Pokémon Mythology RPG
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001 - PRINCIPIUM

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Mensagem por Food em Sex Abr 03 2020, 17:13


off topic:
Bom dia, boa tarde e boa noite sr narrador.
Gostaria de dizer que, não jogo há mais de anos nenhum RPG desse estilo. Se quiser falar alguma dica ou dar uma ideia pra melhorar a narração, eu aceito de bom grado.
Pelo que pude perceber, é bom eu apontar meus possíveis objetivos na rota, não é? Claro que, depende de alguns fatores de rng e narrativa, mas... Só para deixar claro, mesmo;
Eu tinha em mente capturar um Taillow e/ou Ralts, com sorte...
Perdão se isso soar como uma obrigação ou exigência, apenas citando o que tenho em mente mesmo.
OBS: Eu tinha postado este post na rota 103 no dia 30/03, mas acabei mudando minha rota após pensar um pouco nos meus objetivos. Eu reli o post e não encontrei nenhuma citação da rota 103, mas caso encontre alguma, é por isso. Obrigado!

Principium


Eu estava perdida.

É claro, eu não conhecia a região.

Existiam plaquinhas e eu pedi informação para várias pessoas, mas, mesmo assim, eu não sabia bem para onde queria ir. Eu estava literalmente perdida. Mesmo assim, nunca tinha me sentindo tão "achada". Aaaah, liberdade... Não posso deixar de esboçar um sorriso e abrir os braços enquanto andava, sem rumo.

Passo por mais uma plaquinha, que dizia: "Rota 102".  Paro em frente a placa. Então eu estava na rota 102? Legal, apesar de não fazer ideia de onde isso seja. Se é perto, ou se é longe... Ajeito a alça da bolsa surrada em meu ombro, que estava quase caindo, e volto a andar.

- Ah, é. - Quase tinha me esquecido. Eu ganhei o Pokémon do senhor Betovein. Acabei me esquecendo dele, mas acredito que eu vá precisar de sua ajuda, caso queira avançar nessa jornada de auto conhecimento.

Paro por um minuto e tiro ela de meu bolso. Eu tinha separado essa em especial, para não confundir com as que estavam vazias. Um truque inteligente para uma garota que não fazia muita ideia do que estava fazendo.

Começo a analisar a Pokeball; era um objeto bem simples, na verdade. Tinha duas peças maiores de cores diferentes, juntas por uma liga no meio e um botão no centro dessa liga. Bem, o raciocínio mais lógico é o de clicar no botão, então… Vamos lá.

Assim que clico, uma explosão de luz vermelha me cega.

- W-whoa!

Por reflexo, acabo fechando os olhos e soltando a Pokeball no chão. Quando o clarão passa, abro  eles novamente, com certo receio.

- Eh? – Encaro um peitoral na minha frente, peludo e branco. Tinha um cheiro estranho, diferente de qualquer um que eu já tenha sentido. Olho alguns centímetros para cima e cruzo olhares com um… Macaco?! - E um grande, ainda?!

Olha, eu não quero parecer uma pessoa boba com motivos fúteis para começar uma jornada, mas eu estava esperando um BICHINHO FOFINHO, para me animar e incentivar um pouco, a princípio. Meus irmãos tinham começado sua jornada com pequenas e fofas criaturas, e eu… Bem, eu tinha um macaco de dois metros com cheiro estranho e cara de bobo na minha frente.

Seu corpo era em sua maioria de um pelo branco, mas algumas partes dele eram pretas. Ele tinha uma espécie de chapéu ou capacete, feito com algum material verde e aparentemente bem sólido. Seus olhos amarelos e suas íris vermelhas me encaravam profundamente, analisando minha aparência, enquanto eu fazia o mesmo com ele.

- Você é… Feio. – Conclui.

O Pokémon, um símio, me encara profundamente, parecendo não ter entendido o que eu disse. Ou entendeu?

Repentinamente, ele faz um primeiro movimento, pegando seu coco (eu não falei, mas ele tinha um em mãos, por alguma razão) e o erguendo para cima. Em seguida sorri e começa a fazer barulhos.

001 - PRINCIPIUM KizSdlm

- Tch. – Desvio meu olhar da direção do Pokémon.

Ótimo… Comecei com um Pokémon feio e burro, porque ele ficou feliz em ser ofendido.

Mas, de certa forma, ele só tem que ser forte, correto? Ele não precisa ser bonito para vencer batalhas. Mas seria bom se fosse...

Enquanto pensava em algumas coisas, sinto um leve toque no meu ombro. Olho para o lado e vejo o grande Pokémon macaco me encarando, estendendo seu coco para mim.

- Você está me dando isso? – Nossa, que coisa inesperada. Eu ofendi ele e o coitado estava me oferecendo algo seu… Talvez eu tenha sido muito fria, de início. - Obrigada… – Aproximo minhas mãos do coco para pegá-lo. Assim que ia fazer isso, o macaco rapidamente puxa ele de volta para si e o abraça.

- ? – Fico em dúvida do que tinha acontecido.

O Pokémon em seguida começa a rir e jogar seu coco para cima.

Desgraçado…

- V-você… Me enganou. - Encaro o Pokémon com uma feição fria de ódio, por ter sido enganada por um... Pokémon macaco.

O Pokémon por sua vez para de rir. Ele abraça seu coco e começa a tremer, olhando para meu rosto. Em seguida ele estende seu coco novamente para mim.

- Eu não quero isso.

Ele puxa o coco para si e o abraça de novo.

- Bem, tanto faz. Sua espécie tem um nome próprio, não é? Um para chamar todos de sua "raça". Agora, qual será...? Ah, espera! - Enfio a mão na bolsa surrada que tinha ganho mais cedo e começo a procurar por aquele apetrecho vermelho, a Pokedéx. Assim que encontro ela, tiro-a de dentro. Parecia algo intuitivo de usar; eu apenas precisava apontar para o Pokémon, correto? Então, assim o fiz. Apontei ela para o macaco. Para minha surpresa, uma voz começou a sair da máquina.

Pokédex escreveu:001 - PRINCIPIUM TP5ipF9
Passimian; Pokémon do tipo Lutador. Eles formam grupos de cerca de 20 indivíduos. Seu vínculo mútuo é notável - eles nunca deixarão um companheiro para trás. Eles lutam usando frutos duros como armas. Suas técnicas são passadas pelo chefe do bando de geração para geração.

- Passimian...? Que nome feio. Não gostei. - Olha quem fala, Karemachena. Nome feio, hahah... Irônico.  - Pensando bem, acho que vou te chamar de Arthur. Era o nome de um dos Pokémon do meu irmão, Mastevomanti. Mas o dele era mais bonitinho. Desculpa, não tenho muita criatividade para isso.

O Passimian pareceu feliz com o nome; ele começou a rodar o coco na ponta do dedo enquanto gritava.

- Enfim... Vamos prosseguindo? Eu quero continuar nessa rota, ver se acho algum Pokémon Lutador, já que o senhor Betovein pediu que eu me especializasse nesse tipo... Apesar de não entender direito o que isso significa, ainda. - Falei, começando a andar.

Arthur decidiu me seguir, sem demonstrar qualquer sinal de desobediência.  Ele andava estando alguns passos atrás de mim, como uma criança em uma excursão escolar. Mal sabia o Pokémon que eu estava tão sem rumo quanto ele, possivelmente... Espero que tudo dê certo.




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Mensagem por Victoria em Dom Abr 05 2020, 15:57

OFF: Ei, boa rota <3

É, Karen tinha tanto talento para nomear coisas quanto seus pais. Arthur?! Sério?! Vai dar nome de gente para pokemon, Karen? Logo você, com nome de bactéria dentária? Podia dar ao menos um nome de filo próximo; alguma redução tão ruim quanto a sua. Se for reduzir Arthur, irá chamar de que? Ar? Tu? Tutu? Sinceramente, esse macaco tem todos os motivos do mundo para jogar um coco na cabeça de sua treinadora.
Não o fez porque sentiu que seria perigoso. Apesar de todos os motivos para zoá-la, ele ainda tinha um limiar ético bem delimitado; um que não cruzaria fácil.

Chegava a ser ridículo aquele encontro ao pé da rota, tão chamativo quando deveria ser. Uma moça pequena, completamente rosa, de cara emburrada. Ao seu lado? Um lêmure de dois fucking metros que insistia em dar-lhe um coco. A brincadeira ficara tão repetitiva que até cansou o pokemon; talvez percebendo isso (ou não) a treinadora deu a ideia de ir à frente. Mas para onde?! Ela muito provavelmente não fazia ideia.
A estranheza em que a garota chamara o pokemon de burro outrora voltava como um soco em sua consciência. Uma rota não é uma trilha, como imaginava Karen. Uma rota é um espaço aberto e, como todo o "open world", a frente é questão de posicionamento da câmera. Se fosse à frente, nada garantiria que chegasse a algum lugar.

Inclusive, não chegou. A infinitude de nadas surgira como um grande incômodo ao lutador que começou a jogar seus cocos para o alto entediado. Essa era a única ação interessante do local: um espaço completamente vazio com um malabarista de uma bola só. Apesar da fácil tarefa, Arthur deixava sua fruta cair ora ou outra no chão. Antes de pegá-lo, pulava sobre o apetrecho, enterrando-o de leve na terra arenosa. Feito isso, descia do coco, agachava, batucava em sua casca uma ou duas vezes e só então escavava o chão no intuito de tomá-lo para si novamente. Ao enfim tirá-lo do chão, repetia tudo de novo, se tornando não só prolixo como também chato.

Continuara o ato sem se importar com a opinião de Karen; entendera desde o princípio que dificilmente a treinadora aprovaria seus atos... mas para que precisa da aprovação de uma menina que decidiu o chamar de Arthur?! Claramente para nada. Talvez este fora o maior motivo de seu comportamento completamente livre e despido de qualquer empatia ao ouvido da moça. Cantarolava, pigarreava e ria o tempo todo, se divertindo bastante com sua própria companhia.

Bem, o que importa era que, apesar de ir à frente parecer uma boa ideia, absolutamente nada acontecia. No máximo, atravessavam uma ou outra árvore baixa. Nada muito além da pradaria - verde e extensa -, do céu azul e do bom e velho vento quente-demais-para-uma-manhã. Ao menos, a grama já parecia aumentar de volume e tamanho, indicando ... alguma coisa? Bem, talvez não. Talvez o mato para cá seja apenas menos desgastado; justamente por ninguém pisar a grama dessa região.

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Mensagem por Food em Dom Abr 05 2020, 16:59


off topic:
Oi Vitória! Obrigado pela ótima narração. Tenha piedade com o noob aqui!  

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Eu continuava perdida.

*TOC*

E agora tinha um grande Pokémon de dois metros me acompanhando. Deve ser uma visão engraçada, não é? Uma pequena jovem e seu mascote gigante andando praticamente lado a lado... Na verdade, eu tenho a impressão de que o Passimian era maior e mais forte até mesmo que os meus irmãos, que já eram bem altos e tinham um físico bem trabalhodo graças aos trabalhos braçais em casa. Arthur era realmente bem servido, neste quesito. Imagino que ele lutasse ou treinasse bastante em sua... Tribo ou Grupo.

*TOC*

Poxa... Eu achava Arthur um nome bonitinho... Me lembrava daquele livro épico dos Pokémon da Távola Redonda... Eu o lia sempre quando era mais nova. Era um dos guerreiros mais nobres e poderosos, então eu pensei que o nome talvez pudesse trazer uma boa sorte para mim; apenas um pequeno gesto de misticismo da minha parte. Sim, pode rir, eu acredito nessas coisas...

*TOC*

Ok, isso não importa agora, Karen. Você precisa focar em se achar no meio dessa imensa rota. Sua jornada de auto conhecimento precisa ser longa. Andar no mato por horas é melhor do que plantar berries e apricorns, tenha certeza disso!

Espera, é impressão minha ou esse lugar tem uma grama mais alta do que ali atrás?! INCRÍVEL, KAREN! Isso não significa nada, sua boba.

*TOC*

Me viro para trás, encarando Arthur.

- Você... Você pode parar com isso, por favor? - Pedi, educadamente.

Já estávamos andando juntos fazia algum tempo, eu acho. Na verdade, creio que minha noção de tempo estava sendo perdida; a cada passo, a cada pensamento... Aquele barulho do maldito coco subindo e descendo, se encontrando com a palma das fortes mãos de Arthur, criando um sonoro "toc" parecia uma tortura bolada por algum ser extremamente sádico.

O Pokémon parou.

Aleluia!

- Obrigada, Arthur. Então, eu queria-

Ele joga o coco para o alto novamente enquanto eu falava. A fruta cai e se choca com suas mãos novamente.

*TOC*

- Eu queria te perguntar se-

Ele joga o coco para o alto de novo e pega depois.

*TOC*

Suspiro.

- Já vi que isso não vai funcionar, mesmo... - Me passou pela cabeça prender o Pokémon em sua Pokeball, mas eu nunca gostei da ideia de trancafiar o bichinho em uma esfera daquelas. Quer dizer, eu não gostaria disso comigo. Odiava ficar de castigo no meu quarto, então imagino que não seria muito melhor para ele.

*TOC*

Mas que dava vontade, dava.

- Arthur, meu querido... E se nós... Parássemos um pouquinho com isso? Podemos brincar de mais alguma outra coisa! Você gosta de adedanha Pokémon?

Ele me encarou profundamente. A pergunta foi tão idiota que o Pokémon parou de brincar e ficou apenas ali, me fitando.

Não pude deixar de levar a mão ao rosto. Adedanha com um Pokémon, Karen...

- Esquece, apaga, abafa o caso... - Já vi que estou ficando maluca com a tortura mental do coco saltitante.  - Você sabe para onde ir? - Perguntei, nas esperanças de ouvir um angelical "Sim!" da boca do símio.

Ele apenas balançou a cabeça, em sinal de negação.

- Eu imaginei... Você não é dessa região, não é?

O Pokémon deu de ombros, como se dissesse que não fazia ideia, o que fazia sentido. Afinal de contas, o velho tio Betovein capturou ele e o deixou preso na Pokeball por bastante tempo. Coitado...

- Certo... Já que é esse o caso, acredito que o melhor a fazer seja continuar em frente, e quem sabe encontrar alguma outra plaquinha que nos diga para onde ir...  

Parecia o começo de uma ótima piada; "uma menina de um metro e sessenta e seu Pokémon de dois metros andavam juntos perdidos em uma floresta..."

*TOC*







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Mensagem por Victoria em Seg Abr 06 2020, 17:05


Karen se tornara uma distração divertidíssima a Passimian de uma hora para outra! Num repentino ato de intervir, opinar e comentar, a garota se mostrou irritada e pregar peças nela se tornara o carro chefe de sua alegoria. Deixara a menina falando com pequenas intervenções; era incrível tocar-se que aquilo era uma resposta-muda, um dialeto que mesmo vazio de significado, ganhara uma grande assinatura.

A cada batucada, uma interrupção. Não precisava vocalizar nada; ao adicionar um estímulo, a garota congelava. Numa espécie de sadismo, o pokemon pareceu se animar com a experiência. Manteve-se num experimento único e - sem cessar o batuca - foi assimilando as reações. Talvez Karen tenha esquecido o quão inteligente pode ser um Lêmure; talvez ainda, ela esteja caminhando as margens de uma teoria da evolução.

Talvez Karen seja o próprio Darwin; uma escritora nata que nos mostrará como um macaco pode aprender ao deparar-se com um ser mais... evoluído?! Ok, ok, eu sei que evolução não se quantifica, mas Karen sabe disso?! Talvez, apenas talvez, ela é o monólito branco de "odisseia no espaço", ou ainda o próprio monólito interativo descrito por Arthur Clarke.

Arthur... Clarke. Talvez o julgamento ao nome tenha sido precipitado demais; não sei o quanto a garota à frente é uma visionária que destoa. Não sei se cogitou que um dia seria um monólito à Arthur. O importante era que, a medida que ele batucava o coco, ele reparava que algo diferente acontecia na menina. Ele podia não ter a consciência de um humano, mas aos poucos, ele começava a aprender uma... linguagem?! Num conceito popular, aquilo certamente não era uma linguagem... mas de certa forma sim. Em primeiro momento, manteve-se inerte (num sentido físico de inércia; não parado, mas necessariamente contínuo até que algo lhe tire desse estado) nos batuques esporádicos e analisou os acontecimentos.

Depois disso?! Decidiu mudar. Cansado do resultado "interrupção", o macaco decidira testar o que sequentes batucadas altas e fortes faziam com a menina. Parou de pular, jogar para o alto o seu coco ou abaixar; decidiu apenas segurá-lo com uma mão e, com a outra, batucá-lo em sequência rítmica. O ritmo?! Rápido demais para ser agradável. Era constante, veloz e forte. Como Passamian era um enorme macaco, seus braços ficavam numa altura próxima do ouvido de Karen e, aproveitando a posição de privilégio, bateu ainda mais forte o tambor (tic tic tac).

Fica a dúvida: um Pókemon ou um baterista da Beija-flor de Ninópolis?

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Mensagem por Food em Seg Abr 06 2020, 19:36

off topic:
Poderia adicionar o nome e a personalidade de Arthur na ficha?
Nome: Arthur
Personalidade: Um grande brincalhão. Arthur é um Passimian travesso e divertido, que no começo pode até parecer um Pokémon burro, mas é na verdade muito inteligente e sensível perante emoções e reações humanas, principalmente as de Karen, para o azar dela. Gosta de brincar; sozinho ou acompanhado. Não faz distinção de sua companhia normalmente, mas prefere Karen. Enxerga ela como uma amiga! Ou como um brinquedo pequeno, rosa e ambulante? Vai saber...


Fora isso, eu não sabia como o Passimian "falava", se você tiver alguma noção, me fala que eu edito esse post kkk. Valeu!


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Não bastasse não encontrar nada, Arthur começava a batucar seu coco, fazendo um som extremamente chato, irritante e com ritmo desagradável.

*tic tic tac*

Eu estava começando a sentir falta do meu pai...

O velho era chato, mas ele não ficava me irritando o tempo todo.  Ah, não, espera. Ficava sim.

Aliás, acho que a culpa é toda do tio Betovein, não é?! Eu deveria voltar lá agora e devolver esse péssimo baterista AGORA MESMO!

*tac tac tuc*

Não, Karen. Você não vai fazer isso! Pense um pouco!

É uma aventura de auto conhecimento. Você tem que aprender a lidar com as adversidades. Sua mãe não vai estar aqui para te ajudar, mas isso não tem problema, você já é bem grandinha, correto? Não é uma grande lêmure que vai destruir sua viagem, hahah!


*tic tic toc*

... Eu vou cometer um crime de ódio.

Espere, talvez, mas só talvez, não.

Não pude deixar de lembrar da minha infância agora. Afinal de contas, onde eu já tinha vivido isso? Uma situação com um grande e musculoso ser me irritando apenas por prazer; não era algo diferente do que meus irmãos faziam comigo! É isso!

Sabe, eu sou a irmã mais nova, de seis filhos. Os cinco mais velhos gostavam de brincar e implicar comigo, por ser a única garota ou algo assim. Sendo esse o caso, eu só preciso dar o troco na mesma moeda! Se meu pensamento estiver correto, e eu espero que esteja, Arthur quer apenas brincar. Ou me irritar... Ou um pouco de cada. Sendo assim, eu só preciso responder aos seus estímulos de forma positiva, não é?!

Veja bem! Você gosta de música, não gosta? Esses batuques poderiam ser um ritmo para uma canção!

*Tac Tac Tic*

- ♫ Lara Lara lii ♫ - Cantarolo, após as batucadas de Arthur.

O Pokémon para, me observando, relativamente confuso. Em seguida, ele bateu em seu coco mais algumas vezes; movimentos rápidos, sons apressados.

*Tic Tic Toc*

- ♫ Nina Nina Nooo ♫ - Repito a ação e canto novamente após suas batucadas.

O Pokémon então abre um sorriso.

Um sorriso que me pareceu de alguém que finalmente foi reconhecido por seu amigo, ou algo do tipo. Eu espero estar certa, mas acho que sou ruim interpretando as emoções de Arthur.

- ♫ Nanananana ♫    - Cantarolei novamente.

Era preciso ser paciente. Era como conquistar uma criança, eu acho. O único irmão que não me zoava era Gio; um garoto bom de verdade. Quando eu chorava, ele começava a cantar para mim, tentando me cativar com seus ritmos e voz desafinados. Mas funcionava.

- ♫ UH, UH, UH, HÁ HÁ HÁ! ♫ - Exclamou Arthur, que até o momento era apenas um baterista calado, que ria, batucava e brincava.

- V-você está cantando?    - Fiquei um tanto quanto surpresa. Sua voz era diferente do que eu havia imaginado, mas combinava perfeitamente com ele, ao mesmo tempo.

Ele em seguida começou a "cantar" mais e mais alto. Fazia seus grunhidos e dançava com seu coco. Realmente, conseguia brincar sozinho. Talvez esse tempo todo ele só estivesse me convidando para brincar também? Ou ele... Ele estava me incomodando por me considerar uma pessoa chata?

- Bem...   - Olho em volta, para observar se existia mais alguém pela rota, nos olhando.

Não parecia ter ninguém. Eu ao menos não vi ninguém.

Nesse caso...

- Espero não me arrepender disso...   - Falo.

Então, acompanho Arthur em sua dança.

Quer dizer, eu não dançava como ele; livre, leve e solto, sem medo de ser feliz e sair rebolando pela rota. Não, eu estava sendo bem mais comedida, mas tentava "acompanhar" ele, mesmo assim.

Eu considero que danço muito bem, se quer saber, mas não posso dizer o mesmo de Arthur. Era difícil "acompanhar" seus movimentos; ele era desengonçado e se mexia de um lado ao outro, sempre com aquele coco em mãos.

Pelo menos ele parecia mais feliz que eu. Não pude deixar de parar por um tempo um pouco para rir de sua dança extremamente desajeitada; me lembrava muito de Mastevomanti, que  também era horrível dançando.

Diário da Karen
Dia 1 de Jornada: Dançando com um macaco.







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Mensagem por Victoria em Ter Abr 07 2020, 17:33


Eu amava a forma como Karen simplesmente me fazia mudar por completo meu plot de uma postagem para a outra. Num instante um macaco zombador, no outro?! Uma moça bastante frustrada. Em terceiro momento, uma parceria. No fim, chegamos a onde eu queria! Por meios distintos, talvez, mas agora tínhamos uma treinadora e seu primeiro pokemon. Dizem que esse laço é eterno, ao menos para o humano. Como todos bem sabem, Karen não era a primeira 'dona' de Passamian, mas certamente seria a que passaria mais tempo com ele daqui em diante.

Ou será que não?! Bem; a expectativa era de que sim. Talvez por isso Passamian se animara tanto com o fato de poder (simplesmente) interagir com a garota. Seja incomodando, respondendo, dançando ou cantando; o simples afeto lhe... afetara?! Parece prolixo mas não é. Não é disso que se trata a própria interação?! Boa ou ruim (se é que isso existe), a interação produz laço e, aos poucos, ilustramos e delimitamos as margens de um novo dueto.

Deixarei-os à sós na narração. Não intervirei mais. Agora que são amigos, tem a liberdade de serem e desserem o que quiser, se me permite o neologismo, é claro.

Há quem diga que é insano dançar sem música. Há quem diga também que não é porque não se escuta, que não há música. Talvez seja esse o caso; era impossível considerar aquele conjunto harmônico, mas ainda assim há uma música entre os dois. Isso é incontestável! Uma música que os moveu bem mais do que apenas "andar para frente". Agora a garota soava; ela podia não ser a dançarina mais agressiva e veloz dali, Passamian certamente fazia movimentos muito mais físicos que ela. Ainda assim, o lêmure tinha uma disposição física anos-luz a frente da moça. Justamente por isso, prosseguia no ato sem se cansar; já Karen?! Karen não.

Talvez só reparara quando algumas várias gotas de suor largaram sua testa e decidiram escorregar até sua blusa. Se olhasse para baixo, veria que estava completamente molhada! Ainda assim, seu pokemon não (re)parou. Seguiu seu ritmo, manteve-se no batuque e ainda aumentou o desafio! Colocou-se a andar enquanto dançava. Karen só percebera isso quando viu que a grama não mais era longa e fofa como reparou; voltou a ser mais curta e falhada, como antes.

Bom sinal?! Provável que sim. Uma outra boa nova mostraria-se bastante impactante. Agora Passamian sentia uma estranheza ao tocar seu coco; antes o som ia ao além e sumia, agora, parte dele parecia retornar como um eco. Vejam bem, um local completamente aberto é perfeito para um ecoar mas, para isso, é necessário um elemento central: a tal da barreira que reflete.

Isso é algum tipo de sinal, não é?! Isso podia significar que mais para frente veriam algum tipo de parede, bloco, monte, relevo ou... não sei, mas alguma coisa, não é?! Bem, fisicamente falando, parecia que sim. Ao menos de uma coisa podiam ter certeza; mais cedo ou mais tarde o cenário mudaria. Apesar de ainda não conseguirem enxergar o longínquo obstáculo, há algo de interessante para lá.

Mas lá a onde? Era ao Norte, ao Sul, ao Leste ou ao Oeste?

OFF: Adicionada!!

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Mensagem por Food em Ter Abr 07 2020, 19:37


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Eu gostaria de pedir desculpas para a Vitória por fazer ela mudar o plot, mas não posso...

Bem, deixemos isso de lado, espero que ela não guarde rancor e acabe colocando um Pokémon Ghost na rota!

- ♫ UH, UH, UH, HÁ HÁ HÁ! ♫ - Disse Arthur, batucando em seu coco e andançando, como se estivesse me convidando para mais uma rodada daquela brincadeira.

Já eu, apenas conseguia ofegar, andar lentamente e pensar. Estava cansada e suando um tanto, iria precisar de outro banho... Bem, depois eu penso nisso. Primeiro eu tenho que chegar em algum lugar.

Reparo que a grama tinha diminuído novamente, mas já não dava tanta importância...

Mas...

Algo nos batuques de Arthur era ligeiramente diferente. Quer dizer, não era o batuque dele em si, eu acho. Olho para trás e o encaro.

Ele estava olhando para os lados, desconfiado. Batia no seu coco algumas vezes, e voltava a olhar para as direções. Era um... Eco? Mas por que só agora? Bem, eu não entendo muito sobre essas coisas complicadas, como o funcionamento de um eco, mas... Estava estranho.

- UH, UH! - Disse Arthur, apontando para o Oeste, por alguma razão ou algo que eu não tinha visto.

- O que foi, Arthur?  - Pergunto.

Ele apenas continua fazendo seus sons e batucando o coco, apontando para a esquerda e me cutucando no ombro.

- Calma, calma. Ahn... Tem certeza que é a melhor direção para ir?   - Pergunto.

Ele assente com a cabeça e volta a bater em seu coco.

- Você é Físico ou Cartógrafo? Ou está se baseando apenas no som do seu coco?

Ele não responde.

Ao invés disso, faz uma careta, que eu não sei se era de confiança ou de dúvida. Suspiro.

- Ai, ai... Bem, pra ser honesta, eu não tenho uma ideia melhor. Eu só espero que não estejamos indo para algum lugar perigoso...
Mas acredito que você vá me proteger, não é?


Arthur assentiu com a cabeça, estudando o peito e se mostrando confiante.

- Obrigada.

Ele começa a rir, gritar e girar seu coco na ponta do dedo. Em seguida, aponta para a esquerda novamente com sua outra mão, como se tivesse pressa.

- Tá bom, tá bom. Vamos lá então...   - Sabe se lá o que eu iria encontrar indo para o Oeste, mas eu queria apenas três coisas: Pokémon fofinhos, um lugar para tomar banho ou o fim da rota.









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Mensagem por Victoria em Qua Abr 08 2020, 19:28


Por algum motivo que Karen desconhecia, Passamian indicou ao Oeste. Pergunto-me algo ainda mais curioso que o fato d'ele ter apontado para algum lado com certa confiança. Pergunto-me como Karen sabia onde ficava o Oeste. Não há estrelas; é dia. Não há bússola. Há... vento mas, ela entende disso?! Provável que não, se não saberia que só em lugares com pouco vento o Eco se faz tão presente. Se o vento é fraco ou lerdo, não deve ser esse o critério, né.

Seria o sol?! Bem, faria sentido mas, no mundo Pokemon, ele nasce para o Leste ou para o Oeste? Sinceramente, nem eu sei. Imaginando que seja algum mundo baseado no nosso, imagino que ao Leste, mas fora por isso que Karen reconheceu?! Ah, provável que sim, né?! Ok, dúvida sanada; vamos aos fatos. O macaco tinha algo muito melhor que conhecimento cartográfico ou físico; ele tinha instinto.

Era baseado no seu instinto e descoberta que ele se mostrava inquieto para descobrir aonde chegaria. Eu também estaria, é claro; depois de tantos nadas, qualquer coisa se torna alguma coisa. Dera passos grandes e deixara sua treinadora um pouco para trás; percebera a falha e logo parava e esperava a moçoila vir para mais perto. Assim que ela chegava, tentava arduamente não repetir o mesmo erro... mas acabava falhando miseravelmente; o ciclo fora esse até um objet(iv)o entrar no seu campo de visão.

Um ponto marrom se projetara no horizonte e, ao vê-lo, o macaco se animou. Apontou apressadamente e tentou apressar sua treinadora que já estava completamente suada. Ao chegar mais perto, o ponto virara um grande retângulo fincado ao chão; mais perto ainda, veriam que se tratava de uma espécie de parede. Mais próximos ainda, identificariam que ela era construída com troncos e, ainda mais à frente, identificariam que aquela era uma construção com quatro paredes; um cubo oco e sem tampa.

Quando conseguissem chegar ainda mais perto, veriam que era uma construção que nunca se findara; era de madeira pura, envernizada, com cheiro de meia-idade, abandonada porém ainda de pé e forte. A construção não tinha nem teto nem porta, e podiam acessá-la por uma abertura entre uma parede e outra. No mais?! Nada. Era rústico como uma casa na árvore. A diferença primordial era que, além desta aqui estar no chão, ela está muito mais para uma "casa-DE-árvores".

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Mensagem por Food em Qua Abr 08 2020, 22:17


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- ♫ UH, UH, HÁ HÁ! ♫ - Arthur vinha andando mais rápido que eu, ou melhor, ainda mais rápido, e se aproximava de nossa primeira grande descoberta. Ele estava extremamente animado com ela, ou ao menos era o que parecia.

Assim que começo a me aproximar, consigo ver com mais clareza do que se tratava.  Era um...

- Um grande cubo de madeira? - Pergunto para mim mesma, em voz alta. - Isso é no mínimo... Curioso. - Eu falo.

Olha, eu nunca tinha saído em uma jornada antes, mas, em Kanto, não me recordo de existir uma coisa dessas no meio da rota, aleatoriamente. Na verdade, eu só me lembro de alguns Pokémon e berries em rotas. Além dos treinadores procurando oponentes, é claro...

Inclino a cabeça levemente para o lado e começo a observar melhor aquela construção inacabada. Ela me dava lembranças de uma espécie de enigma ou coisa assim, do tipo que eu brincava com meus irmãos.

Sabe, eu nunca fui muito boa com enigmas. E aquilo realmente me lembrava de um. Ou eu estaria imaginando demais? O que você faria se encontrasse uma espécie de casa inacabada no meio de uma rota?

Eu gostaria de perguntar isso para alguém, como o Tom, Gio... Ou meus pais. Até mesmo qualquer um que estivesse andando por ali, mas eu parecia ser a única. A amarga solidão da doce liberdade...

Na verdade, não mais!

Eu agora tinha um parceiro, um teammate; alguém que poderia me auxiliar nisso. Volto ao aqui e agora e me direciono para Arthur, que já estava em frente ao cubo.

- O que você fari-

Ele estava batendo seu coco numa parede externa. Uma batida, de leve, e então tornava a observar a construção. Analítico, pensativo, matemático... Ele provavelmente era mais inteligente que eu, ou é o que parecia. Bem, pelo menos eu ainda sou mais bonita!

...

Me aproximo de Arthur e consequentemente do cubo, e percebo que ele tinha uma entrada.

... Será que eu deveria?


- O que você acha de darmos uma espiada por dentro desse cubo, Arthur? Podemos encontrar algo, eu acho!  

Ele assentiu com a cabeça, animado. Imagino que tenha sentido algo, já que foi graças a ele que chegamos até aqui. Eu acredito que deveria confiar nos instintos dele, por alguma razão que não sei qual é. Talvez apenas confiança? Ou existe algo mais? Não faço ideia, mas parece sábio deixar as decisões nas mãos dele, agora. Era esperar para ver como seria o desfecho da exploração desse... Misterioso cubo? Algo do tipo.

Arthur adentra no cubo, e eu o sigo logo após.





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Mensagem por Victoria em Sex Abr 10 2020, 16:32


É, a ideia de entrar não era de todo ruim. Passamian analisara a forma, cor, textura e dureza do material, mas nada soube deferir à Karen além de aqui se tratar de troncos empilhados e amarrados. A construção de fato não era nova, mas não precisava ser um gênio para reparar. Era uma madeira que já absorvera muita cor e ficara escura. A umidade desenhou as paredes com manchas cinzentas e os nós das árvores tinham sonoridade diferente ao bater; como se estivessem menos ocos que o restante do corpo.

Ali dentro?! Provável que uma bela casa de cupins. Alguém viera num momento recente (mas não tanto) e tentar salvar a construção da infestação de cupins com um pouco de verniz mas - logicamente - não funcionou. Só pelo cheiro de madeira úmida e fungo já dava para saber que aquilo não se tratava de algo feito ontem! Não precisava ser uma especialista em carbono 14 para desvendar esse mistério, não é?!

Pois bem, talvez não se tocara no quão velho era aquilo, mas certamente reparou que recente não era. Apesar do vazio, pareceu se interessar mesmo assim; provável que pelo vazio de informações, aquela construção era de fato um ponto interessantíssimo aos nossos dois protagonistas. Não há muito o que se descobrir para além disso... ao menos acredito que não.

Karen então entrou numa fenda e, quando entendesse do que se tratava, provavelmente se decepcionaria. Um vazio. Um silencioso vazio. Não havia nada ao centro daquele cubo sem-teto. Não havia nem sequer rastros de que alguém se abrigou ali algum dia, até porque, de que adianta um abrigo sem tetos e de paredes frouxas?! Absolutamente nada.

Apesar de oco, as paredes internas do cubo já tinham uma peculiaridade que não percebera do lado de fora. No contorno oposto ao que vieram, o cubo parecia ter uma espécie de janela baixa e curta. A Janela em questão mal passava um braço um-pouco-mais-grosso. Era um espaço limitado que certamente não servia para travessia de quase nada.

Aquilo talvez intrigasse Karen mas a Passamian não surtiu efeito; o pokemon achara aquilo desinteressante e, apesar de ter entrado com sua treinadora, retomou a tarefa prazerosa de batucar a parede. A diferença de sons lhe soava tão curiosa que, desta vez, fez questão de aproximar seu ouvido da madeira. Sua principal descoberta era reparar que, quanto mais oco o som, mais mole e fraca era a madeira em questão. Fazia o teste lapidando aos pouco e nada demais descobria. Nem sequer a tal "casa de cupins" era revelada ao pokemons".

Continuou o processo pela extensão de toda aquela parede e, ao ver que nada encontraria ali, fora até a parte interna da construção à esquerda da janela. Poliu um pouco seu coco e voltou a usá-lo como uma machadinha. Tentou, tentou tentou até que, voilá, um barulho completamente oco. Viu-se na missão de descobrir do que se tratava e, num impulso incorrigível, destroçou por completo a casca do caule e descobriu que, neste caso, nem sequer havia Floema para destruir. A estrutura estava completamente oca, e aquilo parecia ter sido projetada por alguma alma consciente e feita por meio de ferramentas e mãos hábeis.

Ao ver a destruição que causou à construção, o lêmure se sentira acoado em continuar e só não o fez. Decidindo parar, olhou para Karen com um pedido de desculpas, sentido que tomaria um esporro... mas isso aconteceria?! Provável que não; logo que Karen olhasse, veria que na parte oca há algo dourado e de formato cônico, bastante espichado, com uma lente em cada uma das pontas.

OFF: Me desculpa o post MAL ESCRITO PRA PORRA mas ontem e hoje eu to arrumando casa então to meio cansada

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Mensagem por Food em Sex Abr 10 2020, 17:54

offtopic:
Tranquilo. Mas eu gostei do post, haha.


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Assim que entramos dentro do cubo, pude deparar com algo relativamente óbvio, mas ao mesmo tempo desestimulante: não existia nada de interessante dentro dele.

Eu não nego que esperava descobrir algo diferente ou divertido, creio que animaria um pouco as coisas. Uma dose de "aventura" para minha jornada de auto conhecimento. Não seria uma coisa ruim...

Infelizmente, a realidade era outra. Simplesmente nada chamava atenção. Era tudo muito comum, e mesmo que existisse um toque de mistério sobre um cubo vazio no meio de uma rota, eu não me sentia atiçada o suficiente pelo "enigma" para tentar descobrir mais. Talvez por falta de pistas, pois como já disse, sou péssima com enigmas, ou apenas por ser desinteressante, mesmo...

Começo a correr os olhos pelas paredes, em busca de um sinal, um símbolo... Eu não sei, algo do tipo.

Acabei encontrando um buraco. Um pequeno buraco, colocado em uma posição que poderia servir como janela. Ou algo assim. Uma pequena janela, então? Isso era muito estranho...

Elaboro minhas mil teorias sobre como aquilo poderia estar ligado a algum tesouro milenar, mas chego em conclusão nenhuma. É, talvez tenha sido perda de tempo. O buraco era tão desinteressante que nem mesmo comoveu Arthur. Eu, se fosse ele,  já teria tentado encaixar o coco no buraco, como se fosse uma chave secreta para um templo subterrâneo, e eu era a grande escolhida da antiga civilização para... Deixa pra lá.

- Atchim!

Ótimo, eu havia me esquecido, também. Se não existiam muito mais estímulos para minha curiosidade dentro do cubo, eles existiam para minha alergia. Em grande quantidade, inclusive.

- Isso aqui está precisando de uma boa faxina, não é mesmo, Arthur? - Pergunto, com uma voz meio anasalada. - ... Arthur?

Ele estava batucando novamente seu coco nas paredes. Vai entender a mente genial do meu Passimian...

Após uma investigação aparentemente minuciosa e calculista, Arthur se aproximou de outra parede, começando novamente seu trabalho.

Era interessante observar como o Pokémon agia. Acabei apenas assistindo enquanto ele trabalhava, mas tinha em mente que de nada adiantaria aquilo tudo. Mas, se ao menos algum de nós dois estava se distraindo... Acho que tudo bem.

Ou era o que eu tinha pensado.

Quando menos espero, uma das paredes em que Arthur batucava (aleatoriamente no meu ver, não entendia muito o raciocínio dele por trás daquilo tudo...) simplesmente quebra.

Sim, ela QUEBROU, e aquilo me assustou um pouco, no começo.

- A-arthur!

O Pokémon de dois metros apenas me encarou, com um olhar de "ops, desculpa". Eu nunca fui muito durona para dar bronca em ninguém, e admirava minha mãe por conseguir fazer isso. Entretanto, eu tinha que advertir ele; não era uma boa coisa destruir propriedade alheia, mesmo que abandonada!

Ai, ai... Difícil vida de treinadora. Mas fazer o que, era meu dever.

- Arthur, você não- Enquanto eu falava, algo no buraco que ele destruiu reluziu por um segundo em meio a escuridão da casa sem teto. - Ahn?

Curiosa, me aproximo do buraco para ter certeza de que eu não tinha visto coisas. Sabe como é, eu poderia estar delirando graças ao cansaço dos exercícios anteriores. Assim que chego nele, vejo uma espécie de...  O quê exatamente é isso?

Sua base era dourada. Sua forma era como um cone. Fico meio na dúvida no começo, mas acabo cedendo a curiosidade e pego o item em minhas mãos.

Começo a apalpar ele e virá-lo para lá e para cá, analisando. Dessa vez era Arthur que me observava estudando algo, e não o contrário, como de costume. Acabei encontrando duas lentes no objeto, uma em cada ponta.

- O que é isso? Uma espécie de telescópio? - Pergunto para Arthur.

O Pokémon apenas fica me encarando, como se talvez não fizesse ideia do que é um telescópio, pra início de conversa.

- Faz sentido, eu acho... - Instintivamente, faço a coisa que me pareceu mais lógica e coloco meu olho em uma das pontas enquanto aponto o objeto para Arthur, para ver se aquilo funcionava ou não como um telescópio de verdade.




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Mensagem por Victoria em Dom Abr 12 2020, 16:50


O objeto dourado foi raptado pelas doces mãos de Karen que o tocou, investigou e analisou sem nenhum pudor. Talvez aquela menina seja como eu; uma que nunca viu um telescópio na vida. Apesar de desconhecer o objeto, não era difícil identificar um; mesmo assim, havia um pequeno erro de conceituação. Começo afirmando à Karen que aquilo até era um telescópio, mas era melhor chamá-lo de luneta. Ok ok, toda a luneta é um telescópio... mas nem todo telescópio é uma luneta, ok?! Pois bem, aquilo serviria para ampliar visões, isso era uma assertiva da novata que, ao colocá-la no rosto, já havia descoberto isso por conta própria.

Pois bem, venho aqui então fazer o que?! Limitar-me a falar da bem sucedida ação e intuição de Karen?! Bem, não exatamente. Venho aqui descrever três coisas. A primeira é a própria luneta: um objeto bastante sujo de pó que faria Karen espirrar no mínimo 30x mais que antes. O objeto não era só velho e escondido no meio de madeira podre. Ele era feito - ou ao menos, metade dele era - da própria madeira esfarelada que ela era alérgica. Seu interior estava intocável e de fato servia bem para desempenhar sua função, mas aquilo era um vetor de sinusite muito mais útil que um próprio gato-persa.

Pois bem; apesar dos pesares, a luneta não era apenas um saco de alergia móvel. Ela também era rústica e cheia de história! Seu corpo era de madeira maciça e esculpida à mão. Os sulcos que lhe enfeitavam era o que mais acumulava o pó-de-madeira, e se tornavam a parte mais problemática. Em sua base maior, um aro de metal dourado enfeitava, regulava e segurava a lente levemente arranhada que Karen apontava para Arthur. Na outra base?! Bem, ali não tínhamos um aro, mas uma extensão bastante comprida do mesmo metal gélido e dourado. Era tão gélido que, ao posicionar seu olho sob a lente, todos os pelos da garota arrepiaram por completo e um calafrio a tomou. Passamian chegou a rir do remelexo involuntário, mas logo parou e foi para o próximo "take"; uma cena um tanto quanto.... bizarra?!

Pois bem, é esse meu segundo papel aqui. Ao apontar a luneta para Arthur, Karen demorou entender do que se tratava aquele pedaço ampliado e específico que via; rodeou um pouco o entorno e compreendeu que era um ombro peludo, mexendo ao ritmo da risada tosca do lêmure. Subira um pouco para achar o rosto do lutador e, quando fez, não entendeu em absolutamente nada a cena que vira! Sua luneta ultrapassou a boca e fitou de perto uma cena bastante... estranha?! Passamian levava ora ou outra sua mão na boca e parecia estar comendo algo; o macaco não se importou em nada com a visão de Karen e apenas continuou.

Era impossível que a garota entendesse a situação vendo apenas pelo tal telescópio mas se tirasse.... bem, se tirasse ia certamente ficar extremamente constrangida e perdida. Fato era que, ao abrir aquele buraco, Arthur achou o que tanto estava procurando; a casa dos cupins responsáveis por grande parte da destruição. O primata não iria deixar para lá sua caça! Começara a pegar incessantemente os insetos e enfiá-los na boca um-por-um, comendo sem pudor e com bastante ânimo, parecendo até que estava com fome.
Meu deus, Arthur, que nojo!! Você precisava mesmo fazer isso?! Bem... ao menos isso explicaria porque ele estava tão animado procurando espaços ocos naquela madeira, né?! Apesar de ser um pokemon, o espírito lêmure não saíra dele.

Bem, agora me resta a... terceira descrição?! Bem, essa pouco importa em âmbito descritivo, mas certamente dará um bom caminho à Karen. Meu terceiro anúncio é simples, curto e... bem, um tanto quanto objetiva: aquela janelinha que outrora narrei, tinha um tamanho exato para encaixar a luneta de forma sorrateira e bastante confortável. Tanto em altura-para-os-olhos, quanto em espaço para movimentar o objeto livremente e ver os flancos.

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Mensagem por Food em Seg Abr 13 2020, 02:45


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- ATCHUUU!

Karen, querida, acho que você se esqueceu da sua alergia de novo! Movida pela extrema curiosidade, acabei me esquecendo de que o objeto poderia estar coberto por mofo ou poeira. E realmente estava.

- ATCHIM! Ardur... Voze tem um lenzo- Espera, obibio gue não... - Falo, com meu nariz agora completamente congestionado.

Uma luneta não é algo difícil de usar, então eu comecei a testar ela e, realmente, se tratava de uma. O fato de eu ter visto Arthur bem de perto comendo larvas é o único problema que eu gostaria que não mencionassemos mais, se possível.

Ao relembrar da cena, um calafrio percorre por meu corpo, dos pés a cabeça. Urgh!

Deixei meu Pokémon e seu quitute nada convitativo de lado, e voltei a analisar a luneta. Realmente, era bem velha.

Engraçado, seu formato...

Olho para o buraco que existia na parede interior do cubo.

É impressão minha ou se trata de um encaixe perfeito? Bem, só tem um jeito de descobrir.

Começo a me aproximar do buraco com a luneta em mãos. Assim que chego perto (após dar uns dez passos no máximo) começo a observar o buraco, depois a luneta...

De forma praticamente instintiva, encaixo o item dentro do buraco. Começo a fazer pequenos movimentos com aquela lente, enquanto ela estava presa na parede. Para um lado, para o outro...

Seria isso uma espécie de marcha para um robô de madeira que foi largado aqui no meio de uma rota desinteressante, esperando um treinador que encontrasse e reativasse seu núcleo de... Desculpa, essa atmosfera misteriosa me deixa meio criativa.

- ATCHU!

Será que isso aqui se tratava de uma base? Temos uma luneta que pode se mover para várias direções, acoplada em uma parede e... Espera. Qual seria a visão exata de uma pessoa com uma luneta grudada na parede? Será que existe algo atrás dela?! Sem conseguir conter minha curiosidade, coloco o olho novamente na ponta do objeto, para ver o que eu enxergaria do outro lado.

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Mensagem por Victoria em Seg Abr 13 2020, 13:38


Não havia nem papel nem atenção de Arthur. O pokemon continuou firme e forte na sua alimentação proteica enquanto Karen se contentava em fazer tudo sozinha. Pois bem, por algum milagre, conseguiu breves segundos de paz e, sem espirrar, mirou a luneta no quadradinho feito sob medida. Ao encaixá-la com maestria, mais uma vez encostou o objeto no olho e rezou para não achar outro macaco se alimentando... ao menos não agora.

De início, Karen demorou reconhecer que cada parte que via, era fragmento de uma imagem maior. Pela falta de costume, demorou assimilar o visto ao fato e, principalmente, reconhecer que aquela projeção estava direcionada a tal lugar. Fora até um pouco difícil se situar no mundo real; precisou relembrar o "de onde veio" e (re)projetar o "para onde irei". Ainda que eu tenha dito a você que "a janelinha estava na parte de trás do cubo", há aqui a nova dificuldade de dimensionalizar. Em um grande nada, não há garantia alguma que você está andando em círculos ou não. Em certo ponto, Karen perdeu a noção de frente-trás ou ida-vinda. Demorou um tempo para retomá-la e, naquele zoom, era difícil até mesmo identificar parte do céu.

Que inclusive já estava começando a acalmar. O sol saia do topo e projetava sombras chatas no próprio cubículo, o que muito provavelmente lhe protegeria de uma isolação. Bem, voltemos ao interessante; depois de entender a projeção, o que Karen viu?! Nada?! Bem, não foi bem assim. A garota até balançou a luneta para um lado e para o outro, mas só encontrou de fato alguma coisa ao achar o marco zero. Sim, o centro retilíneo daquela janela.

A posição parecia apontar para um conjunto de construções bastante longínquo. Numa estimativa completamente sem base, eu diria que estavam a três quilômetros de distância da garota e isso por si só já deveria a cansar. Teria que andar para um caralho para chegar em algum lugar.

Felizmente não sou eu, né. Antes Karen do que Victoria e Food, certamente. Os dois prazeres de ser um personagem interpretativo é esse; não há limites físicos e não se pega Corona Vírus. Pois bem, a garota podia parar por ai; agora tinha algo para seguir e até uma expectativa de não morrer de fome em um deserto-de-grama... se é que isso existe. Apesar disso, ainda vira de relance uma movimentação um tanto quanto... mais próxima?! Bem, no meio do caminho, entre as construções encontradas e si mesma, Karen viu um homem; ou ao menos parecia ser um. Era impossível distinguir com aquela luneta velha, suja e arranhada mas tinha um imaginário humano, até porque sua silhueta contribuía para essa suposição.

Aos poucos o bípede diminuía e até se perdia na linha do horizonte; ficava pequenino demais para ser focado, ainda assim, ele parecia ir em direção ao que Karen outrora encontrou... o tal do marco zero.

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Mensagem por Food em Seg Abr 13 2020, 19:51


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- ATCHIIM!

Aquilo era muito estranho...

Eu conseguia ver coisas, mas essas coisas não me pareciam nada, no começo. É quase uma metáfora, mas é exatamente o que eu estava sentindo. As imagens eram meio distorcidas e confusas, mas acho que conforme eu observava, acabava me acostumando e começando a entender tudo... Finalmente consegui me adequar e ajustei corretamente a luneta, comecei a enxergar algo... Sim! Finalmente!

- ATCHIM!

Incrível, eram várias construções, que legal!

Ei, espera.

Você não está pensando que eu vou andar tudo isso até lá né? Alô? Vitória??? Food????? AMIGOS????????

Hahaha, nem pensar, querido.

Na-na...

Pera, sério?

Espera! Acho que eu vi algo! E não falo isso pra mudar de assunto e esquecermos do que eu vou ser friamente forçada a fazer!

Aquilo era um... Um humano?

Não sei se foi uma ilusão da minha cabeça, mas eu jurava ter visto um ser humanoide! Bem, uma silhueta, na verdade...

Paro de observar pela luneta e volto minha atenção para dentro do cubo.

- Ardur, boze dinha gue ber (Arthur, você tinha que ver)! - Falo, com o nariz totalmente entupido. - Engondrei gonstruzões e adé uma bessoa, eu ajo... (Encontrei construções e até uma pessoa, eu acho...)

Arthur apenas ficou me encarando. Não reparei se ele tinha acabado de comer as larvas nojentas, ou se ainda tinha alguma em mãos, pois tentei encarar apenas sua cara.

Eis que, de repente, provavelmente por ouvir minha voz anasalada, ele começou a rir.

Rindo pois ouviu algo engraçado mesmo. Não era uma "risada de felicidade", simplesmente. Ele estava rindo de mim. Na verdade, ele estava rindo com tanta força que começou babar e cuspir pedaços de... Ai meu ARCEUS DO CÉU ISSO TÁ VIVO, TIRA, TIRA!

... Algum tempo após surtar e me limpar, tendo certeza de que não tinha restos de larvas no corpo... . Que nojento!


- Arthur! - Falo, encarando o Passimian. - Não quero mais que você saia por aí comendo insetos nojentos, ok? Ou ao menos, que não cuspa eles em mim depois. - Olho para baixo e observo se existia algum pedaço de coisa viva em mim que não fosse eu mesma.

Acho que ele estava arrependido. Parcialmente. Pela parte de cuspir em mim, ao menos.

- Hum... Enfim... Eu vi um humano indo em direção a o que pareciam construções, em uma certa distância daqui... Não sei você, mas acabei ficando curiosa! Será que é uma boa irmos lá dar uma olhada? Arthur? ARTHUR! PARA DE COMER AS LARVAS DO CHÃO!

O Passimian pareceu ignorar minhas ordens e continuou comendo os restos de larvas que ele mesmo tinha cuspido em mim. E eu não gostava nada da ideia de narrar isso.

- B-bem, está decidido. Eu ainda estou curiosa sobre esse cubo estranho, mas creio que seja melhor seguirmos em frente! Eu preciso de um banho e, fora isso, eu gostaria de assegurar um lugar para dormirmos e descansarmos essa noite, então creio que seja uma boa ideia seguir para a próxima cidade, ou seja lá o que é aquilo que eu vi, entendido?!

Arthur - que tinha acabado de comer sua sobremesa - coça sua orelha com um dedo enquanto segura seu coco com a outra mão. Me pergunto onde ele deixou o coco enquanto comia as larvas...

- Vamos lá, então! - Falo, saindo do cubo.

Dou alguns passos para fora e decido me direcionar para onde tinha visto o vulto. Acredito estar indo na direção certa, e creio que seja a melhor escolha agora. Começo a andar lentamente, pois ainda não tinha muita pressa, e não queria ficar suando.

- Bem, essa descoberta não foi tão ruim assim, afinal. Você já está alimentado, pelo menos... - Falo olhando para o lado e...

Arthur?

Olho para trás e vejo o Passimian a alguns passos de distância de minha pessoa. Ele estava sentado, com dois itens, um em cada mão, em frente ao cubo. Volto para me encontrar com ele.

- O que foi, Arthur? - Pergunto.

Vendo a situação, acho que captei o problema.

Em uma das mãos, ele tinha seu coco. Na outra, tinha a luneta que eu tinha usado para enxergar a vila, cidade... Aquelas moradias lá... Enfim.

Ele lambia a luneta, e depois lambia seu coco. Fazia uma careta, como a de alguém indeciso.

- ... Você não sabe o que levar? Leva as duas coisas, oras! - Falo.

Ele olha para mim e se levanta. Se aproxima de mim e estende a luneta em minha direção.

- Eu já cai nessa uma vez, Arthur, não vai funcionar de novo!

Ele se aproxima mais e coloca a luneta em cima da minha cabeça, como se fosse um chapéu. Ela não tinha muito equilíbrio (pobre luneta sem coordenação motora...) e cai de minha cabeça. Rapidamente, pego o objeto com minhas mãos. Ela provavelmente quebraria se caísse no chão.

O Passimian sorriu, mas parecia insatisfeito, ainda sim. Ele aponta para mim e depois coloca o dedo acima de sua cabeça.

- Isso não é um chapéu, Arthur. É uma... Espera, como eu explico a diferença de uma luneta e um chapéu para um Pokémon? - ... Ok, eu levo para você, então. O seu chapéu, certo?

Ele nega com sua cabeça, movendo-a de um lado para o outro. Em seguida, aponta para mim.

- Ok, ok, O meu chapéu.

Ele assente.

- Agora, vamos em busca de mais respostas! Certo?

Ele assente novamente, e então seguimos rumo ao mais novo mistério de nossa aventura. Ele carregando o coco, já eu carregando o "chapéu luneta".

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