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Crime e redenção.

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Mensagem por Jaete Sab Jun 19 2021, 11:48

Água, fantasma e resistência
Crime e redenção.
Depois de alguns eventos importantes que mudaram todo o rumo do que eu pensava ser minha vida, algumas atitudes precisaram ser tomadas para que eu não perdesse o controle completo de mim mesmo. A Gastly me assombrando por meses, tentando me fazer mudar de vida, sair da marginalidade e me tornar um cidadão de bem... A forma como ela fez isso foi bastante convincente, me mostrando imagens da minha vida enquanto eu dormia, criando uma narrativa onde eu apenas vejo o que realmente acontece: Estou praticamente sozinho e ficarei de fato sozinho nessa vida se continuar assim.

A inundação em Tohjo mudou todo o rumo das coisas. Sabe, eu estava ignorando totalmente a Gastly e mantendo minhas atividades habituais, mesmo com meu sono prejudicado por conta dos constantes pesadelos. Mas... Quando ela me salvou da morte certa e colocou a 'testa' na ponta daquela Pokébola que recebi de uma mulher muito atraente e que, aparentemente, consegue ver e ouvir alguns espíritos, tudo começou a mudar, mas eu ainda fui muito resistente.

Todo o caos da inundação me levou até Petalburg. Com os equipamentos fornecidos por um professor de Laboratório que fui procurar quando não sabia mais a quem recorrer quando cheguei à Hoenn, agora eu estava por minha conta. Mas não pense que foi aí que me tornei um treinador, isso demorou muito mais para acontecer.

Na verdade, eu continuei levando a vida que levava, mas de uma forma mais branda. Hoenn é uma região distante demais de Tohjo, meu rosto não é marcado por aqui. Neste lugar eu consigo andar na rua sem pensar que a polícia vai cismar comigo por ser ex-presidiário. Arrumei trabalhos de investigação, pra ver se os cônjuges estão se traindo, coisas assim. Spoiler: Geralmente estão.

De toda forma, passei dois anos em Hoenn, "preso" em Petalburg. A verdade é que eu não queria sair dali, pois sabia que precisaria de Pokémon pra desbravar os ambientes longe das cidades, e eu ainda não queria me render ao sistema. Só que isso precisava acabar. Eu estou longe das duas únicas pessoas que ainda se importam comigo, não consigo entrar em contato já que meu número anterior se perdeu na inundação quando acabei ficando inconsciente. Agora, com um telefone novo, não tenho acesso a nenhuma conta de antigamente.

Enfim, não vou me prolongar demais nesse assunto, mas... Depois de dois anos, agora sim, talvez minha vida como treinador tenha começado. Resisti até onde não podia mais, mas dessa vez... Me rendi ao sistema.
Jaete
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Mensagem por Jaete Sab Jun 19 2021, 12:11

Dinheiro, agiotagem e Pokémon
Crime e redenção.
Depois do fatídico dia onde decidi finalmente dar algum uso àquela fantasma que havia se doado para entrar naquele dispositivo rubro e branco, achei que era melhor procurar informação direto da fonte. Estava decidido a sair de Petalburg e desbravar um pouco da floresta que cerceia a cidade, como uma forma de me provar forte o suficiente para sair em busca das pessoas que eu queria reencontrar, que eu imaginava estarem em Hoenn também, já que Tohjo voltou a ficar habitável a muito pouco tempo. Foi aí que dei uma passada num lugar que eu costumava abominar: Um ginásio.

Queria apenas tirar uma informação, não desafiar o líder. Imaginei que ali seria um centro de informações importante já que muitas pessoas passam por ali e talvez o Líder seja alguém bastante informado das questões políticas e sociais da região... Bem, o que encontrei lá foi apenas um garoto na recepção que tinha um tipo físico bastante... Delicado, digamos. Mas ele não é tão delicado assim.

Conhecendo ele um pouco melhor e vice-versa, ele decidiu me ajudar com as questões de treinador, já que sou um completo iniciante. Batalhamos atrás do Centro Pokémon da cidade, onde eu tinha passado pra ver como funcionava, sob tutela dele. Eu tenho certeza que ele deixou eu ganhar, mas eu não vou entrar nesse mérito. Ganhei, porra!

O mais estranho é que... Eu gostei. Eu me senti frustrado comigo mesmo por ter gostado de batalhar, mas foi uma sensação emocionante, eu não sabia o que pensar sobre isso. Sempre odiei o fanatismo e a adoração por rinha de bicho, mas quando eu estava lá nos sapatos do cara que comanda o Pokémon, me senti um cara foda. Isso eu não sentia a um bom tempo.

De toda forma, depois dessa batalha ele me passou um trabalho, já que eu tinha oferecido meus serviços. Era bem simples, a princípio. Ser guarda-costas de um agiota que era mais delicado ainda do que o garoto. Ah, por sinal, esse agiota é o pai dele. O mundo é realmente esquisito. Eu tive que ir para a Rota 102 procurar por esse cara e acabei esbarrando com um carinha muito amigável. Um Poochyena, que resolveu me seguir quando me viu. Eu tinha recolhido umas frutas de uma árvore já que tava com uma fominha e dei uma pra ele... Foi aí que ele resolveu me seguir mesmo. Da mesma forma com a Gastly, ele apenas entrou na Pokébola por espontânea vontade. Depois disso, encontrei o agiota.

Ele se provou ser realmente alguém mais gentil e sensível, mas isso não o impediu de apontar um revolver pra mim. Como alguém que já lidou com a possibilidade de morrer, sei que o ideal é não demonstrar medo mas também não demonstrar sinais de que vai atacar. Depois de me explicar pra ele, ele me chamou pra pescar. Sério? Pescar? Bem... Ele não teve sorte alguma mas eu consegui pescar uma Goldeen, um peixe grandão e com um chifre, branco e com umas manchas avermelhadas, suas barbatanas e cauda parecendo um vestido. Que coisa esquisita. No fim, testei as habilidades do Poochyena numa batalha e a devolvi para a agua.

Foi então que começou, de fato, o trabalho. Me dirigi até a Petalburg Woods para ser o guarda-costas do agiota que estava indo cobrar uma família que estava devendo e não queria pagar. Depois de algum esforço pra achar eles no meio da mata, na verdade não os encontramos, apenas uma casa que parecia abandonada. Ao entrar e dar uma passada no porão, encontrei um Ursaring aprisionado, que tentei libertar, mas não tive sucesso. E aí... Eles nos encontraram. Aquela era mesmo a casa deles mas estava vazia no momento e chegaram quando estávamos lá dentro.

A partir daí foi uma putaria do caralho, mermão. Eles fizeram o agiota de refém; Eu fiz a filha deles de refém; Uma fantasminha, que eu não tinha citado ainda, uma Misdreavus que tinha aparecido na floresta, deu um jeitinho de roubar as chaves do chefe da família e libertar o ursão; Saiu da jaula o monstro; Teve uma batalha Pokémon; Aquele urso surrou os Pokémon dos caras; Meu Poochyena quase foi nocauteado; Eu me coloquei na frente dele e ganhei um hematoma gigante nas costas por causa de uma cabeçada... É, foi foda.

Mas, no fim, tudo deu certo. Eu e o agiota saímos dali - ele ileso e eu fudido - e então eu recebi meu pagamento: Uma pepita de ouro bem bonita. Até agora eu não sei se valeu a pena.  
Jaete
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