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88 resultados encontrados para Togekiss

Flesh without Blood


Começou uma patifaria do meu lado e ali eu já começava a me cansar disso de ter pokémon falante. Quer dizer, não me leve a mal, meus queridos, mas é que eles não eram assim na minha cabeça. Claro, Hati sempre teve sua ponta de agressividade, mas antes de vê-la entrar numa encrenca discursiva, eu achava isso um bocado "fofo", até instintivo. Agora, ao discutir sobre, minha canina perde um pouco do carácter instintivo que me fazia passar pano para várias atitudes e eu me deparou com a frustração de ter entendido-a errado até então.

Quer dizer, quando ela pediu desculpas, foi agradável vê-la vocalizar. Ver Ran resolvendo meus problemas para mim, também compensava um pouco. Inserir Kouman numa dança também fora bastante agradável e isso só foi possível porque, neste contexto, humanizamos os pokémons. Talvez é isso que me incomode tanto: nós não humanizamos tanto nosso bichos. Quando isso ocorre, é meio paradoxal; ao mesmo tempo que o vínculo parece muito mais coerente, há a questão de impor uma hierarquia e um poder sobre seres que são... bem... quase humanos.

Esse é um dos motivos de eu não gostar de treinar pokémons psíquicos. Não há tutela quando o outro é semelhante a si. Ver Hati sendo autônoma ao ponto de atacar alguém me dava um pouco de receio: ao mesmo tempo que eu sentia que eu perdia poder sobre ela, eu também sentia que eu deveria perder.

E esse conflito... ele não é bom.

Ainda assim, é um sonho, não é? Nada disso significa realidade. Por isso engoli meus conflitos para outra hora, aquilo parecia estar - graças a deus - no fim. Eu não digo que não gostei de vê-los falar, mas digo com todas as letras que cansei disso. Tal qual um parque de diversão: é divertido, mas depois de muito tempo, cansa. Ninguém nunca viveria em um parque de diversões.

Mas há um certo alívio quando Luke não vêm com tudo para cima de Hati graças a sua atitude. Na verdade, quando meus olhos foram para o garoto, reparei que os olhos deles estavam a... admirando? Pode ser maluquice minha, mas a serenidade do garoto passou para mim. "Ufa, um problema a menos".

Esta mesma sensação veio quando o ventriloquo me relembrou mais uma vez: ele queria nossa briga, ele incentivava nossa briga, ele pedia pela nossa briga. Seria por isso, então, que brigamos? Quer dizer, houve um estranhamento muito lá atrás, entre eu, Luke e uma risada frouxa, mas isto não é a mesma coisa. Apesar disso, ali eu tive uma certeza:
- Nesse eu posso bater... - Disse. Hati levantou com um latido e eu, prontamente, tirei-a de cena - Não. Agora não, eu quero ver Kouman...

Ao ouvir seu próprio nome, Kouman se assustou. Não era inaugural essa batalha, mas ainda havia uma estranheza por parte do grande Tyrantar tomar essa posição para si. Por isso, recuou um pouco e perguntou, com um bocão bem escancarado: "EEEEEU?". Prontamente fiz que sim com a cabeça e ele resistiu.
- Na-na-ni-na-não. Tem que lutar também! Vai deixar sempre suas irmãs cuidarem de você? Vai pra lá! - Contornei o monstrengo e o empurrei com as duas mãos em direção ao ventríloquo. Ele, mais cedo ou mais tarde, cedeu - Duplo Crunch! Vai! Ele é um fracote, olha só!

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por Cocaine
em Sab Jan 28 2023, 13:42
 
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Flesh without Blood


OFF: Zinc e Psychic Fangs

Minha alma voltou ao corpo quando Hati, já autônoma demais, decidiu enfrentar Violate. Ali, das minhas muitas preocupações, uma foi a principal: o julgamento de Luke. Quer dizer, fora a primeira vez que vi um pokémon dele agir por conta própria, inferindo numa batalha contra seu próprio time. Certamente o menino não aprovaria a atitude de seu pokémon, mas isso me fez perceber uma coisa: com pouco tempo no mundo Rocket, meus pokémons se tornaram impetuosos.

E talvez, eu também tenha me tornado, pois uso do sonho para respaldar o ato de Houndoom sem nenhum tipo de crítica ou punição. Inclusive, fora isso que vocacionei:
- Foi a própria professora que nos mandou lidar com o problema... - Dei uma pausa, em tom baixo, e abaixei a cabeça - Ela claramente é o problema...

Era ainda em tom baixo que eu falava isso. Ainda não tinha coragem de falar nada dessas coisas em voz alta, por isso guardei um pouco para mim minha opinião; era como se eu só estivesse fazendo uma tarefa... não é?! Mordi o lábio inferior, fechei os olhos e assobiei, chamando meus três pokémons para me acompanhar:
- Vamos - Fui incisiva. Nessas horas, eu não gostaria de ouvir sermão nenhum de Luke, por isso fui na frente. Eu realmente não achava que Hati era culpada por me proteger. Fui em direção às cordas, eu queria resolver logo isso.

No meio do caminho, fui clara:
- Não quero ninguém batendo em pokémon algum do Luke. Vocês nunca fizeram isso com nenhum pokémon de ninguém da Requiem, não estou entendendo porque isso agora...

Posts Day Care: #Togekiss #Araquanid #Pincurchin 30
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por Cocaine
em Sex Jan 27 2023, 17:15
 
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Flesh without Blood


A estranheza que era estar desacordada dentro de um sonho. Por um segundo, entendi o que Tyranitar sentira quando Meredith o colocara para dormir: era uma paz, uma calmaria, uma sensação de sossego. Como se nada dentro de mim pudesse me pegar. Acordei tão tranquila quanto pude, sem nenhum tipo de dor ou resquício corporal, muito menos memória de como aquilo aconteceu. Eu estava entre vinhas, um pouco ninada entre Kouman e meus outros pokémons, mas diferente de mim, nenhum parecia tranquilo.

Hati era a que mais rosnava. Kouman, em um ato completamente novo para mim, rugia de receio. Ran, um pouco mais sensata, parou um pouco e olhou a situação:
- Ela ta sendo controlada - Disse, em alto e bom tom. Eu não tinha condições algumas de raciocinar o mínimo, então apenas concordei com a cabeça - Foda-se - Respondeu Hati, sendo autorizada por Kouman.

Havia tanta agressividade em Houndoom, que lembrei por um instante de que ela também era aquela canina: minha cão guarda. Olhei ao redor, o cenário caótico combinava com seu ódio por aquela situação. Minha rainha-canina se posicionava com as duas paras dianteiras agachadas, enquanto esticava as traseiras para preparar o bote. Tinha o rosto rente ao chão, com os caninos bastante a mostra. Ela não ia esperar muito mais:
- Se tiver que passar por você... - Disse, terminando com um latido.

De imediato, minha Key Stone em formato de piercing esquentou. Hati se transformou em mega e ordenou para si mesmo duplo Dark Pulse.

Eu, ainda um pouco aérea, apenas confirmei com a cabeça. Ela não podia estar errada, até porque, leis reais em mundos oníricos não fazem sentido algum.

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por Cocaine
em Seg Jan 23 2023, 14:34
 
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Flesh without Blood

Eu diria que há certa preocupação na mudança do cenário, mas não, não foi isso que me afetou. Quando meu "teto" simplesmente sumiu, reparei que havia um problema muito maior: um Tyranitar batendo em uma "mesa" que não existe e que, infelizmente, eu estava bem embaixo.

Você sabe o que isso significa? Sim, isso mesmo, eu tomei um porradão do Kouman e nesse exato nomento eu desmaiei.

Não tanto de dor, mas de susto.

Quer dizer, não sei. não lembro.

Um outro dia Hati me contará que o coitado não teve outra reação se não me pegar no colo e correr o mais rápido o possível pra longe dali. Desesperada pela situação, Houndoom e Greninja fizeram o mesmo, tentando alcançar o pokémon rochoso que sequestrara meu corpo para longe daquela bagunça toda.


Posts Day Care: #Togekiss #Araquanid #Pincurchin 27
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por Cocaine
em Sex Jan 20 2023, 21:49
 
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Flesh without Blood


Facilmente um sonho se torna um pesadelo, mas dificilmente o oposto ocorre. Quer dizer, essa afirmação é uma meia verdade, pois quem diz tanto sobre o sonho, nos afirma que não lembramos dele como ele verdadeiramente foi, pois a própria lembrança é uma tradução e toda tradução é uma traição.

Se assim entendo, acredito que sonhos podem se tornar pesadelos tanto quando o contrário pode ocorrer. O que muito provavelmente ocorre é um stigma que fica na memória; sendo o pesadelo sempre aquilo que marca muito mais. É nessa marca que a gente finaliza uma memória e vai a outra; por isso lhes garanto, este sonho não se tornou menos onírico por fazer essa passagem à bonança.

Fora com horror que vi todas as cenas anteriores, mas era com a leveza de um sonho que eu a deixava ir. Kouman, meu Tyranitar, era o que menos compreendia que o horror de um sonho é apenas sintomático; nada de palpável há naquele problema. Por isso, meu pequeno-grande pokémon se encolheu. Fechou os olhos, tapou os ouvidos, sentou no chão, dobrou seu joelho e se transformou numa bolinha rochosa. Ficou ali, ignorando as mudanças de ambientes até que tudo fosse pelos ares.

Felizmente, foi.

O som afiado da lâmina cortou a realidade, fazendo o horror do meu rosto sumir. Cai num pranto adocicado, onde até mesmo minhas lágrimas curtas tinham gosto doce, contrastando com o salgado hábito das gotas de não serem assim. Hati foi quem enxugou minhas lágrimas com seu pelo, enquanto Ran era aquela que me olhava com pena, ao mesmo tempo que acariciava o dorso de Kouman, tentando dizer que "ao menos aprendemos uma lição".

Mas que lição era essa? Que os pesadelos... passam? Abri os olhos, me vi num vale verde e senti um dejavu. Fui até Kouman, dei-lhe dois tapinhas na costa e convidei-o a abrir os olhos; quando o fez, não entendeu muito bem onde estava. A voz de Meredith soou como uma música e o garoto - que era o mais ligado à personagem - levantou e foi caminhando até a mesa.

Eu e ele estávamos atônitos. Ran e Hati, um pouco menos envolvidas, estavam apenas seguindo. Já no pé da mesa, vendo a figura frágil e esguia a minha frente, ergui o queixo e falei um "olá" desanimado. A voz ainda estava trêmula pelo choro, mas reparei que não havia mais a rouquidão da bebida. De imediato, a moça me oferece um chá, e sem esperar pela minha resposta, me impõe um jogo de esconde-esconde. Eu, um pouco confusa, entendo que é uma questão de escolha: ou tomo o chá, ou me escondo.

Decido dar uma pequena volta por cima das opções, esperando ela começar a contar, pegando uma xicará de chá e indo para de baixo da mesa, ficando ali sentadinha, tomando a infusão. Kouman ficara atrás da moça, esperando que ela terminasse a contagem para bater na mesa e falar "1-2-3, Tyranitar".


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em Qui Jan 19 2023, 15:19
 
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Flesh without Blood


Vertigem.

Não sei ao certo se é pelas mudanças abruptas de cenário, ou se a culpa é da bendita cerveja. É um pouco estúpido como eu, ao dançar, gritar e correr, não larguei meu copo em momento algum e, quando tudo mudou para algo mais "leve", vi o líquido suavemente deslizar para fora do recipiente. Um pouco desesperada quanto a isso, estiquei o pescoço e tentei colocá-lo sobre a boca. Bebi três quartos do copo até que a gravidade volta e eu esborracho no chão.

Nos instantes que se sucederam, minha memória funcionara como num universo onírico; ao passar de um lance para o outro, era como se eu esquecesse ou não me atentasse aos detalhes anteriores. Eu esqueci por completo toda a trama quando estava a levitar e, quando caio no chão, questiono-me por um instante "como fui parar aqui?". Olhou em volta, vejo meus pokémons e confirmo: só eu estou nesse estado.

Todos eles pareciam certos do que fazer.

Eu, oficialmente, bebi demais.

Um pouco cambaleante, fiquei de pé. Demorei um pouco recompor os dois neurônios que me restavam para entender aquela balburdia. Fui estupidamente desatenta e nem sequer um soco num pequeno-príncipe me alardou. Ao invés disso, virei o restante do copo, joguei-o no chão e levantei o dedo para falar algo.

Não falei nada, apenas me esforcei para continuar sobre meus dois pés. Pode parecer um bocado afrontoso ou desrespeitoso para quem estava vendo, mas toda aquela bebida, somada as viagens entre cenário, flashs de luz, imagens sortidas e sons malucos me deixou... bem... quer dizer... me deixou mal.... me deixou, em suma, bem mal.

Fechei os olhos com força, me esforçando para não passar mal. Tentei focar na teatralização a frente, visando uma mísera pontada de foco e consciência. Quando o fiz, apenas ouvi sobre a sentença final e proferi, sem pensar duas vezes:
- AS PERNAS.

Eu pensei para tal? É claro que não. Mas, num revisionismo besta da minha história, julgo que fiz bem. Não iria para a fogueira por uma mulher que mal conhecia. Não posso julgar-me cumplice de um crime que não sabia que existia. Não posso julgá-la inocente sem conhecê-la. No fim, se são as leis desse mundo, há de respeitar. No mais, se há que escolher uma pena, escolhi a pena que de fato cometeu: levou o garoto até onde não devia, com suas pernas. Não foi com a música, mas com suas malditas pernas. Pois cortem-nas então.

Posts Day Care: #Togekiss #Araquanid #Pincurchin 25
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por Cocaine
em Ter Jan 17 2023, 16:17
 
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Flesh without Blood


Fora o próprio Tyranitar que, após dar uma flor para Luke, convidou-o para uma dança, animado pelo ritmo local. Hati, tão alegre quanto, não arriscou passinhos, mas bebeu ainda mais depressa. Depois disso, admito: ela arriscou uns passinhos. Ran, tomando o lugar do desesperado Kouman, se segurava para não surtar.

O misto de angústia e alegria tomavam a pokémon, lhe deixando tão confusa quanto poderia estar. Isso porque nem estava bebendo!

Eu, depois do segundo copo virado, reparei que Muk estava para lá de Bagdá. Se uma gosma grudenda já esta nesta situação, imagine uma humana fracote que nem eu? De imediato levantei, tentando medir meu nível de álcool. O ato foi denunciado por um esbarrar na mesa, onde quase derrubei algumas coisas no chão.

Forcei-me para me equilibrar, até apoiar em Hati, que me deu o chifre como apoio. Segurei firme em seus dois cornos e fui caminhando com ela, onde fui levada - magicamente - até o centro daquela dançaria. Antes de começar os passos, parei para ouvir aquilo que não deveria ouvir, percebendo que eu era muito mais uma telespectadora do que uma atriz.

Devo admitir que me reposicionar me deu um pouco mais de liberdade. Meu papel não deve ser tão relevante assim... não é?! Afim de contas, a história continuou com bastante fluidez, ainda que eu estivesse completamente cheia de nós, embaralhos e dúvidas. No fim, cedi, até que uma sensação horrorosa me fez olhar para o fundo da tela.

Sim, da tela. O cenário que tanto muda, para mim, é semelhante a um filme projetado.

Lá estava um ser encapuzado. Eu não ouvi ou vi o grito de Hati outrora, mas cogitei ter sido sobre isso. Precisei só de alguns instantes para raciocinar e repentinamente gritar:
- MEREDITH, UM ESPIÃO! - Apontei na direção da fuga, correndo em sua direção. De imediato Hati e Ran vieram atrás de mim.

É agora que eu descobriria o quão impactante eu sou para esse troço.

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por Cocaine
em Seg Jan 16 2023, 19:54
 
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Flesh without Blood


Quando o castelo caiu por terra (literalmente), Kouman estava ainda um pouco anestesiado demais para notar. A névoa colorida tomou nossas costas e, pela graça divina, ele não se incomodou. No máximo, dera um espirro alérgico àquela fumaça toda, o que justificara um pouco seu incômodo de outrora.

Eu, particularmente, achei uma gracinha seu espirro fino e infantil, apesar de ser um enorme monstro. Parei um pouco de andar e olhei-o com um olhar de apreciação: ele era uma criaturinha tão amável. Tão sincera, tão ingênua e tão... arg! Um enorme bebêzão. Fui impelida a abraçá-lo com bastante força.

Sim, foi do nada que eu parei e lhe abracei; por causa de um mísero espirro. Tentei prendê-lo em meus braços mas sua cintura era larga demais para tal. Kouman, sem entender muito bem o ato, continuou andando e acabou tropeçando em si mesmo, caindo no chão e me levando junto. Bleh, não me machuquei, de forma alguma, na verdade cai em cima das pernocas de T-tar, o que me fez rir. No fim, aquele ato só serviu para atrasar a gente um pouco.

Isso e, é claro, eu comentar com Kouman, bem baixinho, que Nidoking e Luke pareciam estressados com ele. A partir de agora, o grande monstro ficaria mais atento a isso.

Eu diria que levamos um tempo para nos recompor e voltar ao ritmo. O tempo fora tanto que eu não estava ao lado quando Hati, por instinto, latiu enraivecida. A sobrancelha da pokémon já estava se arqueando, o canino já estava se levantando e um rosnar característico tomou suas cordas vocais. Encarou o alvo por um instante e, quando ele abaixou o capuz, não pretendeu baixar a guarda; estava realmente enraivecida.

Só "desarmou" um pouco quando vira que a arma era não mais que uma agulha, dando uma revirada com os olhos, um bocado emputecida e decepcionada. Ela, com um bocado de classe, levantou o queixo e respondeu:
- Pra saber tem que jogar uma moeda, não uma agulha - Foi um pouco ríspida, mas a brincadeirinha não deixou que tudo corresse tão mal assim.

Antes de chegarmos no estábulo, T-Tar parou em uma moiita e raptou uma flor. Quando terminou de puxá-la, viu-se teleportado imediatamente para junto dos outros; tal qual eu fui. Pisquei algumas vezes, tentando entender como diabos isso foi acontecer, mas no fim só aceitei: sonho é assim mesmo. Olhei os Mudbrayzinhos e analisei o quão viável era montar neles. Olhei para Ran e a sapa confirmara com a cabeça sua vontade. Olhei para Hati e, apesar dela mostrar um descontentamento enorme com a montaria, percebi que nem mesmo se quisesse seria possível montar. O bípede restante, Kouman, estava tão medroso que preferiu prosseguir a pé.

Que seja, montei num cavalo, enquanto Greninja pegava outro para si. Imediatamente o cenário se tornou outro e eu me vi indo até um vilarejo, repleta de sentimentos que não são meus. Só precisei de um instante para concluir o mistério:
- Isso vai dar merda - Falei em voz alta, sem explicar muito o que quis dizer.

Mas eu, verdadeiramente, acho que alguém vai matar alguém. Eu chuto essa Meredith, porque ela ta manipulando muito esse príncipe bobinho. Tal qual eu pensava, Luke disse a mesma coisa em voz alta, quando já havíamos no teleportado mais uma vez para uma taberna.

Ali eu posso lhe confirmar: eu estava no meu ambiente de segurança. Deixei grande parte da trama disso para trás e me sentei bem na frente de meu parceiro, pegando um copo de cerveja típica e deixando que Meredith apresentasse o príncipe para aquele grande mundo:
- É igual aquele episódio de House of Dragons... - comentei, levando um dedo até a boca. Um pensamento me veio a cabeça e, para sumir com ele, fui obrigada a virar toda a cerveja de vez. Infelizmente não funcionou, além de acabar me fazendo soltar palavras que não deviam - Meu deus, só não pode acabar com org - Um pingo de noção me fizera não terminar aquela palavra e dar uma gargalhada idiota. Peguei outra cerveja.

Ran, que não gosta tanto assim desses expressões culturais burras (pessoas bêbadas, de modo geral), acabou andando pelos cantos, rezando para não ser incomodada. Hati, por outro lado, sentou-se na terceira cadeira da nossa mesa e começou a lamber alguns drinks. Kouman, que FINALMENTE, AMÉM SENHOR, começava a se acostumar com o ambiente, se aproximava da mesa de fininho e colocava a flor - que outrora pegou de um arbusto - no campo de visão de Luke, lhe entregando:
- Desculpa, monsieur - Disse o T-Tar, com uma voz meio tremida, bem tímida.

Achei o ato tão fofo que fiquei vermelha, ainda que não fosse eu que estivesse participando daquilo ali. De relance, voltei a prestar atenção na taberna, bem a tempo de ouvir o convite para dançar. Infelizmente, fui um pouco franca quando falei:
- Desculpa, Philip, mas eu não sei dançar...

Posts Day Care: #Togekiss #Araquanid #Pincurchin 24
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por Cocaine
em Seg Jan 16 2023, 18:04
 
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Tópico: Flesh without Blood
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Flesh without Blood


Mais ríspida que a reação do príncipe foi a careta de Luke e Thetis quando tiveram que enfrentar a tormanta de Kouman. Ali, olhando-os em desespero, eu entendi que o sentimento do meu pokémon não era apenas caótico, como medroso. Devo admitir que minha raiva se dissipou imediatamente e uma preocupação me tomou por completo.

Se Tyranitar fora o único que não se vestiu propriamente ao evento, será que ele também não viera para a mesma realidade onírica que nós? Tentei alcançá-lo, um pouco eufórica, mas a areia me impediu.

Por sorte (ou não), a intercessão da moçoila (que mais parecia uma professora) resolveu não só o problema materializado, como também o nó que eu dei em minha cabeça: Kouman está ali, sã e salvo, no mesmo plano onírico que nós. Isso de se perder em planos oníricos nunca é muito saudável. No mais, o vi cair em um sono profundo, levantando todos que estavam de pé naquele tablado mal-encaixado. Eu mesma, pouco mais pesada que Ran, quase cai para trás. Era difícil me equilibrar naqueles sapatos de sola lisa e laços fracos.

Por sorte, não cai. Fiquei firme o suficiente para dizer:
- Obrigada - Meu olhar ainda estava em T-tar, mas Hati e Ran agradeciam com os olhos focados na senhora - Mas porque só ele dormiu? - Indagou Houndoom, com uma pergunta bastante interessante - Afinal de contas... a música todo mundo ouviu, não é?! - Completou Ran.

Eu diria que isso ficara em mim como uma pulga atrás da orelha, mas não durou mais de 15 segundos para essa pulga "pular fora". A resposta me era óbvia: estamos num sonho, bobinhas. Por isso, relaxei quando vi Kouman acordar e voltar ao novo-normal. Quer dizer, ele passara por uns instantes conturbados tentando parar a tempestade de areia que gerou, mas não conseguia sozinho. Agora, antes de invocá-la, era recebido por uma voz muito mais doce e jeitosa que a minha, lhe fazendo suspender o medo.

Aqui, meus amigos, admito que senti inveja. Ciúmes? É, ciúmes talvez seja a melhor palavra: uma mulher que nem existe doma meu pokémon melhor que eu. Não falei em voz alta, mas meu rosto franzido talvez tenha deixado a demonstrar. Preferi o príncipe, que tal qual uma criança, compreendia o tédio daquela situação.

A conversa daqueles dois ficava interessante, mas preciso admitir que eu tendia a concordar com aquele pirralho em quase tudo. Talvez por birra; talvez não. Por fim, duas perguntas vieram a minha cabeça, mas só a primeira eu iria fazer:
- Porque a arte estaria em um estábulo? - Minha confusão era digna de um cartoom. Minha expressão era tão caricata que se tornava até besta.

A segunda pergunta, que preferi não vocacionar, era "onde fica o estábulo?". A decisão fora por uma questão mais lógica: certamente ele fica fora do castelo, por isso inferi que, ao sair dele, o veria. Com isso em mente, comecei a marchar em direção a porta pela qual entrei. Se estamos no "mesmo castelo", a porta deve estar lá ainda.

Posts Day Care: #Togekiss #Araquanid #Pincurchin 23
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EGG Goomy 46/80
por Cocaine
em Sex Jan 13 2023, 13:43
 
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Flesh without Blood


- Eu acho que a gente logo mais descobrir - Disse a Luke, sem adicionar mais palavra alguma. Apenas fiquei ali, com meus pokémons esperando ver o que acontecia.

Não direi "repentinamente", pois eu já estava esperando alguma ação, mas em algum momento as fumaças começaram. Não direi também que eram estranhas a mim, pois não eram. O tom multicolorido e a densidade daquela névoa me lembravam bem a Munna que outrora vi; tinham um tom familiar. Rodopiei com ela, respirando fundo.

Meu pensamento era tão óbvio quanto podia: se a respirei para dormir, agora devo acordar também. Minha surpresa veio quando eu entrei numa espécie de sonho ainda mais profundo e, quando abri os olhos, o cenário mudou. Digo, eu perceberia melhor a mudança de cenário se não estivesse com os olhos e ouvidos presos nos músicos que "spawnaram" ali repentinamente.

Kouman, em específico, não parecia gostar disso. Como uma boa criança, ele tinha medo de sonhos e, por consequência, tinha medo de dormir. Por isso, foi pra frente e começou a se mexer um pouco inquieto no palco, tentando espantar a névoa ao redor, evitando que a mudança ocorresse. Facilmente o único telespectador poderia confundir aquilo com uma dança, se fosse tolo o suficiente para tal.

Talvez por esse expurgo, Kouman era o único nu. Eu tinha comigo um vestido rosado e longo, menos rosa que minhas madeixas. Greninja ganhara um sobretudo masculino e Houndoom uma coleira com uma flor rosada e um guizo irritante.

Hati e Ran, como as únicas com neurônio nessa equipe, perceberam o telespectador logo de cara. Seus ouvidor hábeis perceberam que aquilo se tratava de uma espécie de teatro e, tal qual atores fazem, referenciaram a plateia-una. Com um "hum hum", a Greninja chamou minha atenção. Olhei para elas e, logo em seguida, olhei para onde olhavam: para a esquerda.

Meus olhinhos subiram as escadarias de madeira e chegaram até um trono muito bonito, num cenário um bocado instável. Quer dizer, não sei se aquilo cairá, mas certamente ser feito de madeira não me passava segurança. Tal qual as duas pokémons, ignorei Kouman e o reverenciei.

Depois de muito andar pelo palco, o pequeno-grande Tyranitar cansou-se de enxugar gelo e deu um belo rugido, trazendo uma tempestade de areia ao campo. Ele acreditava que assim resolveria melhor o problema da neblina. Eu, como não esperava isso, tive a boca cheia de areia repentinamente e me vi cuspindo um pouco no chão. Ran, tão ludibriada quanto eu, levou seus longos dedos aos olhos, protegendo-os, enquanto Hati apenas se abaixou, deixando que os chifres cortassem o vendaval avassalador.

Depois de nos adaptarmos minimamente bem, gritamos em couro:
- KOUMAN!!!! - Dissemos, num coral feminino.

Posts Day Care: #Togekiss #Araquanid #Pincurchin 22
EGG Deino 80/80
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por Cocaine
em Qua Jan 11 2023, 12:51
 
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