçado como certas coisas funcionam.

A tão amarga e pesada raiva direcionada à ruiva figura agora começava a se dissipar como se já tivesse feito todo seu trabalho. O rancor, tão íntimo ao âmago, passeava pelos tecidos do corpo e saía pelos poros como um visitante que já não é mais desejado; antes morador, agora se via como um forasteiro, pronto para sair de vez de onde há tanto tempo habitou. Ora, diriam as boas línguas que, sim, esse é o processo de cura, mas... Mas e se eu não quiser? A ira tantos anos cultivada simplesmente vai embora aos poucos a cada frase trocada com Natalie e não há muito o que possa ser feito; não vou mentir, até tento mantê-la aprisionada, mas é em vão.

...

... Meus olhos?

Algo sobre aquela sentença ressoava em minha cabeça: os pelos do corpo imediatamente se arrepiavam, bem como os pés que se juntavam em timidez. Para mim, qualquer lembrança de nossa amizade já era estranha para a ruiva, mas parece que não. Natalie continuava, justificando - ou tentando - o porquê de não ter se despedido e, julgando por sua expressão, parecia genuíno não saber o que aconteceu. Busquei em minha mente diversas maneiras de tentar negar todo aquela desculpa absurda por ter feito o que fez, mas não conseguia culpá-la...

Se o que diz é verdade, já não há mais culpa a ser atribuída a ela...

Merda.

— Entendi.

Uma única frase foi dita e balancei a cabeça negativamente algumas vezes em debate interno comigo mesma: jurei não deixar meus sentimentos positivos por ela aflorarem dessa maneira, mas não consigo negar que, com sua presença, é como se me sentisse em casa — algo que desconheço há muitos e muitos anos. Os olhos agora voltavam-se ao click que a cela ao lado fazia: sem muito esforço Natalie conseguia abrir sua prisão de ferro e entregava-me sua chave para que fizesse o mesmo. Estiquei o braço direito e destranquei-a com certo receio, afinal, sabe-se lá onde estávamos e qual seria a próxima peça que poderia nos ser pregada... Só Arceus sabe como já estou vacinada em lidar com ambientes hostis.

— E não é que deu certo? — retoricamente perguntei em voz baixa, abrindo a porta e encaminhando-me em passos lentos e cuidadosos até os pertences — ... Hm. — apoiei ambas as mãos sobre a mesa, buscando o resto de raiva que me restava para tentar feri-la de alguma maneira -- oras, não é possível que seja eu a única a ser machucada em todo esse processo — E... — a cabeça girou-se para esquerda buscando fitar o fundo dos olhos acinzentados mais uma vez — Qual sua desculpa para o presente? — franzi o cenho, bufando logo em seguida — Aliás, não precisa responder. Deixa pra lá. — dificilmente queria deixar para lá, mas a situação não era a das mais confortáveis para o drama recorrer eternamente — Vamos trocar de roupa e sair logo dessa loucura.

Não fazia ideia do que nos aguardava em breve, mas, tendo em vista que Arceus satisfaz seu sadismo comigo, com certeza não seria algo bom. Revirei os olhos lembrando das inusitadas situações que já me encontrei e sabendo, dentro do meu ser, que essa seria mais uma delas. Ao menos...

Ao menos Natalie estaria comigo.

Tão involuntário quanto o pensamento foi o soco que a mão direita deu sobre a mesa, ecoando todo aquele estrondoso barulho pelas paredes da masmorra; que diabos de pensamento é esse, Karinna? Na primeira chance ela sairia correndo e te deixaria sozinha mais uma vez. Não viaja.

Os olhos reviraram-se mais uma vez, dessa vez pela cena que havia causado sem necessidade alguma; se pudesse, reprovaria todas minhas atitudes até agora... Como pode isso tudo estar acontecendo? O único objetivo que tinha em mente era tirar minha própria vida e agora um dos porquês fazia meu consciente repensar várias e várias vezes se era isso mesmo que almejava. Eu estava tão certa do que queria. Tão certa. Maldição.

— Clássico. — tentava aliviar o clima, respondendo ao que dissera sobre sua batalha na Battle Tower — Batalhei contra ele uma vez aí. Katakuri é até bonitinho, mas muito impulsivo e... mulherengo também. Aposto que deu em cima de você. — dei uma risada, talvez a primeira sincera desde que encontrei a ruiva — Mas se colocou um recém-nascido para batalhar, mereceu a surra que deve ter tomado. — comecei a despir-me do pijama, não importando a presença de Natalie, afinal, quando adolescentes trocávamos de roupa direto uma na frente da outra... irmãs, né? que a mente poluída de nenhum otaku pervertido leia isso e tire outras conclusões — Participei também, venci todas. Fiz até um Mr. Mime aí sangrar, provavelmente você ouviu esse rumor por Mu Island. — dei outra risada, agora sádica, lembrando do prazer que senti em fazer o psíquico quase morrer em campo. — Só perdi para a Anabel. — a mente vagou por alguns segundos, lembrando do emocional completamente destruído na batalha contra a Tower Tycoon, em razão de ter visto a ruiva fisicamente pela primeira vez — A culpa foi sua, ver que você estava viva me desestabilizou. Espero que esteja feliz. — abri um sorriso; o tom era de brincadeira, mas no fundo, sabe-se lá como teria sido a batalha caso estivesse focada como nas anteriores, né? — Enfim... — terminava de vestir a roupa e ajeitar bolsa e violino em seus devidos lugares — Como sairemos daqui?




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Mensagem por Shianny em Dom Abr 26 2020, 00:18

Apesar de ter sido a primeira à tentar, ainda assim não chegou a botar muita fé quando a chave girou na fechadura e liberou o caminho com um barulho metálico quando a porta criou uma fresta ao perder a tranca que a mantinha no lugar - em silêncio, o cenho se franziu de maneira delicada e sutil, e os dedos se moveram, inquietos; Era fato que estavam sozinhas - pelo menos, aparentemente - ali, entretanto, tudo estava... Fácil demais, por assim dizer e, se tinha certeza de alguma coisa, era de que nenhum tipo de empecilho daqueles se resolveria com tanta simplicidade. Paranoia, medo, insegurança, experiência - fosse qual fosse o motivo, não se sentia bem com a ideia de liberdade pois, naquele exato instante, ela lhe parecia a mais traiçoeira das possibilidades.

Independente disso, apesar de ficar algum tempo estática no lugar, eventualmente as sinapses obrigaram-na a seguir em frente: Com um arrastar demorado dos pés, aventurou-se para o exterior de sua prisão temporária e, mais uma vez, questionou-se as motivações envolvendo o responsável por encarcerá-las naquele local - seria, por mais irônico que pudesse parecer, uma entidade comandada pela Dama do Lago que tão bem conhecia, quando perturbou a tranquilidade de suas margens ao "invadi-las" junto de Karinna? Infelizmente, não seria com reflexões que encontraria uma resposta válida e, bem, limitou-se em se aproximar de sua pilha de pertences para verificar se tudo estava, de fato, em seu devido lugar.

— ... — Piscou, e o olhar vagou, perdido, na direção da loira. — ...Qual parte dele? — Perguntou - uma questão provavelmente tola, mas os pensamentos que começavam, aos poucos, a se acumular em sua cabeça também traziam consigo o infortúnio de uma consciência nublada. Qualquer dos jeitos, não era como se pudesse ir além do que sua própria compreensão a permitia e, bem, foi por conta disso que o foco se volveu para as roupas dobradas quando, enfim, começou a retirar os pijamas pelo qual elas haviam sido substituídas - não se importou com privacidade pois, de qualquer jeito, não teria espaço para tê-la naquele cômodo esquecido pelo tempo.

Pela primeira vez desde que todas suas alucinações - ou não -, sentiu: A ardência, já tão usual, que se apoderou dos músculos desde sua aventura pelas entranhas do Monte Pyre, consequência de explosões e impactos estrondosos - fosse de raio, ou simplesmente de investida violenta de um pássaro lendário - pelos quais tivera de passar. O olhar se estreitou com sutileza e as pálpebras cataram em se apertar, discretas, antes que respirasse profundamente: Ao retirar a calça, também parou para vigiar os joelhos, e não foi surpreendente quando se deu conta de que, sim, arremessar-se daquele jeito contra os seixos na margem do lago não havia sido uma decisão muito inteligente; Torceu o canto dos lábios, então, observando as marcas arranhadas de cortes pontudos e, naquele instante, optou por ignorá-las - eram só mais algumas além das tantas cicatrizes e ferimentos que já tinha, afinal, não?

Indiferente, largou o pijama no chão de qualquer jeito e, devagar, recolocou os trajes que já estava acostumada - bermuda, camiseta, amarrou os tênis. Checou os pertences mais uma, duas, três vezes; Certificou-se, especialmente, de que não faltavam nenhuma das esferas bicolores que resguardavam seus queridos monstrinhos e, só então, pôde apoiar a mochila nos ombros sem que tivesse de se preocupar - quer dizer, mais ou menos, considerando que todo esse processo foi interrompido no meio quando Bley desferiu mais um de seus socos irritadiços na superfície da mesa; Chegou a olhar no momento e observá-la mas, bem, optou por não mencionar nada, pelo menos de imediato: Não só para dar-lhe um pouco de espaço, como também para tentar organizar os próprios pensamentos.

Não demorou tanto tempo até levantar e, discreta, se aproximar e apoiar a mão em um de seus ombros, porém. O olhar vagou pelas paredes de seu calabouço e, então, repousou sobre o rosto da moça, os dedos apertando com delicadeza o início da curva que separava o ombro do pescoço. Sabe, era difícil manter o controle - emocional, físico, psicológico - mas, oh, queria aproveitar ao máximo enquanto seus demônios não ousavam emergir na superfície; Afinal, não tinha a menor ideia de como eles viriam, dessa vez.

— ...Pra minha sorte, ele não é a melhor opção que resta. — Respondeu, um sorriso simples - e o olhar desviou para o chão, distante, as pálpebras caindo com discrição e o coração se sufocando na própria afirmação. Já havia perdido as contas de quanto tempo fazia desde o último encontro com a contraparte da parte escura de seu oceano e, céus, não foram poucas as vezes que se questionava se sua existência sequer era real: Seria realmente impossível que uma consciência traumatizada desenhasse, por si só, os traços de um protetor para defender-se, considerando o quão fragilizada estava - e principalmente quão estava, na época de sua aparição?

...E, ao mesmo tempo que desconfiava da própria sanidade, tal qual ocorrera com Zapdos, os vestígios da presença de Valassa, que ocorrera em certo dia, estavam lá para sussurrar-lhe e amedrontar-lhe com a ideia de que se fora, assim que o universo havia se dado conta de quão aconchegante teria sido, para si, o período nos braços e companhia do dócil e, ironicamente, atormentado unoviano. Digam, Arceus, Giratina; O que é a justiça quando os favoritismos dos demônios se tornam óbvios demais?

— ...Ouvi. Acho que ouvi, sim. — Sussurrou, balançando a cabeça com discrição antes que a atenção volvesse devagar na direção da moça. — ...Achei que era exagero. Então, colocou mesmo? — O olhar, então, passeou por seu rosto quando a moça comentou sobre Anabel. Com delicadeza, a mão abandonou-lhe o ombro e, suave, o indicador e o médio beliscaram, gentis, a bochecha da loira. — Você devia agradecer! Imagine como seria dramático meu fantasma aparecendo dos holofotes, tendo que espantar a audiência pra você socar a Anabel e fingir que ela desmaiou? — Atiçou, uma provocação serena antes que o punho se afastasse, mais uma vez estudando o cômodo em que se encontravam. — ...Quase perdi também, mas acho que tive um pouco de sorte no fim, pra variar. — Comentou e, enfim, permitiu que um suspiro suave escapasse dos lábios. — ...Bem, acho que não temos muita escolha. — Respondeu, a cabeça indicando a única - aparentemente - passagem daquele lugar. Devagar, caminhou para a área, e vislumbrou as escadarias que seguiam sabe-se lá para onde; Outro suspiro, e um estremecer incômodo percorreu por sua coluna ao, mais uma vez, recordar-se dos infinitos degraus que tivera de galgar durante sua jornada pelo cemitério vertical. — Podemos ir? — Sugeriu, já pronta para seguir em frente.

O que raios encontrariam por ali, mwn?

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Mensagem por Rayssa.bolt em Dom Abr 26 2020, 18:38

Emotional Storm
click-me:
esse post vai ser mais focado em descrições de cenários, queria pedir feedback a respeito da velocidade com a qual a rota esta caminhando...

As duas jovens saiam das celas muito desconfiadas, não era pra menos... haviam do nada acordado em um calabouço, e não tinham idéia de como haviam parado ali, e nem duvidavam que era por puro capricho de alguma entidade superior que estavam passando por aquilo, cada uma reagindo de uma forma áquilo, Natalie estava melancólica, e até um pouco dispersa, parecia ainda não acreditar que estava mesmo em companhia de Karrina, e por falar nela, de inicio, havia descontado uma raiva há muito guardada, a qual jogara pra cima da outra jovem, mas que como uma chuva de verão, havia sito forte, porém, relativamente rápida, lavando a alma da monotreinadora de alguns rancores antigos, trazendo um sentimento de companheirismo com o qual definitivamente não estava acostumada, para dizer o mínimo, tanto que relutava em se permitir confiar na outra, afinal, se havia lhe abandonado antes, o que a impedia de fazê-lo mais uma vez??

Ambas se aproveitavam da ausência de qualquer guarda, seja pessoa ou pokemon para tirar os pijamas, mas isso só as deixava mais tensa, afinal... quem deixaria duas prisioneiras com as chaves, a sós desse jeito?? Buscavam talvez diminuir essa tensão ao conversarem sobre as lutas na Battle tower? talvez... Após ambas se vestirem, e verificarem se não faltava nada em seus pertences, principalmente seus pokemons, fiéis companheiros de jornada. pertences recuperados, machucados contabilizados, ambas olhavam para a única saída daquele lugar, uma escadaria em pedra que subia até uma porta de madeira. a ruiva chamava, e se propunha á seguir na frente.

Ao subirem, passando pela porta adentravam no salão central do que parecia ser uma mansão, saiam por uma porta lateral, quase em baixo de uma das escadas á sua frente um imenso portão luxuoso com duas trancas no lado oposto do grande portão solitário, havia outro, um pouco menor, mas não menos luxuoso, em suas laterais duas escadas circulares, que davam em um mesmo piso superior, nas paredes laterais haviam três portas de tamanho normal, e menos luxuosas, suas a direita, uma esquerda do imenso portão de trancas outra a esquerda, uma das portas á direita, levava á masmorra, e é de onde as duas jovens saiam. O piso do salão era em madeira, rodapé em mármore, haviam alguns detalhes que pareciam foleados a ouro, tudo muito luxuoso e grandioso... certamente despetavam ainda mais dúvidas sobre onde estariam... e talvez sobre o que fazer


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Mensagem por Karinna em Dom Abr 26 2020, 20:16

Off:
Pra mim a velocidade tá ótima, Ray! Acho que agora que elas meio que se acertaram dá pra dar uma aceleradinha, mas nada demais!

Só na curiosidade pra saber onde elas estão x)


remember.


E a cada segundo que passava sentia o corpo ficar mais leve. Quase como se as amarras que o puxavam para baixo e aumentassem sua gravidade estivessem finalmente soltas; arrisco dizer que até mesmo arrebentadas, já que não mais havia qualquer resquício de suas influências sobre meu ser. Era como se quase toda tristeza tivesse desaparecido sem deixar rastros. Não é possível que bastaram minutos para que toda a mágoa fosse consumida pela gratidão de ter não somente ela de volta, mas também a tão almejada sensação de... Pertencimento?

Maldita cara de Wooper.

As janelas azuladas uma vez mais tornavam a marejar, agora por finalmente aceitar que tentar reprovar qualquer aproximação espontânea era somente perda de tempo; oras, é tão involuntário que passaria a eternidade lutando comigo mesma, uma batalha que já estava cansada de perder. Ambas as mãos agarravam a alça da bolsa tentando controlar o impulso dos braços de abraçar Natalie mais uma vez - agora não em raiva ou tristeza, mas sim em felicidade. Impossível negar todas outras batalhas internas que ainda aconteciam, mas... Mas ao menos tirar esta do peito deixava a já doente mente um pouco aliviada. Veremos até quando.

Sempre fui muito de reparar nos outros.

Não superficialmente como fazem a maioria das pessoas, mas após ficar sozinha por muitos e muitos anos, era mais do que necessário calibrar a forma de julgar pessoas que poderiam aparecer no meu caminho — nada além de uma forma de proteção, já que não havia ninguém além de mim para fazê-lo. Nenhum cuidado era de mais, nenhum julgamento era de menos: posso dizer com convicção que saí de situações complicadas graças a isso. Aliás, não digo somente reparar fisicamente, mas também trejeitos e qualquer outra coisa que pudesse contar-me algo sobre o que se passa na cabeça do ser humano em questão. Com Natalie não seria diferente, principalmente por acreditar conhecê-la bem, talvez melhor que qualquer outra pessoa no mundo.

Algo sobre o silêncio enquanto as engrenagens tentavam formular uma frase em seu cérebro dizia muita coisa: seus olhos, tão vivos, por um momento pareciam se teletransportar para um local não muito agradável, provavelmente uma lembrança carregada de dor e pesar, talvez tão grande e marcante quanto as marcas de queimadura distribuídas por todo seu corpo. Os olhos desviaram-se algumas vezes para não deixá-la desconfortável; não que a ruiva tentasse esconder, mas sabe-se lá sua reação caso percebesse que reparava nas marcas que algo ou alguém havia deixado sobre seu corpo. O semblante de Natalie era estranho, até colocar a mão sobre meu ombro e mencionar que o ruivo não era a melhor opção que restava. Tudo bem, era uma sentença um tanto quanto vaga, mas o simples e breve sorriso que abrira após foi o que a denunciou: Natalie estava... Apaixonada?

Que gracinha!

Um orgulhoso e duradouro sorriso formou-se no rosto: tão puro e genuíno que senti como se tivesse sido teletransportada no tempo, onde tudo era mais simples e não vivia nessa eterna tristeza. Oh, céus, sabe-se lá há quantos anos não sinto uma felicidade tão autêntica por outra outra pessoa. Mas é claro que, sendo a mais velha, não poderia deixar isso passar batido sob nenhuma hipótese.

— É, fiz. E não me arrependo. Sou meio tirana, sádica, escrota, sabe? É o que dizem por aí. — respondia a pergunta, dando de ombros — Até que concordo. — gargalhei, tendo logo em seguida a bochecha apertada, o que fez o riso frouxo do que estava guardando manifestar-se — Podemos sim. — respondi, seguindo a ruiva pela escada que nos levaria ao desconhecido —  ... E, me diz, qual seria a melhor opção? — a provocativa risada finalmente saía enquanto subíamos os degraus — Quer dizer que a senhorita está namorando? Apaixonada eu sei que está. — cerrei os olhos em desconfiança, como quem dissesse que saberia se decidisse negar — Não adianta ficar vermelha. — estendi os braços como quem faria cócegas, mas desisti ao perceber que estávamos chegando ao fim da escada — Que bonitinho... Já quero conhecer ele.

A surpresa veio a seguir: no final das escadas estávamos as duas no que parecia uma... Mansão? Palácio? Estranho. Rico em detalhes e claramente bem cuidado, parece que quem nos colocou nas masmorras tinha poder suficiente para fazê-lo sem que soubéssemos. Sabia que uma surpresa vinha por aí... Arceus não me daria um descanso prolongado, né?

... Né?

— Fique atenta. — o tom de voz mudava completamente, agora era, além de preocupado, extremamente desconfiado — Digamos que tenho alguns inimigos espalhados por aí... — a primeira reação foi imaginar que tudo isso poderia ser obra de Maxima, mas não faz sentido não ter me matado quando teve oportunidade — Se for o caso, peço desculpas de antemão. — a mão direita rapidamente buscava a esfera de Sushi enquanto observava o enorme ambiente com o cenho franzido — Tsc.

A estranheza de onde estávamos era o que mais me incomodava. Nenhuma alma estava no local, mas tudo parecia extremamente impecável, o exato extremo de onde estávamos anteriormente. As opções eram finitas, porém diversas, o que tornava tudo ainda mais complicado. Poderíamos subir as escadas, seguirmos pela porta mais próxima... Mas como saber qual a opção certa? Aliás, como saber se não estaríamos entrando em algum cômodo ou lugar que tornaria a situação ainda pior? Chamar por alguém também não parecia ser a opção mais inteligente, afinal, estávamos as duas enjauladas e, apesar da solução simples para nos libertarmos, não dá para confiar em quem havia feito aquilo. O indicador direito pressionou o botão da esfera metálica da preguiça, libertando-o sem muito esforço.

— Sushi, essa é a Natalie. — acenei com a cabeça para o psíquico, que olhava o ambiente tão desconfiado quanto, mas logo voltando sua atenção para a ruiva e fechando seu semblante ao perceber de quem se tratava — Não se preocupe, já estamos bem. — a preguiça respirava aliviada, abrindo um simpático sorriso logo em seguida para a garota, com uma mudança de humor típica do eterno adolescente que é — O que acha de usar seus poderes psíquicos para tentar sentir a presença de alguém por aqui?

Só nos restava esperar, certo?



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Mensagem por Shianny em Seg Abr 27 2020, 17:21

off:
Absolutamente nada a reclamar XD
Acho que a única demora foi por minha culpa, então QQQ

— Bem, às vezes, as pessoas falam demais. — Foi a primeira coisa que disse, um sorriso torto nascendo pelo cando dos lábios, incerto a respeito de sua própria existência. — Mas também, às vezes, pode acabar escapando, né? — Divagou, num dar de ombros manso. — De certa forma, pode ser a única forma de lidar com alguns e outros. — Comentou, sem se dar ao luxo de acrescentar muitos detalhes - mas, acima de tudo, não acreditou que nenhum deles seria lá muito necessário. Mais uma vez, calou-se, enquanto os pés arriscavam subir pela escada de pedra, passo a passo, o olhar passeando cautelosamente à cada avanço para que evitassem cair em armadilha óbvia, pelo menos.

Compreensível, então, a surpresa que a assaltou diante do questionamento repentino de Karinna - e, em resposta, as pernas pararam a constante subida no meio do movimento entre um e outro degrau. As pálpebras chegaram a se abrir um pouco mais e, de imediato, não disse nada; Fato que apenas pareceu encorajar a loira à despejar mais e mais gracinhas, uma pós outra, enquanto uma tormenta ainda mais violenta pareceu se apoderar de seu coração: Veja bem, as coisas parecem mais reais quando são verbalizadas, e aquele não era um assunto que fugia à regra. Um arrepio inquieto foi a primeira coisa que atravessou sua coluna, reverberando para todas as células do corpo enquanto a respiração balançava, trêmula, beirando atitude nervosa, até.

— ...Eu... — Murmurou, incerta, sem jeito - os ombros se encolheram, em timidez inquietante, enquanto o cérebro ordenava que o corpo seguisse em frente na escadaria que, naquele momento, pareceu infinita. — ...Não exatamente... — Respondeu, os dedos se apertando contra palma, agitados. As pálpebras chegaram a se apertar por um segundo singelo, a tormenta do desaparecer repentino do moreno novamente ecoando em seu peito, ainda mais vívida do que há pouco tempo atrás. — Nós não temos... Nada, ao certo. — Comentou, ainda em baixo tom. — ...O nome dele é Luch... — Disse, vacilante. — ... ...Mas, ele desapareceu depois da tempestade do Pyre. Não consegui mais contato. — Foi o que falou, por fim, um riso trêmulo e dolorido que tão bem esboçava a agitação da alma: Naquele instante único, se deu ao luxo de manter o olhar perdido na estrutura que pouco a pouco se revelava diante de seus olhos e, sinceramente, sentiu o alívio ao enxergar a porta ao topo das escadas. Sem pensar duas vezes, apressou o próprio ritmo, subindo os degraus de dois em dois até finalmente empurrar a madeira da passagem e... ... ...

— ...Não gosto desse lugar. — Disse, após segundos de silêncio. Os dedos mais uma vez se apertaram, enquanto o olhar percorria pelas duas portas opostas que existiam no lugar, assim como as escadas que iam para sabe-se lá onde; Acima de tudo, lugares grandes e silenciosos eram aqueles que mais atiçavam as más lembranças guardadas nas profundidades de seu coração - ora, normalmente eram eles que guardavam os piores demônios, afinal. — ...Sushi? — Perguntou, a atenção finalmente se voltando para a loira outra vez, e então ao psíquico evoluído - lembrou, por um instante, das antigas histórias de Karinna sobre o antigo Kadabra de sua família e, diante da visão de Alakazam, um minúsculo sorriso nostálgico foi tudo que sobrou (ao ponto de sequer reparar na diferenciação entre a careta irritadiça do animal e o alívio instantâneo quando Bley mencionou "estar tudo bem"). — Achei que você tinha superado a adoração por esse tipo de comida. — Brincou, antes de enfim retornar o olhar ao salão. Não só isso, como também arriscou caminhar na direção das portas duplas em seu centro e, suave, uma das mãos encostou na maçaneta. — ...Você acha que tem alguém aqui, como nós? — Perguntou, em baixo tom...

E tentou abrir a porta que sequer sabia se estaria ou não fechada - mas, de qualquer jeito, existia outra opção de caminho se a primeira não desse certo, huh?

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Mensagem por Rayssa.bolt em Ter Abr 28 2020, 03:24

Emotional Storm

As duas jovens começavam a conversar sobre coisas mais leves, e em especial, a de olhos azuis em especial parecia com um humor completamente diferente, como se a tempestade trazida com as nuvens cinzentas dos olhos da outra houvessem lavado sua alma de um rancor amargo e antigo que manchava as águas do mar de seus olhos os únicos sentimentos que ainda persistiam era aqueles relacionados á situação extremamente esquisita que estavam vivendo. A ruiva por sua vez, se mantinha um pouco dispersa, até que a jovem loira captou no ar uma frase que escondia um fato, brilhantemente compreendido, Natalie estava apaixonada, então não perdia tempo em disparar algumas perguntas provocativa e desconcertantes...

As perguntas de Karinna acabavam por lembrar a outra jovem de alguns acontecimentos relativamente recentes que haviam ocorrido no monte Pyre, a tempestade havia lhe afastado de Luch, e uma outra havia lhe reunido com uma antiga amizade... assim como o mar, em uma antiga canção infantil levava o anel de uma moça, e lhe trazia uma bela concha no lugar... mas mesmo assim, era em um clima muito mais leve que as duas subiam os últimos degraus até a única porta que tinham visto até então.

Ao atravessá-la ficaram espantadas com o contraste que havia em relação ao ambiente onde estavam presas, e toda aquela beleza e luxo traziam memorias desagradáveis para ambas para uma, de fantasmas do passado, á outra de um inimigo um pouco mais recente. Enquanto Natalie ia Verificar o imenso portão solitário, na esperança que se abrisse, o que não ocorreu, Karinna chamava Sushi, seu Alakazam, que passava de alerta a emburrado e depois aliviado em questão de segundos ao ver o ambiente, a companhia de sua treinadora e logo em seguida a voz da mesma, lhe assegurando que estava tudo bem... é... Hormônios pregam dessas peças mesmo. o Pisíquico então acatando o pedido escaneava com seus poderes os arredores, mas tudo que seus poderes lhe mostravam era aquela silhueta branca em fundo escuro, sem olhos e de sorriso perturbador...


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Mensagem por Karinna em Qua Abr 29 2020, 05:08


remember.


Não é das minhas melhores qualidades saber o momento certo de falar o que penso e, bom, com Natalie não seria diferente. Os olhos cederam em irritação, seguidos de um bufo mal-humorado já tão característico à minha essência; não por sua reação, mas por minha estranhez em lidar com emoções alheias provavelmente ter feito algum gatilho estourar no subconsciente da ruiva. Afinal, bastou fazer a brincadeira que seu semblante até aliviou um pouco, mas seu tom de voz era tímido, quase que relutante em fazer a mente esquadrinhar às memórias algo que poderia lhe fazer mal só de ressurgir diante de seus olhos. Desconhecer os fatos que levaram Natalie e o recém-nomeado Luch ficarem juntos talvez tenha feito com que trocasse os pés pelas mãos pela vigésima vez no dia; algo não muito bem-vindo no momento, já que a ideia principal é buscar a reconciliação entre nossos corpos tão próximos mas ainda tão longe emocionalmente... Droga.

E, para piorar ainda mais a situação, Sushi fitava o horizonte com os olhos arregalados. Não era preciso ser nenhuma vidente para saber que a preguiça olhava diretamente para aquela figura perturbadora vista anteriormente, o que fez com que todos pelos do corpo se arrepiassem em nervosismo por uma segunda vez... Oras, se meu psíquico mais forte é incapaz de lidar com aquela aberração, já não há mais o que ser feito, certo?

O jeito era torcer sabe-se lá para o quê ou para quem, mas, pelo que parece, não há força bruta certa que possa nos tirar dessa situação.

Paciência.

— Espera para ouvir o nome dos meus outros pequenos. — ignorar inicialmente o assunto sobre o rapaz parecia a coisa correta a se fazer — Você vai se divertir. — abri um sorriso sincero, quase que como um pedido de desculpas, aproveitando para acariciar a testa de Sushi, que por sua vez parecia tentar descobrir por dedução como sua treinadora havia parado nesse lugar — .... — a mão direita ergueu-se em rapidez, batendo levemente duas vezes sobre as costas da ruiva — Me desculpa, tá? Não parece ser um assunto tranquilo pra você. — o tom de voz diminuiu, trazendo consigo uma fraqueza que não me é usual, mas talvez fosse necessária para que soubesse que era sincera — Luch é um nome bonito. Caso encontre-o antes de me apresentar, diga que se te fizer algum mal irei caça-lo por toda eternidade. — brinquei, mas, me conhecendo, Natalie sabia que havia sim um fundo de verdade no alívio cômico — Pelo lado bom, ao menos você sabe que ele gosta de você, né? — retribui o anterior aperto de bochecha — Se quiser te conto sobre minha trágica vida amorosa... — dei de ombros, respondendo sua pergunta logo em seguida — Bom, pelo que Sushi procurou, não tem ninguém por perto que seja... — tentar buscar as palavras corretas foi em vão — Hm... — ergui as sobrancelhas, tentando mitigar mais uma vez o fato de não termos ideia de onde estávamos Humano.

Outra questão que acabava trazendo consigo um ar ainda mais amedrontador é que não faz sentido algum não haver ninguém além de nós duas por aqui. Não me leve a mal, já tive minhas experiências com seres de outros universos, mas ao menos que isso tudo estivesse acontecendo em nossa mente, não tem como aquele ser perturbador ter trazido as duas pra cá sozinho... Né?

— Vem cá, Natalie... — tentar esconder aquela informação talvez não tenha sido a melhor decisão, afinal, estávamos as duas no mesmo barco — Antes de acordar nas masmorras, eu vi, hm... — os olhos reviraram-se mais uma vez, sabendo que soaria absurdo para qualquer um que escutasse o que viria a seguir — Um troço esquisito. Era como um homem, mas não parecia... Vivo. Não tinha rosto também, só um sorriso macabro. — voltei minha atenção para uma das portas laterais, já que a que Natalie insistia não abria de jeito algum — Sei que parece maluquice, mas ao que parece Sushi também viu. — a preguiça consentiu — Alguma ideia do que pode ser? Ou estamos todos surtando? — uma gargalhada involuntária ecoou pelo ambiente; entretanto, os punhos fecharam-se em preocupação — Você tenta uma das portas menores que tento a outra e então decidimos juntas por qual seguir, tudo bem? — sequer esperei a ruiva responder, caminhando em passos largos até o outro lado do saguão — Sushi, fique no meio, caso algo apareça não hesite em usar seu Psychic, tudo bem?


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Mensagem por Shianny em Qui Abr 30 2020, 23:47

Chegava a ser tosca a sua tentativa, se parasse para pensar bem; Ora, num lugar em que já haviam despertado trancafiadas (apesar de com chaves no pescoço), quais seriam as probabilidades de que o resto da... Mansão - ou seja lá o que fosse aquilo - estivesse simplesmente escancarada e acessível à um mero empurrar de portas? Independente disso, sua maior reação se resumiu em um suspiro cansado, um balançar negativo de cabeça sendo a maior testemunha de sua breve frustração - embora, hah, a conformidade se tratou de uma sensação que veio tão rápido quanto havia surgido inicialmente.

— Deixa adivinhar... — Foi o que comentou após algum tempo em silêncio, o olhar passeando pela maçaneta das portas cerradas. — Mochi? Gyoza? — Perguntou, um sorriso breve antes que a atenção se voltasse outra vez na direção da loira e, enfim, os pés recuaram para se afastar da entrada. — ...Tá tudo bem. — Disse, encolhendo os ombros com discrição. — ...Acho que ele não é o tipo de pessoa que chega a fazer mal, sabe?"Pelo menos, não agora", sua mente acrescentou. — ...Eu só quero que ele esteja bem. — Sussurrou, respirando profundamente e esfregando o rosto - apertando as pálpebras mais uma vez, sentiu ali o reflexo e consequência das tantas noites não só mal dormidas, como também em claro com uma mente atormentada diante de tantas ideias mórbidas a respeito do destino final do jovem com o qual, inesperadamente, enamorou-se. — ...Mas, quais são as tragédias que perseguem sua vida amorosa, hmm? — Perguntou, na tentativa de desviar o assunto da cabeça, por um segundo que fosse.

Então, veio o relato de Karinna - e foi de maneira cômica que a ruiva observou enquanto a outra se atrapalhava nas próprias palavras para tentar justificar uma imagem que, de certa forma, poderia facilmente ser produto de insânia; Quer dizer, não era como se pudesse comprovar que não era exatamente isso que as afligia naquela aventura que, inicialmente, deveria se iniciar e findar na beira de um lago.

— ...Eu sei. — Disse, simplesmente; Queria fingir que não mas, com as palavras da loira, se tornava impossível negar a existência da criatura vista pouco antes que a inconsciência tomasse conta. De certa forma, sim, era melhor saber que a outra também a havia enxergado, de qualquer maneira. — ...Não sei o que é, de qualquer jeito. Mas acho que já me acostumei com esse tipo de coisa... — Comentou, balançando a cabeça e permitindo escapar um riso frouxo, vazio. — Se precisarmos, vamos descobrir. — Pontuou, simples, e observou enquanto Bley se afastava na direção de uma das portas ainda fechadas no recinto. Voltou-se, então, à passagem simples que restava do outro lado do salão, e foi para ela que se dirigiu, retirando uma das esferas bicolores do bolso e se preparando para chamar Kaleo, se houvesse a necessidade de se proteger de alguma coisa aleatória escondida naquela maldita construção.

Não poderiam demorar tanto, abrindo duas portas por vez, huh?

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Mensagem por Rayssa.bolt em Sex Maio 01 2020, 00:44

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A tensão daquele lugar desconhecido era enorme... mas não maior que o peso que haviam tirado dos ombros ao se permitirem se re-conhecer, re-encontrar e perdoar pelos longos anos de distância, isso ficava claro na maneira como conversavam, chegando a rir de uma gracinha ou outra que faziam para evitar que o clima ficasse desnecessariamente pesado. Natalie sorria ao acertar em cheio a temática dos nomes de Karinna, que era tranquilizada a respeito de trazer memorias ruins em um momento como aquele e também a respeito da índole do rapaz que a ruiva estava namorando (Luchalie S2 MDS casal fofo que Shipo kkk)

Entre debates, pensamentos sobre idéias e lembranças a respeito de coisas más, assustadoras, e algumas ate mesmo de cunho sobrenatural, que povoavam a jornada de ambas com certa frequência, ao menos mais do que ambas gostariam... resolveram agilizar as coisas e se separar para descobrir o que as portas menores reservavam para a improvável dupla...

a Jovem que se aventurou a dar uma espiada na porta a esquerda do grande portão solitário, porta essa que ficava ao lado da qual haviam saído, via uma figura humana, bela, distraida em cima de um sofá no meio de um cômodo que poderia ser perfeitamente descrito como um closet gigante, a figura hora soltava um risinho, hora cantarolava algum ritimo lento em meio a issso, ia mudando drasticamente atributos como cor e tamanho co cabelo, feições faciais, braços, ombros, pernas, tronco... mas sempre formando alguma figura humana muito harmônica e agradável aos olhos.

a outra jovem que havia ido espreitar pela outra porta simples restante, via uma cozinha, onde uma única cozinheira, muito atarefada, parecia não estar com o melhor dos humores, apesar de a cozinha estar um caos, era possível perceber que toda a sujeira era recente, e não era pouco, alguém tinha cozinhado muito por ali recentemente, provavelmente a mulher de meia-idade, que aliás, era também gorda e tinha uma cabeça desproporcionalmente grande, que estava ali a resmungar e cozinhar.... o cheiro da comida era muito bom, inclusive.


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Mensagem por Karinna em Sex Maio 01 2020, 22:33


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E, então, era isso.

Não havia muito o que ser feito naquele enorme e vazio saguão se não tentar abrir todas as portas; inicialmente algo que não seria lá um bom plano, mas que escolha temos? Talvez continuar parada ali seria ainda pior e conhecendo Arceus é mais que certo que alguma reviravolta estaria reservada a nós duas em algum momento futuro...

Aquela criatura não está por aqui à toa, né?

— Luch está bem sim, não se preocupe. — os pés apertaram os passos, quase como se o subconsciente fosse preenchido pela ansiedade de descobrir se a porta que me dirigia era a saída ou não; uma utopia, evidentemente — Sabe, sendo mono-treinadora de psíquicos... — ambas mãos foram levadas ao peito em brincadeira, parodiando um discurso — Adquiri um quinto senti- — uma risada involuntária interrompeu a fala... Olfato, paladar, tato, visão, audição. — disse em voz baixa, enquanto contava nos dedos a tamanha burrice que havia dito — Sexto! Sexto sentido! — as bochechas coraram em vergonha; mas logo dava de ombros por saber que possivelmente arrancaria uma risada da ruiva — Então, não se preocupe.

Honestamente, não há nada melhor no mundo que enganar a mim mesma quando digo isso. Talvez a frase trouxesse algum alívio para Natalie, talvez não, mas tudo que sabia era que iludir a própria mente com essa declaração já salvou-a do abismo algumas vezes. Pensar ser especial de alguma forma fazia com que o já enfermo âmago acreditasse ter alguma importância nesse universo; aliás, arrisco em dizer que foi o que manteve viva até agora. Claro, se não tivesse encontrado Natalie meu destino seria outro, mas como um remédio paliativo não há muito o que uma mentira possa fazer por mim... Infelizmente viver no corpo de uma sobrevivente é como viver em uma cena de crime.

— Ah, eu meio que gosto de um garoto. Mono-treinador também. Inclusive, um contesteiro conhecido.
— a mão direita aproximou-se da maçaneta — Mas ele tem muitos problemas consigo mesmo, algo que compartilhamos e que, de certa forma, nos uniu. — voltei o olhar para Natalie, consentindo com a cabeça para que abríssemos juntas — Mas sei lá. De doida já basta eu, sabe?

Depois de passar alguns minutos em um enorme saguão vazio, jamais esperaria encontrar... uma cozinheira? Os olhos arregalaram em susto e, em impulso, fechei a porta no mesmo ímpeto que a abri. Voltei minha atenção para Sushi e apontei com a mão esquerda na direção da mesma... Como assim tem alguém aqui? O poder de um dos psíquicos mais fortes do mundo está com defeito? Como Alakazam não conseguiu sentir sua presença?

... Quê?

— ... — sinalizei para Natalie, mas ao que parecia a ruiva estava tendo suas questões com o que havia do outro lado de sua porta — Vamos lá. — a machucada mão novamente abriu a porta, somente para dessa vez as narinas conseguirem sentir o delicioso aroma da comida que estava sendo preparada — ... Olá? — franzi o cenho; algo sobre isso não estava nem um pouco certo — Onde estamos? — senti o mesmo frio na espinha de quando observei aquela figura sem face —  E quem é você?  — apesar da mulher não apresentar nenhum perigo iminente, não sou conhecida por ser exatamente simpática, ainda mais diante de tal circunstância — E, mais importante ainda, como saímos daqui? — o espírito Rocket tinha que sobressair, né? ao perceber a impaciência da mulher, a feição fechou-se em raiva e antipatia — Tente alguma coisa contra nós duas e te garanto que será a última coisa que fará.


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