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[Evento] Visita Especial

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Mensagem por Sckar em Sab Dez 24 2016, 21:59

Prólogo:
Sckar havia acabado de terminar sua 2º batalha na Battle Factory e ido para o Centro Pokémon, onde treinaria. Estava um tanto depressivo e apreensivo. Depressivo porque estava cansado de ser caçado por um assassino que não o deixava ser feliz ou viajar com sua família e amigos, assim como fazia no início de sua jornada. Desde um pouco antes de viajar para Hoenn, o pequeno garoto de Viridian City havia se separado de sua mãe e amigos, pois esses iam arrumar as coisas para a imigração enquanto o garoto tentou colecionar o máximo de insígnias que podia. Porém veio a Copa Hoenn e ele não foi encontrá-los como havia combinado, isso porque ao fim de sua participação no campeonato, fez uma amiga nova, a qual era uma fã dele (graças à exibição da Copa na TV), mas seu arqui-inimigo os atacou e matou a menina. Depois ainda matou uma mulher que o ajudava, pois esta o traiu para salvar o menino.

Desde então, o pequeno Sckar vem caindo num poço de areia movediça e sem fundo, de tão depressivo que a solidão e a culpa que sentia. Afastou-se de todos e vem dando desculpas à meses, para não se reencontrar com ninguém e nem fazer novas amizades. Pois não quer que Kamen Rocket machuque mais ninguém. Vem se fortalecendo como um louco, procurando cada vez se tornar mais e mais forte.

Mais recentemente, na Rota 115 em uma área rochosa, ele encontrou um bebê abandonado sendo criado por uma Graveler e um pequeno pokémon suíno com poderes psíquicos (os quais usava para criar esferas de água para afugentar o menino) e que carregava uma esfera rosa em cima da cabeça, o qual o garoto nunca conseguiu decorar o nome da espécie.


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Imagens meramente ilustrativas.

Sckar apelidou a Graveler de "Dona Graveler" e convenceu-a à deixá-lo levar o bebê recém-nascido para a cidade mais próxima, onde seria tratado. Depois voltou, para procurar os pais do bebê, mas descobriu que estes estavam mortos e que haviam sido vítimas de experiências genéticas. E que fugiram para salvarem o filho. Mas a Oficial Jane entregou o bebê para alguém que disse ser o tio do bebê e levou-o para Mu Island. Agora Sckar estava na mesma ilha, procurando o bebê e investigando esse suposto tio. O qual já estava quase provado que não só não era tio, como provavelmente havia usado uma identidade falsa para reivindicar a guarda do bebê.

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Imagem meramente ilustrativa.

Enfim, tudo isso deixava um menino de 10 anos, cada vez mais maduro de um jeito muito problemático e consideravelmente traumático. Por isso vinha sendo engolido pela depressão pouco à pouco, mesmo que não deixasse isso transparecer para ninguém, nem família, nem amigos e muito menos pokémons. Mas estes o conheciam melhor que ninguém, melhor até que ele mesmo e percebiam, sempre tentando obedecê-lo e apoiá-lo em tudo, para que ele ficasse mais feliz.

Sckar sabia de tamanha dedicação de seus pokémons, mas não percebia que eles vinham se esforçando muito mais nos últimos meses, para aliviarem-no de seus traumas. Agora, no Centro Pokémon, o garoto entrou e deu de cara com um cartaz anunciando o evento beneficente. Parou em frente à este e leu-o e pensou:


Pensando bem, eu sou órfão! Mas tive sorte da mãe me adotar quando meus pais morreram. Então não precisei ir para um orfanato. Dizem que a vida nos orfanatos é muito dura...

Ele se referia à sua mãe adotiva, Cindy Klaus, amiga de longa data da mãe biológica do garoto e após a morte desta e a suposta morte do marido (desaparecido), ela resolveu adotar o bebê e o criou como se fosse sua mãe biológica, mesmo nunca tendo escondido o triste passado do menino, pois ela não achava que era certo mentir. Independente da situação ou dos motivos.

Acho que seria interessante ir e ajudá-los à passar essa data de forma mais alegre.
...
À quem estou querendo enganar?
Eu não irei!
Não posso ir!
Se eu for... Kamen Rocket pode me encontrar e machucar as crianças e os funcionários, todos inocentes...
...
É uma pena, mas não irei!


Ele saiu e foi para seu quarto no dormitório do CP de Mu Island, onde deitou-se na cama para descansar após a árdua batalha que tinha tido. Enquanto isso, pensava no anúncio, não conseguira tirá-lo de sua cabeça:

O natal está chegando...
Lembro que a mãe fazia um verdadeiro banquete em casa, mesmo sendo só nós dois. Ela convidava alguns amigos nossos, mas no horário mais importante... à meia-noite, éramos só nós dois. Todos os outros passavam com suas famílias, em suas casas... creio eu.
Ela fazia panetone, chocotone, bolos, salgados e doces de diversos tipos... era tudo uma delícia... Esse será o primeiro natal que passamos longe um do outro...
...
Mas as crianças no orfanato... algumas nunca devem ter tido nem mesmo um único natal como os que eu sempre tive com ela. Eu tive muita sorte por ela me adotar. E infelizmente, nem todos tem essa sorte... Sinto muito por essas crianças... mas se eu for... talvez Kamen apareça e as machuque. Eu não posso ir!
...
Mas também, talvez ele nem apareça... talvez ele nem esteja por perto. Talvez ele também tenha família e esteja curtindo as festas com eles... Aí terei deixado de fazer o bem para aquelas crianças por nada.
...
Se tivesse um jeito de ir e não correr o risco de atrair o Kamen até lá....
...
...
Espere, tive uma ideia! Posso ir disfarçado, assim ele não me reconhecerá e as crianças não ficarão em perigo!
É um ótimo plano, mas como irei me disfarçar?


O garoto fechou a janela e a porta de seu quarto, depois começou à revirar sua mochila, separando algumas roupas novas que sua mãe havia mandado no último pacote que ele retirou no correio. Encontrou as roupas novas, vestiu a roupa bem colada ao corpo, preta e em duas peças, calça e camisa, parecia uma legging para o corpo todo , depois vestiu seu shorts bege - menor que as que costuma usar -, uma camiseta azul marinho, um casaco grosso e com capuz - que combinava com o shorts - e uma par de tênis - que também combinava. Mas só trocar de roupas não era um disfarce, era apenas uma muda de roupas. Então ele pegou seu óculos de aviador, tirando-o de sua testa e guardando-o na mochila novamente. Mas ainda faltava algo. Começou à revirar o quarto todo, pois nada em sua mochila parecia ser algo que pudesse ajudá-lo. Após alguns minutos de muita bagunça, ele encontrou embaixo da cama uma peruca preta esquecida ali. Era um penteado curto e liso, com franjas maiores do que as que ele tinha naturalmente. Ele colocou a peruca e logo se olhou no espelho, e percebeu que seu colar com a pokébola de Sckar entregaria sua identidade, então jogou a mesma pra dentro da camiseta, pegou sua mochila e à pôs nas costas, então olhou o próprio reflexo novamente. Agora sim, ficando satisfeito com o resultado - pois sua mochila era bem comum e simples, era apenas preta, não tinha nenhum detalhe, símbolo ou qualquer coisa, então julgou que não entregaria sua identidade -, ele saiu do quarto e foi até o saguão principal, acessar o seu Storage através de um dos PCs do estabelecimento.

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Imagens meramente ilustrativas do antes de depois de Sckarshatallas Akuma.

Ao chegar no PC e acessar seu Storage, começou à pensar:

Mas quais pokémons levarei para visitar o orfanato? Provavelmente não terá um PC lá pra que eu acesse meu Storage, então melhor levar os 6 que mais terão chances de divertir as crianças!
Bem, meninos costumam gostar de poder e pokémons que ao menos, pareçam fortes.
Meninas devem gostar de coisas mais fofas.
Claro que há exceções, mas acho que posso me basear nesses dois perfis. Então levarei três pokémons pra alegrar os meninos e três pras meninas!
Mas quais?


Ele fazia uma pausa em seu pensamento e logo o retomava:

Bem, a maioria dos meus pokémons são de fora de Hoenn... o que torna a maioria deles em pokémons muito raros por aqui...
Acho que quando se fala em poder e aparentar ter poder... os meus três pokémons que mais se encaixam nisso, são: Sckar, Frogsauro e Bruce. Sckar é um Charizard - que além de ser um lagarto alado cuspidor de chamas -, é maior que os demais. Charizards costumam ter 1,7 m. Mas o Sckar têm 2  m. E também tem uma pinta no rosto, que não costuma existir.
O Bruce também é maior, Hitmonlees costumam ter 1,5 m mas tanto o Bruce quanto o Sckar tem o tamanho do Frogsauro, contando de seus pés até o topo de seu bulbo. Desses 3, só o Frogsauro tem o tamanho padrão de sua espécie, já que Venusaurs possuem 2 metros naturalmente.
Então está decidido, para divertir os meninos: Sckar, Frogsauro e Bruce serão ideais!
São pokémons raros, grandes, aparentam ser muito fortes (e realmente são muito fortes) e são muito obedientes à mim, o que me dá maior segurança para deixá-los se relacionarem com as crianças.
Sckar e Frogsauro já estão comigo, mas Bruce está no Storage... Então enviarei Salem, a Misdreavus e pegarei o Bruce.
...
Agora para as meninas...
...
Três Pokémons fofos, bonitos... Mas o que as meninas acham fofos e bonitos?
Talvez o Rosalgar... Parasects são insetos muito bonitos!
Hum... será?
Nunca vi uma pelúcia de Parasect...
...
Epa!
"Peraí"!
Agora que me lembrei... Quando éramos pequenos, apareceu um Parasect onde brincávamos na Rota 01, perto da entrada de Viridian City.
A Bel surtou, chamou o Parasect de feio e nojento!
Aiaiaiai... Acho que o Rosalgar está mesmo fora de questão! Pois se as meninas do orfanato reagirem como a Bel reagiu naquela época... Não só irei constranger e magoar o Rosalgar, como também será um tiro saído pela culatra, pois não animarei as meninas órfãs.
...
Então quem?


O garoto ia olhando seu Storage pelo PC, refletindo quais seriam as melhores opções e quais estavam fora de cogitação:

Toddynha é uma Croconaw muito bonita e diferente, pois é consideravelmente menor e suas escamas são um pouco mais escuras que os demais de sua espécie. E é bem rara por aqui... Porém, seu temperamento pode ser muito difícil de se lidar. Apesar de ser obediente, não me parece uma boa ideia levar uma pokémon tão violenta pra visitar crianças carentes. É capaz de eu traumatizá-las! Ou pior... deixá-las machucadas fisicamente. Então Toddynha... nem pensar!
Aqualad também é de Johto e por isso é raro aqui. É um pokémon fofo e bonito, muito alegre e animado. Acho que ele se dará bem com as crianças... Ficará na lista do "talvez"....
Tutle é um Wartotle ainda pior que a Toddynha, pois é violento e não é obediente... então, fora de questão! O que é uma pena, pois é raro por aqui e seria uma chance de mostrar o trio de iniciais de Kanto pras crianças do orfanato...
Starshock é uma Luxio Shiny, o que a torna ainda mais rara por aqui. Já que é um pokémon original de um lugar muito longe... se não me engano a terra natural dessa espécie é uma região conhecido como Chino... Sino... acho que era algo assim.... Ah, Sinnoh! E é bem longe daqui, pelo o que ouvi dizer.
Então é isso, Starshock virá!


Então ele trouxe a sua leoa shiny e enviou Horns, o Stantler para o Storage. E continuou olhando e pensando sobre cada pokémon, até que decidiu-se pelo 5º pokémon:

Hummm... é mesmo... essa Petilil roxa que me mandaram é rara não só por ser de uma região ainda mais longínqua que Sinnoh, mas também por ter uma coloração única e não ser Shiny. Essa Petilil do Holy Park deverá servir para animar as meninas... sempre ouvi dizer que garotas gostam de flores. Então um pokémon flor tão rara e bonita quanto essa... deverá animá-las bastante!

Para pegar essa pokémon, ele enviou Firestorm, a patinha de fogo e que era bem desanimada.

Firestorm é uma Magby e isso seria bem interessante pras crianças. Tanto meninos quanto meninas... Mas uma pokémon tão apática assim não seria um atrativo pros órfãos... então Petilil deverá se dar melhor! Assim espero...
Agora só falta pensar no último...


Voltava à olhar seus pokémons, procurando decidir-se quem seria o 6º e último do time que iria animar as crianças:

Hummm...
Espera!
É isso!
Morfo!!
Dittos são muito raros e seu poder de transformação é único... Isso deverá agradar e muito às crianças.


Então ele mandou o Egg de Torchic de volta pro Storage e pegou seu Ditto, Morfo. Para então deslogar sua conta no Storage e desligar o PC.

Agora que já escolhi o time... preciso decidir o que levar... a mãe deve saber me ajudar com isso!

Ele pensou, então afastou-se do PC e sentou-se num banco  do salão de esperas, que estava vazio. Pegou seu celular e ligou para sua mãe. Preferiu ligar pelo celular ao invés do vídeo-fone porque tinha medo de estar sendo observado à distância e o reconhecerem pela imagem de sua mãe na tela do comunicador público. Já o celular parecia mais privativo e seguro.

- Alô mãe, tudo bem?

- Sim... Sckar?
Mas que visual é esse?
Seu cabelo...
Isso é uma peruca?


- Haahahahahah... sim, sim... Vou te explicar tudo
Fica calma e escute com atenção, pois precisarei de sua ajuda.
...


O garoto então explicou tudo para sua mãe e sua intenção de passar o natal com as crianças do orfanato, já que de qualquer jeito ele estava "preso" naquela ilha, devido à competição chamada Battle Factory. E sua mãe continuava "presa" à Rustboro City, arrumando sua nova casa, então ela teria que passar o natal sem seu filho pela primeira vez em 10 anos. Mas ela não passaria sozinha, já que Patrice - a ex-criminosa -, agora morava com ela. E também porque as famílias de Bel e Tarso passariam na casa dela, numa tentativa de ajudá-la à passar seu o filho. Todos entendiam que de todos eles, ele era o mais dedicado em alcançar seu sonho de ser o mais forte dos treinadores. Mas estavam errados, não era por isso que ele não voltava! Era por medo de envolvê-los numa batalha de vida ou morte contra um cruel psicopata que o perseguia e atendia pelo codinome de Kamen Rocket.

Após o garoto explicar tudo e fazer seu pedido, sua mãe concordou e disse que ajudaria-o e mandaria alguém entregar tudo o que ele pediu, diretamente no endereço do orfanato. Bastava ele passar o endereço do local quando pegasse com a Joy, ele concordou e disse que passaria por mensagem de texto do celular. Os dois se despediram melancólicos e desligaram.

Ele então caminhou até a Joy e se inscreveu no evento, pedindo o endereço de um orfanato, ela sorriu animada, pediu pra ele assinar um papel e ele a atendeu. Então ela anotou o endereço em um papel e entregou pro garoto, depois ambos se despediram e o rapaz saiu do CP, usando o celular para enviar o endereço para sua mãe, via mensagem de texto. Tudo isso havia demorado cerca de 1 hora e ainda faltava 2 horas para o horário do almoço. O garoto iria correr!

Arrecadações:
Ao sair do CP, Sckar corria pelas ruas, batendo de porta em porta, explicando o que pretendia fazer e perguntando se a pessoa tinha alguma doação. Poderia ser qualquer coisa: roupas infantis, brinquedos, comida... Principalmente brinquedos e doces. Mas era difícil que o levassem à sério, pois era apenas um garoto de 10 anos, quase 11 e estava sozinho. As pessoas achavam que ele queria pegar as doações pra si mesmo. E sendo um garoto bem vestido e bem de saúde... as pessoas deduziam ser apenas um aproveitador e que não precisava de nenhuma doação.

Porém, haviam algumas pouquíssimas pessoas que o reconheciam, mesmo de peruca e roupas um tanto diferentes das habituais. O reconheciam como Sckar, um dos 16 melhores colocados na Copa Hoenn. Muitos desses diziam terem se tornado grandes fãs do garoto quando assistiram sua batalha contra Rosemary. Muitos pediam para verem Bruce pessoalmente. Mas como ele estava disfarçado e não queria revelar sua identidade para quem observasse de longe... ele mentia e dizia que Bruce não estava consigo. Então as pessoas pediam para tirarem uma foto com ele e por um autógrafo. Ele sentia-se um tanto incomodado e sem jeito. Mas aceitava animar as pessoas naquela época, não só por serem fãs e uma data especial, mas também porque esperava que se não dissesse não há eles, eles também não negariam doar algo para as crianças órfãs. Ele só não aceitava tirar sua peruca, mesmo as pessoas pedindo. Ele explicava que o disfarce servia para que ele não fosse interrompido por muitos fãs e assim pudesse concluir à que se propôs fazer pela crianças do orfanato. A maioria dos seus fãs achavam isso muito louvável, mas alguns achavam que era alguma desculpa e ficavam bravos, batendo a porta em sua cara. Ele não tinha tantos fãs quanto aqueles que foram melhor colocados. Mas sua pouca idade e o desempenho de Bruce, faziam-no se tornar algo similar à um "superstar". Ele sabia que as pessoas estavam mais impressionadas com esses dois fatores do que com seu desempenho no campeonato. Era de se esperar que as pessoas os subestimassem pela pouca idade e mais ainda, que após o subestimarem, o enaltecessem além da conta, após verem que haviam errado ao subestimá-lo. Alguns o tratavam como uma jovem promessa de prodígio futuro. Outros o tratavam como um dos melhores da atualidade. Mas o pequeno não deixava nada disso subir-lhe a cabeça, a única coisa que podia ter tal efeito nele era uma boa sequência de vitórias contra oponentes difíceis. Ele havia batido em cerca de 300 casas, apenas umas 40 haviam o reconhecido e destas apenas umas 5 não fizeram nenhuma doação. Porém um único casal sem filhos, prometeu que iria até o orfanato mais tarde e fariam uma grande ceia para as crianças. Sckar não botou muita fé, mas passou o endereço. Afinal, não custava nada tentar confiar, mesmo que estes não tivessem doado nada naquele momento, talvez fossem e fizessem algo muito bacana para as crianças.

No início o garoto carregava tudo sozinho, mas com o passar do tempo, as doações se acumularam à tal ponto que para carregar todos os sacos de comida, brinquedos, roupas, materiais escolares, kits de lápis de colorir e de canetinhas acompanhados de livrinhos também para colorir, kits de primeiros socorros e até produtos de limpeza (obviamente esses dois últimos grupos de doações eram para o orfanato em si e não para as crianças), ele precisou chamar o Frogsauro, afinal ele era de tamanho padrão. Mas suas cicatrizes poderiam entregar sua identidade. Percebendo isso o menino de Veridian o liberou num beco grande e vazio, ali ele pegou um pouco do esparadrapo que ele sempre carregava consigo para emergências - e não dos kits doados - e cobriu as cicatrizes, depois as pintou com uma canetinha verde clara, fazendo parecer que aquele Venusaur tinha mais "verrugas" do que de costume. Guardou a canetinha de volta no kit (que teve que abrir) e o seu esparadrapo de volta á sua mochila e esta às suas costas. Entregou algumas compras para que o seu pokémon carregasse com seus chicotes de cipó e voltaram à caminhar pelas ruas pedindo. Mas mais algum tempo depois, precisou chamar Morfo e pedir que este se transformasse no Frogsauro para também ajudar à carregar as doações. Porém, este não mudava sua força ao se transformar, então pode ajudar carregando menos do que o Frogsauro original. Quando acabaram de arrecadar tantas doações quantas poderiam carregar, já havia passado da hora do almoço, quando Sckar, Frogsauro e Morfo chegaram disfarçados ao orfanato.

Este ficava no centro da cidade e era um orfanato municipal e não uma ONG. O governo mantinha-o limpo e bem conservado, porém sua fachada com uma pintura velha de um estilo clássico e sóbrio davam um "ar" triste para o lugar e nada infantil. Suas janelas estavam bem conservadas, mas as paredes e o muro estavam pichados em todo canto, mas não havia nada quebrado - ao menos que pudesse ser visto de fora. O parquinho era pequeno, muito pequeno para o tamanho do casarão. O qual indicava que muitas crianças viviam ali para haverem apenas 2 gangorras e um escorregador que desembocava numa pequena caixa de areia. Haviam algumas árvores, mas nenhuma era bem cuidada ou podada. Pareciam serem deixadas à própria sorte e "boa vontade" do clima. Por isso algumas estavam mais secas e outras estavam com os galhos grandes e desordenados demais, era quase como na natureza, em um bosque qualquer. Nem parecia um jardim.

Sckar tomou fôlego para respirar fundo e então tocou o interfone. Quando o atenderam e perguntaram quem era e o que queria, ele respondeu:


- Sou um treinador pokémon que veio prestar alguma ajuda nessa data tão comemorada. A enfermeira Joy me mandou para cá. E eu me chamo Sckarshantallas Akuma.

Então aguardou alguns minutos até que uma senhora bem alta e gorda abriu o portão e olhando para o garoto comentou sem nem cumprimentá-lo:

- Mas é só um garotinho...

Sckar apenas sorriu e a cumprimentou com um aceno de sua cabeça, então parou e apontou pro Frogsauro e para Morfo que o seguiam, entrando no jardim:

- Trouxemos todas essas doações. Onde podemos deixá-las?

A senhora se espantou com um pequeno grito, Sckar não sabia se ela havia se assustado com dois Venusaurs no jardim ou com o tanto de pacotes que estes carregavam. Talvez ela tenha se assustado com ambas as coisas...

Conhecendo o Diretor do Orfanato:
A senhora se chamava Clementina e mostrou-se bastante simpática - apesar da impressão inicial -, ela disse para deixarem as doações na entrada do casarão e mandou o menino ir falar com o diretor no andar de cima. Ele mandou seus pokémons deixarem as coisas ali, com cuidado e depois os recolheu e dirigiu-se o andar superior. Olhando para trás, viu que Clementina chamava duas pessoas, dois homens e eles alegremente começaram à carregar todas as doações para dentro do orfanato. Sckar sorriu e continuou caminhando até a escada de madeira. Mas agora, olhando para frente.

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Imagem meramente ilustrativa.

Era uma escada velha, mas em bom estado. Não era luxuosa, mas não estava podre e nem sofria com cupins ou  qualquer outra praga. Ao menos não para os olhos de uma criança que não entendia nada daquilo, como Sckar. Não tinha fiapos e nem lascas, não tinha nenhuma ponta quebrada ou coisa parecida, mas era cheia de manchas. E apenas na parte da frente dos degraus, é que tinham alguns buracos, mas nada que ameaçasse a saúde e o bem estar de alguém.

Sckar estava estranhando não ter visto nenhuma criança, quando viu uma menininha de uns 4 anos, vestido rosa e uma pelúcia de um pokémon pintinho. Sckar já havia o visto num cartaz quando mudou-se pra Hoenn, mas nunca havia visto um de verdade e nem sabia o nome daquele pokémon. Só sabia que era o inicial de fogo daquela região.


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Imagem meramente ilustrativa.

Ele sorriu pra ela enquanto ainda subia o segundo lance de degraus da escada, mas ela virou-se e saiu correndo antes que ele pudesse dizer qualquer coisa. Isso o abalou um pouco, pois esperava uma recepção mais calorosa. Mas depois, pensou um pouco e chegou à conclusão que a menina poderia ser tímida e ter fugido dele por ser um desconhecido. Então ele chegou ao último degrau e sorriu com tal pensamento. Olhou para os dois lados do corredor e viu a menininha entrando correndo numa porta. Provavelmente era algum quarto, pensou o treinador. Mas primeiro ele teria que ir falar com o diretor e à esquerda, quase em frente à escada, tinha uma porta que tinha uma placa escrita: "Diretor  William Sceptile".

Sckar não conhecia aquele pokémon, então nem percebeu que aquele sobrenome era um nome de pokémon. Apenas caminhou e bateu na porta. Alguém gritou para esperar um pouco. Era uma voz grossa e rouca, provavelmente alguém de idade, pensou o garoto. E quando a porta se abriu, tinha um homem negro, careca e de terno. Bem mais jovem do que a voz sugeria. Ele abre um grande sorriso e diz:


- Oh, você é o garoto que Joy enviou para nos ajudar hoje? Você se chama Sckáshanti Alma, né? Realmente é bem jovem. Você entende a responsabilidade do que está se comprometendo?

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Imagem meramente ilustrativa.

Dizia o homem dando espaço para Sckar entrar e apontando para uma cadeira, para que se sentasse. Depois fechou a porta e sentou-se do outro lado da mesa, de frente pro menino de Viridian, que antes mesmo do homem se sentar, já estava respondendo-o com um sorriso no rosto, controlando pra não rir do como o homem havia pronunciado seu nome e tentando não ser grosseiro ao corrigi-lo:

- Sim, sou eu, Sckarshantallas Akuma. Mas pode me chamar apenas de Sckar, é mais fácil e é o como todo mundo me chama.
E eu tenho noção. Já estou viajando como treinador há quase 1 ano e nos últimos meses tenho viajado sozinho. Desde que as chuvas começaram em Kanto e minha mãe começou à ajeitar nossa imigração para Hoenn. Continuei viajando por Kanto e Johto sozinho até não ter mais condição de ficar por lá. Aí vim pra cá e estou sozinho aqui desde então.


- Oh, desculpe... Errei seu nome, sinto muito. Então o chamarei de Sckar, se não se importa...
Mas a responsabilidade de lidar com essas crianças é bem maior do que se virar sozinho numa jornada pokémon. Na verdade, todas as crianças que não são adotadas até o 10º aniversário, recebem um pokémon inicial do Prof. Birch, uma pokédex e 5 pokébolas, então são expulsas. Isso me dói muito todas as vezes, mas é a lei de Hoenn e não podemos manter crianças com tal idade ou mais velhas. Temos que focar nossos recursos nas menores e que não podem ficar sozinhas na rua.


- Eu não sabia que as crianças que não eram adotadas eram forçadas à seguirem numa jornada pokémon...

- Sim, é uma pena... Mas é a lei e assim poupamos recursos para cuidarmos das que precisam mais de nós! E também, algumas crianças conseguem sucesso nessa carreira, outras conseguem outras carreiras graças ao que lucram com essa jornada.

- Mas alguns não devem ter sucesso, certo?

- Infelizmente você está certo. Alguns caem na miséria, no crime... São muitas tragédias...

- Pode ter certeza que serei responsável!

- Ok, então... Não que eu esteja convencido, mas não custa nada tentar...
Você disse ser de Kanto, né?


- Sim, nasci e cresci em Viridian City. Também sou órfão. Meus pais morreram num deslizamento de terra... se bem me lembro....

Ao ver que o diretor estranhou o garoto dizer "se bem me lembro", este logo se explicou:

- É que eu ainda era um bebê recém-nascido. Se minha mãe não tivesse sempre me contado que eu era filho de uma amiga dela e que meus pais haviam morrido... eu jamais desconfiaria ter sido adotado. Então nunca prestei tanta atenção nessa história, pois minha mãe não é quem me gerou, mas quem me criou. Não que eu seja ingrato... pelo contrário. Parece que ela me protegeu e hoje estou vivo apenas porque minha mãe biológica deu sua vida pra me salvar... Mas infelizmente, ela não me parece real... é como se fosse uma personagem de uma história muito querida. Mas não alguém com quem vivemos e amamos. Entende?

- Claro que sim. Não perfeitamente, pois nunca passei por essa situação... então não entendo direito os seus sentimentos, mas entendo o que quer dizer e fico muito orgulhoso. Acho que você é mesmo responsável o bastante para participar desse evento e lidar com as crianças. Meus parabéns!

Sckar corou e o diretor William se esticou sobre a mesa e cumprimentou-o com um aperto de mãos, logo voltou à falar:

- Algumas de nossas crianças são de Kanto e Johto, refugiadas do cataclismo climático que assolou aquelas regiões... Elas perderam suas famílias e algumas...  até mais do que isso...

Ao perceber que Sckar estranhou o final da fala dele, William se explicou:

-  Algumas se machucaram demais... mutilações, cegueiras, queimaduras e assim por diante... Você está pronto pra lidar com isso, né? Tem mesmo certeza?

Sckar pareceu aterrorizado, até o momento nunca tinha percebido o risco que ele, sua mãe e seus amigos (e familiares destes) haviam corrido e o quão sortudos eram por nada de ruim ter-lhes acontecido fisicamente. Mas logo suspirou e olhando firme nos olhos do diretor, confirmou positivamente a última pergunta:

- Sim, estou pronto! Ao menos agora eu estou... com toda a certeza!

- Que bom! Então podemos ir ver as crianças.

Disse William com um enorme sorriso no rosto, levantando-se e guiando o garoto pela porta e gritando:

- Crianças, venham pra sala de estar! Rápido!!!

Apresentações e as Primeiras Brincadeiras:
Sckar e William desciam a escada e logo o garoto viam uma "pequena multidão" de crianças os acompanhando, Julgava que tinham umas 100 crianças. Ao terminarem de descer e chegarem à sala de estar, William puxava Sckar pro seu lado e com ambos de frente pra todas aquelas crianças que se amontoavam, ele dizia:

- Este garoto é um treinador pokémon, ele tem 10 anos... não é muito mais velho que vocês... E é de Kanto. Ele veio passar o natal com vocês, espero que todos se divirtam. Seu nome é Sckarshantas Atuma. Mas de acordo com ele, podem chamá-lo apenas de Sckar.

O diretor errou seu nome mais uma vez, Sckar apenas sorriu e permaneceu em silêncio, cumprimentando as crianças com um aceno de sua mão direita aberta. O direto então se despediu do garoto formalmente e retirou-se, subindo as escadas, de volta para seu escritório. Assim que ele sumiu de vista as crianças começaram à gritar e correram pra cima do garoto, abraçando-o, apertando-o e gritando muito. Sckar jamais havia imaginado, mas ele era um símbolo pra crianças como aquelas. Ele havia se tornado um ídolo. Não por ser órfão, afinal ela nem sabiam disso. Mas uma criança de 10 anos ficar tão bem colocado num campeonato do nível da Copa Hoenn era um feito e tanto. Algo que não acontecia há tantos anos, que sua mãe ainda era uma criança começando sua jornada quando isso havia acontecido pela última vez. Não, não foi Cindy Klaus, ela só conseguiu algum destaque após certa idade. Mas agora, era a vez de Sckar, um garoto de 10 anos vindo de Viridian, Kanto. Assim como diversas daquelas crianças haviam vindo daquela região, algumas talvez até da mesma cidade. E como todos seriam obrigados à seguirem alguma carreira envolvendo uma jornada pokémon caso não fossem adotados antes de completarem 10 anos, eles se espelhavam no sucesso do menino que viam na frente.

As crianças eram atentas e logo perceberam a peruca e pediram-no pra tirá-la, mas ele se recusou, assim como fizera antes. Outras perguntaram o motivo e se ele havia ficado careca. Ele riu e disse que não era esse o motivo, mas que não queria que outros fãs interrompessem seu dia com elas. Mas um menino mais levado arrancou a peruca e saiu correndo, balançando-a e provocando Sckar. Todas as crianças riram e entraram na brincadeira que não divertia o treinador. As crianças passavam a peruca de mão em mão, jogavam, corriam... Sckar as perseguia, mas eram muitas e o espaço era grande. Ele não conseguia recuperar sua peruca. Até que ficou exausto após quase meia hora correndo de um lado pro outro, mesmo também sendo criança. Estar sozinho num jogo de "bobinho" contra cerca de 1 centena de crianças, era algo que parecia impossível. Sckar apenas desistiu e sentou-se na beirada da escada para pegar fôlego.

Então, as outras crianças se cansaram também e desistiram, o menino devolveu a peruca e perguntou o que fariam agora. Sckar a vestiu e disse:
00]- Querem ir lá fora pra verem meus pokémons?

As crianças entraram em êxtase e correram na frente, rumo ao jardim pelo qual Sckar havia entrado com seus pokémons e as doações. Já o jovem treinador caminhava quase rastejando...

Ao chegarem no jardim, Sckar liberou seu sexteto atual, tirando das crianças vários gritos de êxtase e animação. Como previsto por ele, os meninos adoraram Sckar, o Charizard; Frogsauro, o Venusaur; e Bruce, o Hitmonlee. Este último era o favorito deles, pois havia vencido dois pokémons fortes na Copa Hoenn, praticamente sozinho. E diziam que Sckar e Bruce eram ainda maiores do que imaginavam. E também que nunca haviam visto nenhuma das três espécies antes de assistirem às batalhas dele na televisão. Já as meninas ficaram encantadas com Starshock, a Luxio Shiny; Petilil roxa do Holy Park e todas as crianças se impressionaram com as transformações de Morfo, o Ditto.

Sckar prestava atenção nos rostos das crianças e em seus ferimentos. Um menino não tinha a mão esquerda, outro o braço direito, três meninas e dois meninos usavam cadeiras de rodas, alguns outros estavam de muletas e pinos nas pernas, e alguns sem muletas, tinham pinos nos braços. Um outro menino usava um tapa-olho no olho esquerdo e tinha um que tinha o roto parcialmente queimado. Havia também uma menina surta e aquela que fugiu dele, ele descobriu ter ficado tão traumatizada com o incidente em Cinnabar, Kanto, que deste que viu os pai morrerem nas lavas do vulcão, nunca mais falou. Eram muitas histórias tristes, mas a maioria das crianças pareciam felizes na maior parte do tempo. Isso era algo à se pensar...

Mais Brincadeiras:
Haviam formado uma roda e Sckar estava conversando com as crianças, as quais - agora ele sabia - eram 84 ao todo. Sendo 25 refugiadas de Kanto e 13 de Johto. O orfanato parecia ser muito bom, mas tinha pouca verba, quase nada de dinheiro público era investido ali para cuidar daquelas crianças. Não faltava nada de essencial, como comida ou roupas. Mas tinham poucos brinquedos, a pintura estava precisando ser refeita, a geladeira vazava água, tinha infiltração em quase todas as paredes e quando chovia forte, havia goteiras nos quartos, o que obrigava que todos dormissem na sala de estar. O porão estava cheio de mofo e o sótão também. As crianças comiam sempre as mesmas coisas e quase nunca tinham sobremesas. Nunca saíam, já que estudavam e moravam no mesmo lugar. E poucas crianças eram adotadas entre longos períodos entre uma adoção e outra. E todas as adoções eram cheias de burocracia, o que não só aumentava a angustia dos futuros pais, como também das crianças que esperam um lar afetuoso para crescerem. O que fazia com que algumas crianças não conseguissem ser adotadas antes de serem expulsas dali para seguirem em suas jornadas pokémon.

Sckar contou que também era um órfão e quão boa era sua mãe adotiva e também o quanto adorava ser um treinador pokémon. As crianças se impressionavam e gostavam dele cada vez mais. Ele contou cada uma de suas principais aventuras. Quando iniciou sua jornada pela rota 01, saindo de Pallet com um Charmander e capturando um casal de Rattatas. Depois indo pra Cinnabar, onde enfrentou uma criminosa e capturou uma Girafarig Shiny. Depois quando esta mesma criminosa se tornou uma de suas melhores amigas. Como encontrou Frogsauro (ainda um pequeno Bulbasaur) ferido no meio da rua à noite, assustado e fugindo de Sckar, com tanto medo que machucou-se ainda mais. Também contou sobre o pesadelo que teve induzido pelo poder psíquico de algum pokémon e como capturou Tutle, o Squirtle rebelde, que hoje era um Wartortle. Mas continuava quase tão rebelde quanto no dia em que se conheceram. Alguma pessoas dizia que aquele portal levava pra um "Limbo", mas Sckar nunca acreditou nisso, pra ele foi apenas uma ilusão provocada pelo poder psíquico de algum pokémon que ele não conseguiu encontrar naquela ocasião e foi isso o que ele contou pras crianças, que se impressionavam cada vez mais.

Contou sobre sua participação na Copa União, a evolução do trio de iniciais de Kanto, como capturou a Luxio Shiny, que tinha sido "entregue" para ele pela mãe desta, antes de morrer. Ou seja, Starshock também era uma órfã e isso fez as crianças gostarem ainda mais da leoa dourada. Também contou sobre a vez suas batalhas de ginásio, tanto as que venceu, quanto as que perdeu. Principalmente no Dojo de Lutadores em Saffron, onde não ganhou uma insígnia, mas sim o Bruce. Contou sobre as últimas evoluções de Sckar e Frogsauro. E muito mais. Todas as histórias foram contadas em cerca de umas 2 horas e meia. As crianças riram em alguns momentos, choraram em outros, mas na maior parte do tempo, ficaram absortas nas histórias, apenas ouvindo e com seus olhos brilhando de admiração.

Assim que acabou, Sckar já estava bastante descansado e resolveu brincar com as crianças de novo. Pediu para que Frogsauro usasse seus cipós para levantar as crianças o mais alto que conseguisse e depois as descesse, quase como um brinquedo de parque de diversão ou um bungee jump, Starshock deixava as crianças montarem nela, e então corria o mais rápido que podia. Petilil encantava as crianças, principalmente as meninas, que brincavam a acariciando. Bruce se mostrava acertando uma pilha de rochas, partindo-as ao meio com seu Brick Break. A dupla de Sckars levavam as crianças para um voo, com o treinador montado na frente, "pilotando" o lagarto voador. E atrás, alguma criança agarrada à cintura do outro menino. Morfo ficava fazendo shows com sua transformação e as vezes, se transformava num dos outros e ajudava à aliviar aquela fila. Menos Sckar, Morfo não tinha sido autorizado à se transformar em Sckar e levar as crianças num voo. Isso porque ele não tinha experiência com isso e o garoto preferiu não arriscar a saúde dos órfãos que procurava entreter.

Depois de tantas brincadeiras, viram um Pidgeot chegando pelo céu, com um homem montado e um enorme cesto sendo carregado nas garras do pássaro...

Ceia da noite e Promessas:
O Pidgeot e aquele que o montava, eram entregadores. Estavam trazendo o que Sckar pediu pra sua mãe, Cindy enviar. Eram panetones e chocotones caseiros, feitos por ela. As crianças adoraram e já queriam comer, mas Clementine não permitiu, disse que aquilo só poderia ser comido depois da comida e agradeceu ao menino pelos doces.

A campainha tocou, era aquele casal que havia prometido aparecer e fazer a ceia das crianças. Eles estavam trazendo muita coisa já pronta e outras pra fazerem ali. Cumprimentaram Sckar de longe e depois conversaram com o Diretor William e por fim, ganharam a autorização de se apresentarem para as crianças e usarem a cozinha pra prepararem a ceia. A qual já vinha sendo preparada pela cozinheira local, Joana. Mas os 3 se ajudaram e fizeram muito mais comida.

Quando tudo ficou pronto, todos comeram e se fartaram, ainda assim, sobrou muita coisa, que seria consumida pelas crianças nos próximos dias. O casal se afeiçoou com a menina muda e prometeram pedi-la em adoção assim que o cartório e a assistência social voltassem à trabalhar, depois das festas de fim de ano. E que até lá, a visitariam todos os dias. E que mesmo depois que ela fosse adotada, voltariam sempre pra ela visitar seus amigos e eles ajudarem no que o orfanato precisasse. A menina não respondeu com palavras, mas suas lágrimas falaram muito mais do que ela conseguia dizer. Quem sabe um dia, ela voltaria à falar?

O menino caolho, era Rick e ele disse que completaria 10 anos no mês seguinte e ninguém havia o adotado. Mas não via problema nisso, pois seu sonhos era ser um treinador. E que seria rival de Sckar e o superaria. Sckar sorriu e o desafiou. Após terminarem de comer, se abraçaram e desejaram "Feliz Natal" uns pros outros. Depois entregaram os presentes das crianças, os quais não tinham embrulhos, mas não eram necessários. O que valia eram os sorrisos ao verem seus presentes. Não poderiam ficar acordadas até a meia noite e era hora de encerrar toda a festa. Os anfitriões agradeceram aos visitantes e estes aos anteriores. Depois se despediram e cada um seguiu seu caminho.

Sckar voltava para o Centro Pokémon, pensando em tudo que tinha vivenciado, na felicidade que proporcionou às crianças e que talvez, aquele casal não tivesse ido fazer a ceia se ele não tivesse batido na porta deles, pedindo por doações. E se isso não tivesse acontecido, eles talvez não tivessem prometido adotar a menina muda. Então, sentiu-se feliz consigo mesmo, sorriu e ao chegar no CP, desfez seu disfarce e guardou tudo na mochila, até mesma a peruca que havia encontrado ali. E só então a "ficha caiu":


Se algumas pessoas me reconheceram mesmo disfarçado... Será que Kamen também teria reconhecido? Bem, creio que ele não esteja por aqui, ou provavelmente não deixaria de me atacar com a guarda tão baixa. Mas por que será que ele não estava me seguindo? Será que até um psicopata como aquele, vai passar o natal com a família? Isso é algo à se refletir...

Então vestiu sua roupa costumeira e saiu do quarto, ia treinar mais um pouco...

Realmente estou com saudade de todos... da minha mãe, da Patrice, da Bel e do Tarso... Mas antes de revê-los, tenho que derrotar o Kamen! E pra isso, eu preciso ficar ainda mais forte!

E num último pensamento sobre o dia que havia passado...

E quando o Kamen for detido, fundarei meu próprio orfanato e ajudarei à todos os órfãos do mundo! Ou melhor... ajudarei TODAS as pessoas do mundo no que precisarem! É isso! Aprendi muito hoje, sou abençoado de muitas formas... não no sentido religioso, mas sim por ter uma família amorosa que não é definida apenas por laços de sangue. Meus amigos também são minha família! E farei o melhor possível pra que nunca mais alguém seja machucado ou morto na minha frente! Eu estava perdendo tempo e o foco deixando os fracassos me abaterem, mas devo usá-los para me inspirarem à me esforçar mais! Devo procurar ser cada vez melhor e mais forte! Só assim poderei vingar todas as pessoas que são vítimas de criminosos como o Kamen.

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Mensagem por Victoria em Dom Dez 25 2016, 05:50

Spoiler:

Prólogo


Nunca gostei muito do natal, pra mim, eis o tempo que a hipocrisia chega a tona e balança todos os conceitos de solidariedade.  Não me parece muito difícil fazer o que tais homens-alienados fazem; não se importam com as tais crianças o ano inteiro, já na data do bom velhinho, de bom grado doam o que não lhes tem serventia, até porque, não é pra isso mesmo que servem os carentes? Receber o que nos é excessivo? Brinquedos novos nem pensar; doar é legal, mas gastar dinheiro para isso? De jeito e maneira nenhuma. O egocentrismo não me faz bem e nem me desce a garganta; o espírito de ajuda era para ser universal e constante, porque não empatizar a todo o momento? Não sei o que é ser margem da sociedade, mas ao menos simpatizo com ela sempre que possível - e necessário -, agradeço imensamente a vida que tenho, tive e, provavelmente, a que vou ter.  
 

Nesta altura do campeonato, orfanatos devem estar cheios de papais noéis que, mesmo colocando uma fantasia vermelha e mal cheirosa uma vez na vida, ainda não são digno de dizer aquelas crianças, que são alguém de bom coração. Adento que isto é ainda melhor do que nada. Ao menos estão fazendo alguma coisa para apagar da consciência a culpa que lhes consome, não é mesmo? Ao menos uma evolução; seja por meio da culpa ou por meio da empatia, estão pelo menos refletindo sobre algo que não lhes toca todo o tempo.

De todo o modo, talvez eu possa abusar desse tal espírito natalino e tirar um tempo para minhas ações. Dar um pulinho em alguma ONG ou Centro de Vivência, né? É de berço que tenho esse costume, minha mãe sempre gastou dias e mais dias comemorativos cozinhando e acalentando pessoas que, provavelmente, não teriam natais exemplares. Eu sou privilegiada e, se sei disto, é porque minha mãe nunca teve papas nas línguas para jogar isso na minha cara; há quem não seja, e estas precisam de amor, principalmente em épocas cujo o sentimento de deslocamento é tão grande.


Acho que minhas explicações se estenderam demais, este não é para ser um texto sobre mim, então pararei por aqui minha história e tomarei um formato descritivo de narração, porém atento que, dependendo do que aconteça, será impossível não opinar perante algumas histórias.
 
One Shot  
Winnie in Wonderland
 
Era cedo, a batalha contra o tal Noah durara menos do que pensei; não que tenha sido rápida, porém a súbita desistência do garoto me fez ganhar bastantes horas, sobrara muito do restante do dia. O sol marcava cerca de nove da manhã. Não havia planejado nada para o intervalo das partidas.  
Desocupada, o pensamento do prólogo já me vinha a cabeça, quanto mais tempo passasse naquele banco, observando a tal poluição visual, mais me alienaria dali e me perderia em um buraco de minhocas cerebral; informação demais para pouco espaço e tempo. Assim ocorreu, fiquei tanto tempo perdida em lembranças e processos que já era impossível retomar a realidade como eu vira outrora. Ela conseguiu voltar ainda mais cinza do que antes.  
Botei a bolsa nas costas, levantei daquele banco de madeira e ferrugem e, sem muito pensar, andei em direção ao primeiro matagal que vi sinalizado; placas de trânsito me eram bastante úteis as vezes, ao indicar reserva florestal a dois quilômetros e meio, ela também me indicava um desvio do centro, um cantinho sossegado, um bairro próximo. Segui-la, procurando algum espaço coletivo, creche, orfanato, hospital ou ONG, que tendiam a ficar exatamente nestes bairros lateralizados. Algum palhaço solidário, papai noel suado ou Mickey saltitante. Não achei! Mas isto não me fizera parar de andar.  

Dei a volta pela a reserva e, enfim, encontrei uma instituição pública aberta para visitações, porém nada movimentada. Provável que o único abrigo vazio nesta véspera de natal. Entrei, mas o único pensamento que me vinha a cabeça era a pergunta tão comum no meu dia-a-dia nômade; onde diabos estou me metendo? Por mais que lesse a placa cem vezes, ainda não sabia do que se tratava o tal Caps, apenas sabia lhe dizer que significava Centro de Atenção Psicossocial, mas nada além disso. Placa bem mal explicada para leigos, ainda assim entrei, gastar mais tempo procurando outra instituição não era uma opção.

Entrei pela porta já escancarada e procurei algo próximo a uma recepção. Não a tinha. Continuei pelo corredor branquíssimo, procurando alguma autoridade. Não as achei. Segui reto em direção ao que parecia ser um pátio e enfim almas vivas decoraram minha visão. Não uma ou duas, mas sim várias! Algumas em grupos, outras em dupla e vários sozinhos; adultos de todos os tamanhos, cores, cabelos e raças. Ao que parece, a diversidade do local era enorme. Andei meio perdida, sem entender qual o intuito daquela construção e, quando enfim me aproximei, fui chamada para participar de um jogo bastante inovador: um xadrez de torres. O jogo era bastante excêntrico, ganhava quem se cansava de jogar primeiro, e isso acontecida com uma constância surpreendente.

Não observei por muito tempo, a falta de lógica me irritara então apenas caminhei em direção a uma moça que, solitária, gritava com seus próprios papeis em branco reclamando que não lhes tinham serventia alguma. Encarei a moça com olhar lateral, como quem não sabia muito bem do que se tratava, bastante alienada da situação. Este fora meu primeiro erro; ou acerto, dependendo da perspectiva. Olhar demais estressou a mulher, que me encarou no fundo dos olhos, como ninguém nunca me olhara, e gritou “O que que foi?” – como também ninguém nunca gritara. Sem saber responder apenas dei um passo para trás, boquiaberta e congelada por alguns segundos; só depois de recuperar a razão tive capacidade para lhe dizer que estava ali para ajudar. Ela então me pegou pelo braço e me carregou para um banco vazio, mudou completamente o humor e começou me mostrou um portfólio de papéis, porém estes eram assinados. INSS, Cartório, Banco, Prefeitura; eis os órgãos que assinavam o que Carmen chamava de papéis ricos.
 

Passei um tempo entretida com a moça das folhas, até um enfim funcionário me abordar e perguntar quem eu era e o que diabos eu estava fazendo ali. Claro que não soube responder. Apenas contornei várias vezes, para então dizer que procurava um lugar para visitar no natal e acabei parando ali. A moça então, como quem nunca havia recebido uma visita prontificada, abriu um sorriso de orelha a orelha e me pediu ajuda. Segui-a até a cozinha e, como quem era prendada desde família, comecei a preparar o almoço e auxiliar o que pareciam ser vários doidinhos adestrados. Sim! Finalmente descobri onde estava, a Doutora Laura me explicou que, aquela instituição, nada mais era que uma casa de passagem, justamente para pessoas dadas como doidas, desvirtuadas e/ou agressivas. Pessoas que o mundo taxavam como anormais, excêntricas, patológicas e, algumas vezes, desnecessárias. Mantive-me atenta a explicação da moça, que parecia trabalhar lá por prazer, isso tudo enquanto cozinhávamos com o pouco que o lugar recebia.  
 

Ana, Carlos, Brenda, Brunela, Thalles e Pedro compunham meu time de cozinheiros. Com algumas mãos e ingredientes doados montamos o que chamariam de gororoba, mas para eles? Bem, para eles era patê, peru, tender, salpicão e, para Douglas, tinha até caviar! Ali estava eu, nas gigantes mesas do refeitório, comendo uma sopa encorpada de legumes, macarrão e proteína de soja, me sentindo numa verdadeira ceia natalina em plena luz do dia. Bem que Laura me explicou; não havia dormitório para todos, então setenta porcento dos doidos voltariam para casa depois das seis horas. Era melhor festejar aos montes logo, não é mesmo?

O suco de uva virara vinho, o feriado fora confundido com a páscoa e as tais piadas de tios eram remasterizadas e transformadas em frases sem sentido. Mas quem diria que eu pararia em um lugar que tanto me necessitaria neurônios para entender. Pouco no mundo havia de mais complexo que os papeis de Carmen, o xadrez dos moços não nomeado e a cozinha fantasiosa dos ajudantes.  
Se de início me perguntava como apenas Laura cuidava de tudo aquilo, agora me perguntava como pessoas que se viravam tão bem e tinham tanta lucidez nos atos e brincadeiras, eram dadas como margem. Oh deus, são tão complexos que ninguém entende. Nem eu.


Por fim, minha última hora, resolvi passar deitada em um sofá rasgado que se localizava bem ao meio da roda. Queria porque queria observar a conversa, mesmo sabendo que de nada adiantaria, não tinha miolos para entender. Mantive o ouvido aberto e a boca completamente trancada e, durante estes sessenta minutos ouvi histórias únicas. Verídicas ou não, eram únicas;
Ana, por exemplo, queria morar na rua, mas sua família queria porque queria a por em casa. Tinha salário bom, emprego fixo. Porque diabos queria morar na rua, Ana? Bem, nem ela sabia, mas estava certa de que doida não estava! Casas não são pra ela, paredes também não; se pudesse comprar apenas uma varanda, até teria um terreno para chamar de lar, mas uma casa inteira? Desperdício. “Oh família enjoada que me manda aqui para me consertar. Me deixa com as minhas estradas!” Resmungou.

Emanuel, que não falei ainda, era carinhoso demais. Seu pai não gostava muito de seus abraços e as mulheres a sua volta sentiam um leve medo. Desde os dezesseis o menino era mandado para CAPSI (CAPS Infantil), agora estava com trinta e quatro e o “problema” nunca fora resolvido. Emanuel continua um homem de muito abraços, beijos e elogios.
Benício era impossível de entender, abria a boca e falava de carne, botas, gatos e chuva numa mesma frase. Sabe-se lá o que aconteceu, mas o problema estava bem aparente.
Danilo perdera o irmão e nunca mais foi o mesmo. Doido que só! De repente começa a chorar, não se pode falar em família que já da os xingos. A pouco estava chutando a mesa reclamando que Lucas nunca mais  andará na traseira de sua moto; nunca mais comerá sua rabanada e nunca mais beijará sua esposa. Caiu no chão, rolou duas vezes e, apenas quando Carmen chegou o pedindo para dar a pata, o louco se acalmou. Abanou o rabo imaginário três vezes, deu a pata, latiu e se sentou como se nada tivesse acontecido.

Ah sim, Carmen! A doida de mais tempo. Chamava todo mundo de doutor e família. Beijava no rosto, nomeava irmãos, primos, tios, filhos e filhas. E eu? Bem, eu fui sua mãe por alguma horas, logo depois virara sua irmã e assim ficou. Danilo, como pode perceber, era seu cachorro. O Doutor Cachorro Danilo, para ser mais exata.


Ao fim era o tempo de ir embora, levantei e sem muito me despedir, fui. Deixei um pedaço meu lá, com cada um. Winnie havia entrado, brincado e virado lembrança; não pude prometer voltar, sou nômade, mas posso dizer que os guardarei com muito carinho no meu coração. Despedidas não são meu forte, então apenas agradeci a todos o banquete, abracei quem parecia simpático a contato e, a quem não era, acenei duas vezes e sorri. Agradeci Laura por tudo que me proporcionara e a parabenizei pelo trabalho. Passei a mão duas vezes na cabeça de Danilo e andei em saltos para o corredor vazio, que dava a porta escancarada, que nos mostrava a cidade em vários tons de cinza.
 
O mundo ficara chato de novo.
 
Epílogo



Saber da existência dessa instituição e da falta de amparo que eles tinham, me apertava o coração. As visitas nulas ao local e a carência dos frequentadores me eram quase socos no estômago.  

Não pude ajudar com nada além de atenção e disponibilidade, mas quem sabe, na próxima, não trarei o que puder? Preciso dar retorno ao que me foi ensinado. Ainda não peguei a lógica dos loucos, mas ao menos aprendi que eles não só tem uma, como se entendem muito melhor que nós, racionais. Talvez Wonderland só era incomodo porque Alice era normal demais. Nós que nos achamos donos da verdade, somos incapaz de entender o diferente; seja ele o louco, ou qualquer outra margem social.


OFF: Letra grande e Arial pra ficar fácil de ler <3

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Mensagem por YukiJr em Dom Dez 25 2016, 09:29

Mais um dia começava, conseguia ouvir pequenos sons de Pokémon do lado de fora de onde estava, pareciam Taillow´s cantando de alegria, senti algo quente em meu rosto por um minuto... a janela estava aberta, abri os olhos e me retirei da cama indo fazer minhas higienes pessoais; ao voltar em seu pequeno travesseiro estava Treecko dormindo de uma forma tão tranquila, vou até ele passo a mão por sua cabeça e o mesmo acorda, sussurro algo em seu ouvido e ele se anima e se levanta, o pego na mão, Wurmple já estava acordado e fica me tocando, o pego também na mão e vou até a janela de meu quarto abrindo a cortina; aquela vista era linda, o sol não estava muito forte, as plantas cobertas por um branco lindo, a neve era algo tão bonito de se ver, principalmente em volta das árvores e Pokémon que tentavam se esquentar no frio.

- Vejam, este o Natal pessoal; vocês gostaram? Por que hoje vamos se divertir muito na neve - dei um leve sorriso e os dois me olharam acenando a cabeça e sorrindo também muito.

Vou no guarda roupa pegando um casaco branco, pego uma calça jeans e coloco em meus pés um tênis rosa; percebo que está frio e que deveria comprar algumas roupas para o frio, e também para os Pokémon, sendo assim íamos fazer algumas compras antes de brincar, pego ambos no colo e saímos do quarto, logo a seguir desejo um feliz natal a Enfermeira Joy e me despeço do Centro Pokémon por um tempo; nas ruas haviam diversas pessoas fazendo compras para este precioso dia; enquanto caminho para ir até a padaria, vejo uma menina olhando a vidraça, ao me ver ela se espanta e sai correndo, eu não entendi muito bem, mas continuei; ao adentrar comprei alguns pães, doces para Pokémon e alguns lanches; saindo dali continuo a caminhar mais um pouco até sentir um puxão em minha sacola de pães, e então ela não estava mais lá; só vi uma menina de vestido branco um pouco rasgado correndo os levando...

- Ei, este é o meu pão! - tentei correr atrás porém ela já havia sumido, uma senhora passa do meu lado e diz:

- Ela levou algo de você? - a senhora usava um vestido rosa com alguns detalhes brancos.

- Sim, ela levou minha sacola de pães.

- Entendo, aquela menina sempre faz isso... muitos a consideram como uma ladra, porém eu não a vejo assim.

- A chamam de ladra? Então quer dizer que ela já roubou mais coisas?

- Sim... bom o passado dela é muito complicado... prazer sou Ana.

- Entendi... prazer sou a Yui.

- Quer que eu compre seus pães?

- Não precisa, poderia me contar um pouco sobre a história dela?

- Claro, vamos até ali tomar um chá.

Fomos caminhando até ver uma casa bastante bonita e decorada com arranjos de natal, ela disse que era sua casa e entramos nela, ficamos conversando por um longo tempo sobre coisas aleatórias até por fim ela dizer:

- Bom... vou lhe contar a história desta garota; seu nome é Sofia, e ela vivia com os pais aqui em Hoenn, porém em uma de suas viagens aconteceu algo que não se esperava, o navio que a família estava teve alguns problemas então ele afundou no mar; diversos membros Rangers foram lá para salvar as pessoas que conseguiram, uma delas é a Sofia; eu disse que ela não era uma ladra, pois aquilo que ela rouba não é para ela...

- Não é ? E com quem ela vive ? - Eu perguntei bastante aflita por saber sobre a história de vida desta pequena garota.

- Ela vive só na rua, e ela rouba comida geralmente para dar aos pokémon faminto que temos na cidade.

- Entendo... ela é uma menina boa.

- Exatamente, bom querida eu queria ver o sorriso daquela menina mais uma vez... seus pais me conheciam e a traziam algumas vezes aqui em casa, o sorriso dela é bastante lindo.

- Obrigada por me contar sobre ela e pelo chá, agora tenho que ir, tenho algo super importante para fazer.

- Poderia saber?

- Na verdade a senhora poderia me ajudar. - contei para ela meu plano e a mesma consentiu e disse que me ajudaria.

Sai da casa da senhorita e caminhei mais um pouco na rua, retornando meus Pokémon; comecei a correr pela cidade a procura de algo e ali estava menina olhando a vidraça de uma loja de roupas... me aproximo dela e digo "olá", a mesma me encara e corre; a persigo até chegar em uma pequena cabana, ao entrar vejo diversos Pokémon pequenos e ela gritava para não machuca-los, para não levar ela a polícia, apenas digo que queria conversar com a mesma; ela se senta e conversamos um pouco, ela desabafou comigo de uma maneira que eu não esperava, seus olhos caiam lágrimas, não consigo comentar a expressões dela, eram fortes para um pequena menina de 9 anos; solto meus Pokémon e os mesmos fazem amizades com os outros que ela ajudava e brincavam; seguro em sua mão e a puxo para um pequeno parque cheio de neve, a nossa volta havia os Pokémon que ela cuidava.

- Sofia, vamos brincar? - ela assentiu com a cabeça e então puxei seu braço e começamos a brincar de pique pega, pique esconde, corremos muito e vi que ela esboçava um pequeno sorriso, mesmo brincando; faço uma sugestão de darmos algumas comidas para Pokémon, ela pega as comidas e começa a distribuir entre eles de uma maneira tão alegre.

- Você estava olhando a loja de roupas mais cedo, que tal passarmos nela?

- Eu adoraria - ela respondeu alegre.


Os Pokémon foram a casa enquanto eu e ela fomos em direção a loja, havia muitas roupas e diversos estilos da mesma, porém ela só encarava um belo vestido branco; peço para ela experimentar e ela ficou lindo nele, compro um vestido para mim de cor vermelho; já tinha passado a tarde e já estava anoitecendo; as pessoas da cidade estavam se juntando na cidade e levei ela para lá, chegando lá em destaque estava o prefeito da cidade e o mesmo anuncia que neste Natal iriam distribuir comida para todos os Pokémon, a pequena Sofia abriu um sorriso tão grande e me olhou:

- Você que fez isso?

- Eu tive uma ajuda.

- Olá pequena a quanto tempo - respondeu uma senhora

- Olá Dona Ana, a senhora que ajudou?

- A Yui disse para ajudar, e apenas fiz o meu trabalho.

A pequena Sofia olhou para nós duas e nos abraçou agradecendo muito por ter realizado seu desejo, então vemos uma estrela brilhar mais e então ela voa na direção de Sofia, era um pequeno Pokémon amarelo com branco, o mesmo tocou em seu pequeno nariz e se teleportou.

- Aquele era Jirachi, um Pokémon do desejo... obrigada por realizarem o meu - disse Sofia

Após todos os moradores ajudarem os Pokémon da cidade todos as meninas fomos a casa da Dona Ana para fazermos a ceia de natal, e notei o sorriso da pequena garota e como era belo, claro como a pureza, claro como a neve que rodeava a cidade, aquela foi uma noite longa e divertida; até porque agora Sofia mora com Dona Ana juntamente com os Pokémon que ela cuidava.
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Mensagem por Mathito em Dom Dez 25 2016, 22:59

Spoiler:
Para alguns, as noites de Hoenn eram agradáveis pelo clima tropical que abraçava a região. Para outros, elas eram perturbadoras. Assim se sentia um jovem natural de Goldenrod, Johto, que fora obrigado a deixar seu lar, como muitos outros, em decorrência dos fenômenos climáticos. Seria o primeiro natal sem o pai e a mãe.

Na véspera do feriado, Matthew Monclar estava no centro pokémon da cidade de Mountrock realizando uma vídeo chamada com sua mãe, que ainda estava em sua cidade natal, ajudando com o que podia às famílias vizinhas que não puderam migrar.

— Sinto muito por não poder passar as festas de fim de ano com você mãe... – ele se desculpava com a voz cansada e os olhos magoados – E-eu queria tanto...

O lugar não estava completamente vazio. Havia algum movimento, mesmo que não significativo, porém, era um dos poucos estabelecimentos abertos na cidade.

Por alguns instantes eles trocaram palavras de conforto e algumas lágrimas revelando a saudade. Ambos também sentiam falta do homem que um dia foi pai e marido, mas não comentaram, pois sabiam que não faria a noite melhorar.

— Querido, por que não faz algo diferente na noite de hoje? Tenho certeza que trará mais alegria do que ficar aí esperando as luzes se apagarem. Estou indo com as outras mães num orfanato levar biscoitos e doces para as crianças.

E de certa forma ela tinha razão. Matthew estava tão desanimado que não tinha feito planos para a noite. Quando a sra. Monclar estava para falar mais alguma coisa, uma voz no fundo chamava-a para sair. Tudo o que ela fez foi desejar felicidades para seu filho antes de desligar.

— Desculpe. – dizia uma voz feminina por trás do rapaz – Eu acabei escutando sua mãe dizendo para você fazer algo diferente hoje e bem... tem um lugar que estava precisando de voluntários e, se você estiver afim, eu to indo pra lá...

Ele não soube reagir. Devia ficar nervoso por ter sido vigiado enquanto se abria com minha mãe ou deveria esquecer e considerar a oferta? De qualquer forma, ele ainda estava analisando quem falava sem nem ao menos ter se apresentado. Cabelos negros debaixo de um gorro feio, suéter estranho de Snorlax e óculos de gatinho que faziam os olhos dela ficarem maiores que avelãs. Ela até que era bonita, só não sabia disso.

— Eu fiz Lava Cookies! – ela disse ao final com um sorriso bobo que o fez ficar sem graça.

— Como eu poderia dizer não depois de uma oferta dessas? – respondeu levantando da cadeira e se pondo a caminhar com ela.

Não era todo edifício que estava enfeitado para as festividades, todavia, as que estavam faziam valer por todas as outras. A noite começava a ficar agradável para quem não estava com o espírito dentro de si.

— Sou Megan Sullivan, aliás.

— Pode me chamar de Math. Mas onde estamos indo mesmo, Megan?

— Você conhece o Instituto Boa Vida?

Ele negou com a cabeça e aguardou resposta com as mãos enfiadas nos bolsos da jaqueta. Megan não precisou dizer mais nada. Eles haviam chegado ao destino que a jovem mencionara.

— Um... Asilo?

— Com os idosos mais fofos de todo o mundo. Vem!

Ela teve de segurar na mão do garoto para fazê-lo entrar. Lá, as luzes piscavam em vermelho e amarelo numa árvore pequenina, mas bem enfeitada. Havia uma bela mesa, não era a das mais fartas, mas não deixava de perder o encanto. Bem enfileirados, os velhinhos estavam sentados em frente a mesas jogando bingo, com um jovem anunciando os números com um alto-falante. Dava para perceber quem eram os voluntários pelos gorros vermelhos de natal que usavam. Tinham alguns sobrando numa caixa perto da porta de entrada. Megan pegou dois, tendo que guardar o seu para usar um e colocando outro na cabeça do loiro.

— Você está uma gracinha. Se eu fosse uns trinta anos mais velha apertaria suas bochechas!

Ele riu.

— Ainda bem que não é.

Ela mostrou a língua e foi abraçar algumas pessoas. Parecia que conhecia todos ali. Chegou até apresentar Matthew para alguns idosos que não estavam mais a fim de jogar e outros voluntários, assim como empregados do instituto. Ela aproveitou que ainda estavam todos distraídos e sacou da bolsa um pote com os biscoitos prometidos e, de lá, retirou um escondido para o garoto. Ele não precisava do cookie, mas pegou mesmo assim. Depois que ela voltou da mesa que ceariam, dividiram o doce e ouviram uma senhora gritar que ganhava o jogo.

— Tá, agora é minha vez. Segura aqui! – ela deu a bolsa para ele segurar e foi para um pequeno palco na frente de todos.

Não parecia surpresos quando ela pegou um violino e começou a tocar, mas para Matthew fora algo surpreendedor. Ele não sabia nada sobre ela, mas estava sendo uma verdadeira amiga para todos ali, principalmente para ele naquela noite. Então veio o desejo de fazer igual. Megan tocava uma música natalina quando Matthew subiu no palco com e com um sorriso começou o coro. Só foi preciso cantar a primeira parte para que o restante da casa cantasse o refrão. A voz dele não era ótima. De longe ele tinha algum talento musical, mas queria fazer parte daquilo tudo e animar os velhinhos com um sorriso e a união das vozes ali reunidas.

Quando o show de música acabou já estava na hora de realizarem uma celebração antes do relógio completar meia-noite. Havia um pessoal preocupado com o horário, pois os idosos estavam acostumados a ir dormir cedo só que a maioria estava bem contente.

Enquanto eles estavam ocupados, Megan explicava que alguns estavam com as famílias, mas grande parte dos que viviam ali não tinham mais essa oportunidade. A ideia de fazer um natal na casa surgiu de um jovem que tinha o avô ali que se recusava a passar o dia em outro lugar senão com a família que ganhou ali. Como uma ação popular, a história passou a ser de conhecimento da população antes e teve divulgação numa rádio local. Tudo que tinha na mesa da ceia fora doado pelos voluntários. Ela contou que a avó já tinha vivido ali e ela não teve a oportunidade de se despedir. Fazer parte daquilo a deixava contente e ela fazia como se fosse para a avó.

Matthew ainda a achava linda, depois de passar algumas horas com ela mais que nunca entendia que ela não sabia disso.

Com o fim da celebração, vinha a benção da mesa. E por fim, antes de cear, agradecimentos! Houve muito choro e também muitos sorrisos. Matthew sentia vontade de falar algo e agradecer por permitirem que a noite dele também fosse alegre, só que ele não sabia escolher as palavras. Os voluntários pegaram pratos e ajudaram a pôr o que os idosos pediam. Ele não fez diferente. Se fez de ajudante e serviu um grupo de senhorinhas que adoraram apertar suas bochechas. Ele ouviu Megan rindo e se virou para conferir e teve certeza.

Por fim, a festa acabou com alguém vestido de Noel e entregando presentes como se todos ali fossem crianças ainda. Todos se divertiram bastante e esperaram até que os veteranos se reconhecessem para arrumar a casa e poder ir embora. Enquanto reviravam as cadeiras, uma senhora varria e pedia licença. Matthew se afastou e ficou encostado numa parede até a dona dos óculos de gatinho ir perguntar se tinha valido a pena. Meio sem graça ele olhou para baixo e deu um sorriso de canto da boca dizendo em seguida:

— Não foi o melhor natal que já tive, mas não poderia ter tido alegria maior na noite de hoje. Obrigado por ter me convidado, Megan Sullivan.

Ele terminou a frase erguendo os olhos azuis para a mocinha que se sentiu recompensada pelas simples palavras do jovem que teria uma noite ruim, talvez de choro e maus pensamentos. Uma brisa fria passou por eles e fez mexer algo acima de suas cabeças. Ao olhar, um ramo de visco estava preso no teto. Tomados pelos momento, ele retirou os óculos dela, prendeu os cabelos por detrás das orelhas e disse o que pensava desde o momento que a viu. Com o elogio verdadeiro, houve um beijo e alguns aplausos.

Já era natal.

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Mensagem por Artie em Sex Dez 30 2016, 23:45

Agradecemos a todos que participaram do evento! Algumas histórias nos surpreenderam e vários jogadores mostraram não só muita criatividade como atenção e dedicação em suas escritas.

Esperamos que o Natal de vocês tenha sido maravilhoso e torcemos para que 2017 seja ainda melhor! Como prometido, todos os participantes estão ganhando esse kit de itens, já entregue em seus box:

- [Evento] Visita Especial - Página 2 Cherishball Cherish Ball x01
- [Evento] Visita Especial - Página 2 Premierball Premier Ball x01
- [Evento] Visita Especial - Página 2 Oranberry Oran Berry x01
- [Evento] Visita Especial - Página 2 Pechaberry Pecha Berry x01
- [Evento] Visita Especial - Página 2 Chestoberry Chesto Berry x01

Além disso, os participantes JustNorman, Anne e Tyrant se destacaram e ganharam um prêmio adicional:

- [Evento] Visita Especial - Página 2 Libertyticket Mystery Ticket

Qual é a função desse item? No momento é um mistério. Dentro de alguns dias os vencedores descobrirão!

Agradecemos a participação de todos e contamos com vocês em eventos futuros!

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Hall da Fama:
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