[01] Após a tormenta

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Mensagem por Hanakko em Sex 1 Maio - 15:28



Ok, admito, os biscoitos estavam ótimos. Com certeza os melhores que já comi. Pelo menos nisso a estátua nos ajudou. Mas ainda precisávamos pensar em uma forma de sair dali… quer dizer, pelo menos eu precisava, os outros estavam mais distraídos comendo do que preocupados com nossas chances de sobrevivência. Bem, não posso culpar minha humana, ela não tinha comido nada nesse tempo todo… era melhor mesmo que matasse a fome, precisaria de energia para o resto da caminhada.

- Ah, sobrou um… - Os olhos da menina se fixaram em uma pequena bolacha que tinha passado despercebida até então, a única que ainda estava sobre aqueles círculos. Assim que Yoshiro pegou-a, as engrenagens começaram a girar e um alçapão se abriu sob os nossos pés. Não tivemos tempo nem de reclamar. Pela segunda vez naquele dia, caímos em um poço escuro e vazio, sem a mínima noção de quando chegaríamos ao fundo.

***


Senti minha cabeça acertar algo macio, aliviando a queda. Abri os olhos, achando que seria recepcionado pelas poltronas luxuosas da mansão, mas o que o que vi foi... um cogumelo brilhante? Ok, não era exatamente isso que eu estava esperando... Yoshiro e Poochyena estavam perto de mim, estatelados no chão, não tinham tido a mesma sorte de cair sobre algo que amaciasse o impacto. Felizmente, nenhum dos dois parecia machucado, só estavam bem zonzos e desorientados. Pelo menos não estávamos mais no deserto… contudo, que lugar estranho era aquele? Não parecia nada com a floresta que vimos antes…

- Os biscoitos… - Foi a primeira coisa que ouvi Yoshiro dizer. Olhando para ela, vi seu olhar decepcionado para o chão, onde as poucas bolachas que sobraram estavam caídas, em pedaços. Francamente, qual a obsessão dessa menina com biscoitos? Aquele estava longe de ser o nosso maior problema! Precisávamos no mínimo descobrir onde tínhamos ido parar dessa vez. E eu achando que tudo acabaria no deserto… - Bem, pelo menos salvei dois. Mas onde estamos?

Ela exibiu para mim os dois únicos biscoitos que tinha conseguido proteger da queda. Aquela menina não tinha mesmo jeito… pelo menos ela não tentou comê-los, acho que resolveu guardar para depois. Com o caso dos biscoitos resolvido, minha treinadora voltou sua atenção para a floresta. Até que era um lugar bonito, e com um clima muito mais agradável… mil vezes melhor que o deserto, mas não mudava o fato de que ainda estávamos perdidos em um ambiente desconhecidos.

Bem… ficar parados não ia ajudar, certo? Tínhamos que escolher alguma direção para seguir… olhei ao redor, procurando por qualquer rumo que parecesse mais claro. Florestas densas podem ser bem escuras, então a melhor alternativa era procurar sempre os caminhos melhor iluminados. Claro, tínhamos uma vantagem por Poochyena ser claramente do tipo noturno… mas eu não estava nem um pouco disposto a confiar a segurança da minha treinadora a um Pokémon selvagem.

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Mensagem por Renzinho em Sex 1 Maio - 18:53



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Perdidos, mais uma vez. O que já não era mais uma novidade naquele dia. Dos mesmos criadores de Perdidos na Praia e Perdidos no Deserto, o mais novo Perdidos na Floresta de Cogumelos. O filme até poderia parecer legal, desde que você não fizesse parte do elenco, como era o caso. Ah sim, os cogumelos. Eram de tamanhos variados, com alguns minúsculos a crescer em meio às raízes das árvores, outro enormes, podendo facilmente amaciar a queda de pokémon sem sorte que caíam por aí.

Yoshiro e Poochyena pareciam bem também, na medida do possível. Haviam caído no chão, mas não apresentavam ferimentos visíveis. Infelizmente, os biscoitos quebraram, com apenas dois sendo salvos para mais tarde. A pergunta era: para onde? Aquela floresta era muito mais tranquila e agradável do que o escaldante deserto, e era bom estar em um ambiente mais úmido. O fato de crescerem cogumelos tão grandes deveria indicar que havia algo de especial ali, não? Talvez água. Água seria bom.

Pareciam estar em uma área mais limpa da floresta, onde a vegetação era mais branda. Notavam-se árvores grandes nos arredores, formando uma mata mais fechada, embora não tão densa quanto a última floresta que atravessaram. Esta parecia muito mais tranquila de se desbravar. Ainda assim, seria bom não ir para o escuro, né...?

Luz não seria um problema. A bioluminescência dos cogumelos dava conta disso. Os fungos existiam em abundância naquele lugar. Os verdes eram maioria, claro, mas tinham também amarelos e azuis. Estranho. Mas tudo bem. Pareciam haver dois tipos de "trilhas", uma às costas de Sapphire, e a outra, logo em frente do aquático. Malditas encruzilhadas, sempre dificultando a vida de aventureiros.

Talvez ajudasse na decisão de Yoshiro ouvir uma breve risadinha no caminho da frente. Um pouco macabra até, como se uma criança forçasse demais para rir. Se isso motivaria a treinadora a investigar ou fugir, só ela saberia (ou então seu pokémon).





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Mensagem por Hanakko em Sex 1 Maio - 22:40




Eu nunca tinha visto nada como aqueles cogumelos… tinham um brilho bonito, iluminavam a floresta em tons de verde que combinavam muito bem com a vegetação. Era uma luz singela, não eliminava por completo a sombra que as árvores projetavam, mas bastava para que enxergássemos bem o ambiente à nossa volta. Embora fosse uma floresta menos densa que a última onde estivemos, havia nela uma imponência que nunca vi em nenhum outro lugar… as árvores erguiam-se de forma soberana, tão altas que eu só me sentia um pinguinho azul perto delas, deviam ter demorado séculos para crescer tanto… seria uma visão intimidadora, no entanto, a luz dos cogumelos também dava ao lugar uma aura mais pacífica e acolhedora.

Sei que não devia ficar tão à vontade em uma terra desconhecida, porém… eu gostei desse lugar, de verdade. Era bonito, tinha um clima agradável, a umidade tinha me dado um novo sopro de energia. Não poderia ser mais diferente daquele deserto quente e seco… não me incomodaria nada morar em um lugar como esse bosque. Yoshiro também parecia mais aliviada ali, aguentar aquele sol escaldante também não estava fazendo nada bem para a minha treinadora. Ela ficou um tempo sentada, ainda devia estar cansada, mas até Yoshiro sabia que tínhamos que seguir andando. A questão era: para onde?

Havia duas trilhas para seguir. Uma nas nossas costas, a outra na frente. Qualquer uma serviria, eu não estava vendo muita diferença entre elas… e, honestamente, eu queria muito ver mais daquela floresta. Será que a minha espécie costuma viver em ambientes assim? Se for, então talvez isso explique porque me sinto tão confortável ali.

- Será que tem água potável por aqui…? - Minha treinadora me arrancou dos meus devaneios, fiquei tão encantado com a floresta que tinha me descuidado da garota. Ela tinha andado pra caramba no meio de um deserto e depois comido doce, claro que estaria com sede… então nossa primeira prioridade seria achar água. Viria bem a calhar, eu e Poochyena gostaríamos também. Falando no lobo, estava grudado em Yoshiro, como sempre. Não faço ideia de como ele ainda a está seguindo, depois desse tempo todo e de tudo que aconteceu… claro, estou fazendo o mesmo, mas eu sou o parceiro dela. Ele, não.

Com certeza tem… vamos andar um pouco, não deve estar longe.” Escolhi a trilha da frente, mas mal tinha dado cinco passos quando um som estranho me fez gelar. Era como… uma risada? Foi rápida, nem teria dado para ouvir se o bosque não estivesse tão silencioso. Havia algo errado naquela voz… era infantil como a de uma criança, mas o tom foi tão sombrio que me fez arrepiar. Cortou completamente a tranquilidade que eu estava sentindo. “Ok, vamos pelo outro lado.

Virei-me e comecei a andar na direção contrária àquela risadinha macabra, não queria conhecer quem quer que estivesse por trás dela. Minha dona, por outro lado, parecia ter outros planos.

- O que está fazendo, Sapphire? Temos que investigar. - Ela cruzou os braços, como se estivesse mesmo tentando me dar uma bronca por eu ser o único ali com bom senso. Será que ser jogada pra fora de um navio não fez aquela menina aprender nada? Nem estaríamos nessa situação se não fosse pela curiosidade desmedida dela! - Não me olhe assim... você não quer saber o que é?

"Claro que não, eu tenho juízo." Fiquei com vontade de completar com 'coisa que você não parece ter', mas achei melhor ficar quieto. Não que fosse fazer muita diferença, claro, já que ela não conseguia me entender.

- Só uma olhadinha... prometo não me meter em problemas dessa vez, tudo bem? - Não, não estava nada bem. Nem conheço essa humana há muito tempo, e já notei que ela é um imã pra desastres. Não tinha como eu concordar com aquilo… e Yoshiro deve ter notado isso, porque não tentou mais argumentar, só me pegou no colo e começou a andar na trilha de onde aquela voz tinha vindo. Que injusto! Eu não devia ser tão pequeno… - Vamos, não seja assim…. tem muitas árvores aqui, se algo der errado podemos nos esconder, não é?

Era uma lógica tão simples e descuidada que me deu medo. Aquela garota não sabe mesmo medir as consequências do que faz… essa curiosidade era um dos piores defeitos dela, a menina simplesmente não conseguia se controlar. Quem teve a ideia brilhante de deixá-la sair numa jornada sozinha!?

Você não vai fazer nada?” Perguntei para Poochyena, mas ele só rosnou pra mim em resposta e continuou seguindo Yoshiro. Esse lobo não está cooperando…

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Mensagem por Renzinho em Sex 1 Maio - 23:08



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Sapphire parecia mais que confortável com o ambiente que os cercava agora. Era como se uma onda de energia tivesse invadido seu pequeno corpo azul. Fazia sentido, uma vez que estava em um deserto ainda há instantes atrás, e seu corpo de anfíbio não gostava nem um pouco do clima daquele lugar. Uma floresta úmida, no entanto? Parecia não haver nada mais perfeito.

Dessa vez parecia até que os papéis estavam invertendo-se: enquanto o Mudkip divagava dentro de sua própria mente, pensando sobre a floresta, apreciando sua beleza, Yoshiro estava preocupada com uma necessidade básica para a sobrevivência de todos; água. É, um pouquinho de do líquido viria a calhar. As bocas (e focinhos) secos deles deveriam ansiar pela sensação de senti-la passar por seus lábios e gargantas, escorrendo como um néctar sagrado.

Água é bom.

Pensando nisso, eles tomaram a decisão de continuar andando. Para onde não parecia importar muito, apenas o fato de andar parecia revigorante. Será que os biscoitos tinham ajudado no resfriado grupal? O espirro de Poochyena foi um não desanimador. Outra coisa desanimadora foram as garagalhadas.

Assim que as ouviu, Sapphire imediatamente virou cento e oitenta graus, pronto para seguir alegremente para longe da origem destas. Não deu muito certo. A curiosidade de sua treinadora era mais forte que qualquer tipo de razão que o Mudkip tentava colocar dentro da cabeça da garota. Humanos e essa sua vontade de saber de tudo... Sapphire já sabia "por A + B" que não daria certo.

Mantendo o otimismo, Yoshiro pegou seu inicial no colo, pronta para seguir em frente. Poochyena pareceu sentir ciúmes, pedindo por mais carícias. Puxa vida, o ânimo daquele cãozinho era inacreditável! Como podia estar com eles depois de tudo isso?! Bem, não era como se ele pudesse se virar sozinho em ambientes tão desconhecidos quanto aqueles, certo...?

Após um tempinho, ouviram de novo. Pareciam mais próximas. Cada vez mais próximas... Até que uma hora pareceu que estava logo atrás da garota, rindo dela. Mas... Se olhassem para trás, não veriam nada. O cãozinho assumiu uma postura mais agressiva de novo, como que pressentindo algo, ou alguém. Então viram um vulto. Foi rápido demais para que pudessem saber com detalhes, mas uma forma pequena e bípede definitivamente passara em algum ponto à direita deles, onde a luz era mais fraca.

E então... Nada. Poochyena deixou de rosnar para o nada, mas após farejar um pouco, parecia dizer a coisa tinha seguido na direção contrária que tinham visto ela ir. Estranho. E por algum motivo, o ar para aquele lado parecia mais úmido que o restante. Sapphire haveria de concordar, se havia pressentido a tempestade dos Aquas, era quase que certo que identificaria a diferença da umidade relativa do ar ali presente.

As risadas apenas reforçaram tudo isso, indicando que de fato estava por aquela região. Mas o que faria Yoshiro? Continuaria a segui-las? Talvez o Mudkip pudesse ajudá-la nessa decisão. Afinal, tinha alguns "dados" significantes para compartilhar.





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Mensagem por Hanakko em Sab 2 Maio - 9:43



A teimosia dessa humana é algo que me impressiona. Mesmo fora do deserto, quando ela me pegou no colo notei que ainda estava mais quente que o normal. Gripada, com sede, cansada, perdida, e ainda assim a vontade de descobrir o que era aquela voz parecia mais forte que isso tudo. Não dava para acreditar… eu não sabia se deveria ficar admirado pela coragem ou com raiva pela falta de bom senso.

Conforme seguíamos a trilha, as risadas ficavam mais altas. Mas a forma que aumentavam não era proporcional ao quanto tínhamos andado. Isso me fez notar que não apenas nós estávamos indo até elas… elas também estavam vindo até nós. Quem quer que estivesse por trás daquilo sabia que estávamos ali. Yoshiro e Poochyena não devem ter ligado os pontos, porque ainda pareciam tranquilos. Mas eu estava ficando realmente tenso com aquela história… puxa, por que Pokébolas não podem guardar humanos também? Só assim pra Yoshiro não nos meter em uma confusão após a outra...

- Ahn? - A risada começou a ecoar atrás da humana, como se zombasse dela. Mas quando Yoshiro se virou, não tinha nada ali. Que estranho… não foi impressão dela, eu também tinha ouvido. E, pelo jeito, Poochyena também, já que ele começou a rosnar e assumiu uma postura mais agressiva. Parecia pressentir algo… ou alguém. - Eu podia jurar que estava aqui atrás… mas acho que…

O quê exatamente ela achava, nunca descobrimos, porque nesse momento um vulto passou por nós, assustando-a a ponto de interromper sua frase. Foi rápido, não tive como distinguir detalhe nenhum, só notei que era pequeno e bípede. Tinha ido para a direita, onde a luz era mais fraca, e Poochyena fez questão de indicar esse caminho com a cabeça. Ele não estava realmente sugerindo que fôssemos atrás daquilo… não é?

Pelo visto, Yoshiro achou que sim. Ela passou uns instantes parada, olhando para o ponto que o cachorro indicava com o focinho. Eu ainda estava no colo da menina, pude sentir que as mãos dela estavam tremendo. Estava com medo? Então por que parecia tão obstinada a descobrir que vulto era aquele?

- Sapphire, Poochy, vocês vêm comigo…? - A pergunta me pegou de surpresa, não esperava por ela. A humana me colocou no chão e ficou olhando para nós dois, esperando por alguma resposta. Ela queria ir, mas não queria fazer isso sozinha. E, pelo visto, tampouco desejava nos arrastar para aquilo contra a nossa vontade. O cãozinho nem pensou duas vezes, latiu em concordância e pulou para lamber a bochecha dela, fazendo-a rir. Com um decidido, a atenção da treinadora agora estava sobre mim, e eu conseguia sentir a expectativa nos olhos dela.

Que escolha eu tenho…?” Suspirei, derrotado. Não achava nada sensato ir atrás daquela voz, mas se Yoshiro queria tanto assim, não havia nada que eu pudesse fazer a respeito. E eu não ia deixar que ela se aventurasse nisso sem mim… é minha treinadora, afinal. “Preciso garantir que você volte viva.

A garota sorriu, parecia mais tranquila sabendo que estaríamos com ela. Um sorriso bobo e infantil, como uma criança que quer fazer travessura, contudo, também muito doce. Certamente não era a expressão que eu esperava de alguém prestes a caçar vultos em uma floresta de cogumelos brilhantes. Aliás, o caminho que ela pretendia seguir era mais úmido que o resto da floresta... não sei se uma humana conseguiria reparar, mas era bem perceptível para mim. Será que aquilo era um bom ou mau sinal? Não tinha como ter certeza... Só tomara que eu consiga mesmo manter essa tonta segura...
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Mensagem por Renzinho em Sab 2 Maio - 16:37

OFF:
Quer escrever um textinho de personalidade do Sapphire pra eu poder atualizar na sua ficha depois? ^^



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Guardar humanos em uma Poké Ball. Tá aí uma ideia que nunca havia passado pela minha cabeça antes. De fato, era interessante, e até mesmo justo para os pokémon. Mas ela tinha passado pela cabeça de Sapphire, que como sempre, estava preocupado com sua treinadora avoada. E com razão.

Yoshiro, apesar de muito inteligente, não era a pessoa mais dotada de noção. Inclusive, pedira para que ambos os monstrinhos acompanhassem-na para a caçado ao vulto. A garota estava sim com medo daquilo, mas não podia evitar. Precisava ir verificar. Podia não ser a melhor decisão, mas batiam na mesma tecla, de novo, de novo e de novo: não havia algo a mais para se fazer. Era seguir ou permanecer perdidos.

Afinal, se fosse como da última vez, eles provavelmente encontrariam uma saída ao fim de tudo... Certo? Bem, tanto Poochyena quanto o Mudkip logo aceitaram a proposta, seguindo pelo caminho estranhamente mais úmido, e também ligeiramente mais denso. Nada que tornasse a circulação mais complicada, apenas um fato a ser notado.

Rosa.

Bastante rosa.

Até então, não tinham visto nenhum cogumelo daquela cor. Todos eram verdes, azuis ou amarelos. Fungos róseos eram novidade. Estavam dispostos de uma maneira intrigante, quase como se formassem uma trilha a ser seguida, levando-os exatamente para onde as risadas iam. Iluminavam bem, até, apesar da luz exótica (não que a luz dos outros também não fossem diferentes do comum, esta apenas era mais).

Cogumelos Rosa:
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Após seguirem em frente por mais um tempo, eles sumiram. Deram lugar aos de outras cores. Nenhum outro cogumelo rosa era visto. Bem, na verdade um, na entrada esquerda do labirinto de cerca viva. Hm... Labirinto de cerca viva? Sim. Parecia imenso. Apenas as paredes eram mais altas que duas Yoshiros empilhadas uma encima da outra.

O mais legal disso tudo? As risadas pareciam vir lá de dentro. Ótimo. Com certeza, tudo que o trio mais precisava agora era embrenhar-se por um labirinto de plantas. Iupi! Havia três entradas. Como dito, havia um cogumelo rosa na da esquerda, além de um azul à direita e um amarelo no centro.

Eles entrariam? Bem, não era como se pudessem ficar mais perdidos do que já estavam, espero eu... Ah, por que tudo ali tinha que ser tão complicado?! Talvez Yoshiro devesse rever sua decisão de se tornar uma treinadora quando chegasse em Slateport. Ou deveria eu dizer se chegasse em Slateport? Afinal, parada não chegaria em lugar algum.





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Mensagem por Hanakko em Dom 3 Maio - 7:49

Off:
Eu gostaria sim de fazer isso, mas estava pensando em deixar para o final da rota ^^’ como Sapphire é o narrador, o tópico de personalidade vai ser mais importante para ele do que para outros Pokémons. Por isso, quero ir desenvolvendo a personalidade e as visões de mundo dele ao longo da história, para no fim poder construir algo mais sólido e compatível com o que foi narrado.



A umidade naquele lugar era mesmo mais acentuada do que no resto da floresta, o que era ótimo para mim, mas imaginei que não seria tão bom para os outros dois. Os espirros deles se tornaram mais frequentes, e Yoshiro agora estava tossindo bem mais também. Não dava para sermos discretos desse jeito… qualquer um saberia que estávamos passando por ali. Claro que eles não tinham culpa, com certeza não queriam ter ficado doentes, mas ainda assim era meio frustrante ter perdido qualquer chance de uma aproximação silenciosa. Não sabíamos com o que estávamos lidando, então o fator surpresa poderia ser uma vantagem importante. Bem, teríamos que nos virar sem isso…

- Por que será que não vimos desses antes? - Foi a observação que minha humana fez, referindo-se aos cogumelos rosas que iluminavam o caminho. De fato, não tínhamos achado nenhum dessa cor antes, e agora eles tinham surgido aos montes. Será que poderia ter relação com a diferença de umidade que senti? Ou era mesmo só coincidência? - Parece até que estão formando uma trilha

Yoshiro tinha razão, eles estavam distribuídos de uma forma estranhamente organizada, pareciam estar guiando o caminho. Se fosse uma floresta normal, seria meio difícil acreditar que eles poderiam ter crescido daquela forma naturalmente. Contudo, o lugar em que estávamos era tudo, menos normal. E a trilha de cogumelos cor-de-rosa estava bem longe de ser a coisa mais intrigante por ali. Realmente, não era nada em comparação ao enorme labirinto de cerca viva que encontramos um tempo depois…

- Um labirinto? O que isso faz aqui? - Uma ótima pergunta. Provavelmente o mesmo que uma estátua quebrada e engrenagens estranhas faziam no meio do deserto. - É tão grande...

Verdade, ele se estendia até onde a minha vista alcançava. As paredes eram muito mais altas que Yoshiro, não tínhamos como escalá-las para ter uma visão melhor. Uma vez que entrássemos lá dentro, estaríamos à nossa sorte. Será que era mesmo uma boa ideia? As risadas vinham lá de dentro, o que tornava a opção ainda menos convidativa. Ficar perdidos em um labirinto de plantas junto com aquele vulto de antes… parecia a receita de um desastre. Olhei para minha treinadora, questionando se ela queria mesmo fazer isso.

- Bem… não podemos ficar mais perdidos do que já estamos, não é? E a saída desse lugar provavelmente está lá dentro.- Admito, ela tem um ponto. Se não entrássemos lá, só continuaríamos vagando sem rumo. O labirinto foi a coisa mais fora do comum que encontramos, o que era prova de que nossa saída estava escondida nele. Tomara que não sejam mais estátuas que criam vida e saem voando sem nem olhar para a sua cara. - Eu gosto mais de azul… mas o rosa parece ser o caminho certo, não acham?

Nada ali parecia certo para mim, mas admito que a lógica dela fazia sentido. Afinal, os cogumelos cor-de-rosa só apareceram para formar aquela trilha estranha, logo no início da nossa caçada ao vulto. Então era de se esperar que ele de novo estivesse ali para marcar o caminho, não? Assenti para a garota, mostrando que concordava com a ideia dela. Poochyena fez o mesmo, mas estava claro no rosto dele que não tinha entendido nada, só estava seguindo o fluxo.

- Não sou muito fã de amarelo, mas rosa é uma das minhas cores favoritas. Se tivesse algum cogumelo ciano aqui, teríamos todas as três. Gosta delas também, Sapphire? - Assim que chegamos próximos à entrada, a humana começou a tagarelar sobre algo sem importância. Talvez só estivesse tentando aliviar aquele clima tenso? Ou então disfarçar seu próprio nervosismo? Aposto nos dois. Afinal, não é todo dia que você está prestes a se embrenhar em um labirinto de cerca viva com um vulto fantasmagórico gargalhando lá dentro. Não dava pra culpá-la por estar nervosa.


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Mensagem por Renzinho em Dom 3 Maio - 22:53



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Os cogumelos rosa continuavam sendo um mistério tão grande quanto o labirinto que estava bem na frente do trio. Mas bem, a coloração de alguns fungos era a última coisa que deveriam se preocupar. Quer dizer... Talvez não para Yoshiro. Decidida a aventurar-se naquele lugar, fez uma rápida relação com as cores dos cogumelos que tinham visto até então.

O rosa, que havia sumido tão rapidamente quanto havia surgido. De fato, um ótimo palpite, que inclusive pareceu convencer Sapphire e Poochyena (mesmo que o cãozinho estivesse um tanto quanto alheio à situação). Então seguiu em frente, pelo caminho da esquerda, conversando um pouco com seu inicial.

Era bom conversar consigo mesmo às vezes. Melhor ainda quando tinha outro alguém para ouvi-lo. Yoshiro parecia concordar com isso, aparentemente nervosa, ao tentar extravasar sua ansiedade e nervosismo. E parecia não ser a única que teve a ideia de fazer um pouco mais de barulho: a voz, que até então havia deixado-lhes em paz, voltou a rir.

Parecia que tinham ido pelo caminho certo, ao menos. Viraram umas quatro ou cinco vezes, seguindo o único caminho até então disponível. Parecia que o tal vulto estava logo à frente deles, se estivessem ouvindo as risadas corretamente. Deveria ser bom.

Por fim, caminhos diferentes. Já estava fácil demais, um labirinto sem múltiplos caminhos para se perder. Um deles seguia em frente, para a direção que a treinadora já estava, o outro era uma ramificação à direita. O problema? Ambos tinham um cogumelo rosa como "decoração", visíveis a alguns poucos metros, em cada caminho. E justamente agora, as risadas haviam parado...

Parecia que não haveria algo para salvar a jovem, e ela teria que, de fato, escolher um lado por si mesma. O que a sorte traria a ela? Vai saber...





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Mensagem por Hanakko em Seg 4 Maio - 17:51



A travessia começou sem muitos problemas, só havia um caminho para seguirmos. Yoshiro falou por mais alguns minutos, dessa vez sobre como desejava achar água lá dentro, até a mesma risada ecoar novamente. A garota na mesma hora se calou, prestando mais atenção àquela voz que se tornava cada vez mais próxima. Pelo visto, estávamos no caminho certo… eu só não sabia se isso era algo bom ou ruim. Será que tínhamos como encontrar uma saída sem passar pelo dono daquela risada? Ou aquele vulto escondia o segredo que nos tiraria dali, assim como Diglett? Se fosse o caso, eu provavelmente teria que enfrentá-lo, como fiz com a toupeira… pensar nisso me deixava nervoso, pois alguém que mora em uma floresta tão úmida tem boas chances de ser resistente a água. Será que eu conseguiria derrotá-lo?

- Por que só tem um caminho aqui? Deveria haver várias encruzilhadas… - Como sempre, a preocupação de Yoshiro era outra. Olhei para minha treinadora, sem entender porque ela parecia tão decepcionada. Aquilo deveria ser algo bom, não? Assim não teríamos como nos perder. - Estava esperando algo como o labirinto do Minotauro... Teseu teve que usar um fio mágico para conseguir achar o caminho de volta.

Eu não fazia ideia do que ela estava falando, mas fingi que tinha entendido. Seja quem for esse tal de Minotauro, tomara que eu nunca o encontre. Pelo nome já dá para notar que não é boa coisa… andamos mais um pouco em linha reta, e nesse tempo Yoshiro tentou explicar melhor a lenda do Minotauro, mas desistiu ainda no início porque falar tanto estava deixando-a com a garganta ainda mais seca. Ainda bem… o mito de um monstro com corpo humano e cabeça de Tauros já seria assustadora o suficiente em uma situação normal, imagine para quem estava perdido em um labirinto! Uma história de terror era a última coisa que eu queria agora…

Embora tenha me deixado ainda mais nervoso, pensar nesse mito teve o efeito efeito oposto em Yoshiro. A humana estava mais tranquila e animada, olhava ao redor com grande curiosidade e pareceu muito satisfeita quando encontramos a primeira bifurcação. Havia apenas duas opções: uma à frente e a outra à direita. Logo agora as risadas tinham parado, então não podíamos nos guiar por elas. Minha treinadora comentou rapidamente sobre aquela situação estar lhe lembrando de um desenho animado que via quando criança. Seria essa a razão pela qual seu humor tinha melhorado tanto? Estava se sentindo a protagonista de algum desenho?

- Meninos, alguma sugestão? - Poochyena negou com a cabeça, e eu logo fiz o mesmo. Os dois caminhos pareciam exatamente iguais, até os cogumelos que os representavam eram da mesma cor. Não havia lógica para tomar aquela escolha. - Bem, nesse caso...

Como qualquer adulta madura e sensata, Yoshiro decidiu nosso destino em um jogo humano chamado “uni duni tê”. Dizia umas rimas estranhas e apontava o dedo de um lado para o outro, até que, ao fim dos versos, seu dedo tinha parado apontando para o caminho da frente. A menina alegremente seguiu naquela direção, com Poochyena em seu encalço.

Se morrermos, Yoshiro, só quero que saiba que a culpa é sua” Resmunguei enquanto a seguia, sem a mínima empolgação. Meu único consolo é saber que touros não riem…

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Mensagem por Renzinho em Ter 5 Maio - 9:56



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Responsabilidade é o que define. Como não, com as inteligentíssimas tomadas de decisão de Yoshiro? Afinal, a primeira encruzilhada fora resolvida de forma calculada e bem pensada: um jogo de sorte. Por que não, afinal? Todas as formas evoluídas de vida faziam isso, miseráveis aqueles que não conhecem tal recurso.

Bem, ela tinha que escolher um caminho, não é? Se demorasse, talvez pudesse aparecer um Minotauro ali também. Mas será que aquele labirinto era como o de Teseu, mágico, amaldiçoado e quase vivo? Uma ideia interessante, no mínimo. Mas talvez não muito agradável, de se pensar que as paredes poderiam mudar a qualquer momento, confundindo-lhe ainda mais.

Ainda assim, sem mais sugestões ou pressão, ela seguiu em frente. Não demorou muito para que o labirinto se abrisse no que pareceria uma cúpula circular, se fosse um espaço construído com tijolos ou pedra. Então era apenas um espaço aberto, com entrada por onde Yoshiro veio, e mais três saídas na outra extremidade do lugar. No centro, o que lembrava ser uma fonte.

Não saía água alguma, mas a estrutura parecia ser de uma fonte, de estrutura rústica, feita de pedras, em um formato pouco esculpido. Poderia ser confundida como algumas rochas quaisquer, inclusive, se analisada com pouca atenção. E o mais curioso disso tudo? O ovo que estava perfeitamente equilibrado no topo desta.

Sim, um ovo. Alojado sobre a fonte, parecendo que poderia perder o equilíbrio e cair a qualquer momento. Como se o mais simples dos temores pudesse fazer um desastre acontecer... E é claro que aconteceu algo. Vindo de uma das saídas, a risada voltou. E dessa vez, parecia acompanhada. Afinal, via-se uma imensa sombra a projetar-se da saída à direita. E em sua cabeça, duas formas pontudas. Será que... Mas não poderia ser!

De qualquer forma, talvez não fosse uma escolha inteligente deixar o ovo ali, à deriva. Mas ao mesmo tempo, e se um Minotauro estivesse indo até eles? Vai saber... O fato era que, mais uma vez, o destino deles estava em suas próprias mãos.





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Mensagem por Hanakko em Ter 5 Maio - 19:43



Após a escolha muito bem calculada da minha treinadora, andamos por mais um tempinho antes de achar qualquer coisa relevante. A garota já não abria a boca para dizer nada, exceto que estava com sede. De fato, todos estávamos. O passeio no deserto com certeza deixou seus efeitos colaterais… Até Poochyena tinha parado de correr de um lado para o outro, agora só acompanhava os passos de Yoshiro, andando próximo aos pés dela. Para o nosso azar, as chances de se achar água dentro de um labirinto como aquele não eram nada altas… não é?

Na teoria, sim. Por isso, foi uma grande surpresa quando chegamos a uma câmara circular, ainda feita da mesma cerca viva que compunham as paredes do labirinto. No seu centro, havia a última coisa que esperávamos encontrar ali - uma fonte. O rosto de Yoshiro se iluminou assim que a viu, e Poochyena começou a latir de alegria. Os dois correram naquela direção, nem me esperaram. Minhas pernas são curtas, poxa! Quando consegui alcançá-los, encontrei ambos fitando algo que se equilibrava debilmente no topo da fonte, parecendo na iminência de cair caso qualquer movimento brusco fosse feito perto dele. Aquilo era mesmo…

- ...Um ovo? - Yoshiro inclinou a cabeça, tão confusa quanto eu. O que ele estava fazendo ali, sozinho? Se ficasse lá por muito mais tempo, podia acabar caindo! - Coitadinho… quem será que o deixou em um lugar tão perigoso?

Aproximando-se bem devagar, com muito cuidado para não derrubá-lo, a garota pegou o ovo nos braços. Poochyena começou a pular, tentando cheirá-lo, mas a humana teve o bom senso de não deixar o cãozinho chegar perto demais. Estavam tão focados no ovo que nem se lembraram de ficar decepcionados por não terem achado água nenhuma na fonte. Tampouco perceberam de imediato a sombra gigantesca que começava a projetar-se de uma das saídas da câmara. Fiquei travado em um primeiro momento, sem acreditar no que estava vendo. Aquela figura enorme… tinha chifres!?

Yoshiro, Yoshiro!” Comecei a gritar para chamar a atenção dela, tentando fazê-la notar o perigo que estávamos correndo. Acabou nem sendo necessário - aquela risada voltou, vindo da mesma direção daquela sombra. Senti meu corpo todo arrepiar, aquela gargalhada nunca tinha soado tão assustadora. Ela fez os outros dois notarem o que estava acontecendo. Minha humana empalideceu na mesma hora, recuando alguns passos com as pernas trêmulas. Parecia travada demais para tentar fugir, paralisada pelo medo que estava estampado em seu rosto. Eu não estava muito melhor… no entanto, sabia que precisava tirá-la de lá. “Rápido, temos que sair daqui!

Tentei empurrar as pernas da garota com a cabeça, mas não consegui nem fazê-la se mexer. Sem escolhas, dei uma cabeçada mais forte nela, assim como tinha feito na praia. Funcionou tão bem quanto da primeira vez. A treinadora soltou um sonoro “ai!”, contudo, pelo menos acordou do transe em que estava. Ela me olhou, segurando o ovo que tínhamos encontrado com firmeza, parecia decidida a protegê-lo.

Vamos logo!” Não foi preciso pedir outra vez. Ela correu para a saída mais distante daquela em que a sombra vinha, tomando cuidado para que o ovo não caísse e com Poochyena guiando o caminho. Antes de ir atrás deles, usei meu Water Gun no chão da cúpula, queria deixá-lo escorregadio o bastante para atrasar aquela… coisa… se ela viesse atrás de nós. Yoshiro não conseguiria correr por muito tempo, cansada e com sede como estava. Então qualquer distração que eu conseguisse seria útil.

Não acredito que isso está acontecendo... Aquele não podia ser mesmo o minotauro, não havia chance… era só uma lenda, não era? Contudo, não seria a primeira vez que uma história que Yoshiro conta é incorporada por aquele lugar insano. A diferença foi que aquele pássaro não tentou nos assustar! Raios, sabia que ficar contando história de terror não era uma boa ideia..
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Mensagem por Renzinho em Qua 6 Maio - 18:09



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A confusão com o deslocado ovo parecia sobrepor o suposto desânimo por não ter encontrado água. O que faria ele ali? Bem, já não importava mais, uma vez que Yoshiro cuidadosamente retirava-o de lá, preocupada. Quem em sã consciência deixaria-o ali? Bem, não era como se as coisas naquele lugar (que lugar era mesmo? Rota 110, deserto, floresta...?) agissem de acordo com a razão, só para constar.

E infelizmente, parecia que o universo insistia em atormentá-los, não dando um momento de paz ou descanso. Nem tiveram muito tempo para pensar nos diversos "por quês" do lugar. Uma enorme e... Corneada figura aproximava-se, vindo por uma das aparentes saídas do lugar, acompanhada pela mesma risada. Era impressão deles ou esta estava mais macabra que nunca? As peças que nossa mente prega em nós...

Apenas a sombra foi o bastante para paralisar Yoshiro no lugar em que estava. Provavelmente não estava tremendo por completo (apesar de estar, em partes) por conta do ovo que agora segurava. Provavelmente, se não fosse pelo assustado mas decidido a não morrer Sapphire, a garota teria ficado ali mesmo, congelada, vendo o que quer que fosse aquilo aproximar-se. Aproximar-se, em casos como aqueles, não era algo interessante a se fazer.

Não, aparentemente a melhor medida era tomar distância. Assim que foi trazida de volta ao plano material (onde ela definitivamente já não estava mais) por seu pokémon, fez questão de correr para a saída à esquerda; tentando evitar ao máximo aquele ser. Mas afinal, que ser era aquele?! Maldito Minotauro e sua lenda em labirintos...

Então, novamente assombrados por figuras mitológicas, correram, com o Mudkip tentando deixar o chão atrás deles liso, procurando atrasar ao máximo seu possível perseguidor. Cansados, sedentos e assustados. O que poderia ser pior? Provavlemente, o fato de estarem em um labirinto, correndo com um ovo e as encruzilhadas estarem ficando mais complicadas.

Felizmente, caso olhassem para trás, não veriam nada a persegui-los, o que era bom. Mas talvez não fosse muito inteligente dar-se ao luxo de abaixar a guarda, certo? Tal como surgira repentinamente antes, poderia fazê-lo de novo. E ah sim, a outra encruzilhada. Espere... Encruzilhada?

É, o caminho não tinha saída. Mas talvez eles só fossem perceber isso tarde demais, quando já tivessem entrado na área mais ampla que levava até lugar nenhum. No centro daquela área, haviam três cogumelos, um rosa, um azul e um amarelo. E o mais estranho, pareciam haver figuras inscritas na superfície destes.

No rosa, um raio. No azul, um tridente. No amarelo, um capacete de guerra ao lado de um escudo e um pergaminho. Mas o que será que significariam? Curioso, no mínimo. Talvez fosse um mistério a ser solucionado. Talvez... Afinal, parecia que as paredes ali tinham ouvidos. Hórus, Minotauro... E se realmente estivessem sendo vigiados?





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Mensagem por Hanakko em Qua 6 Maio - 23:53

Off:
Um ovo de Hoothoot, que amor <3 corujinha mais fofa na existência, tenho ótimas lembranças dela do Soul Silver

Descreveu o Sapphire muito bem kkkk "assustado, mas decidido a não morrer"



Como eu esperava, minha treinadora realmente não conseguiu correr por muito tempo. Ela parou antes de acharmos a terceira bifurcação, sem fôlego e sedenta, além de ainda mostrar sintomas de gripe. O estado dela estava me preocupando, não parecia nada pronta para escapar de um monstro mitológico em um labirinto possivelmente assombrado. E logo agora, os caminhos tinham ficado tão mais difíceis e confusos! Encruzilhadas para todos os lados, era impossível saber para onde estávamos indo. Os caminhos pareciam todos iguais para mim, não tinha nada que pudesse nos guiar. A única notícia boa era que não tinha minotauro nenhum no nosso encalço.

- Sapphire… será que o seu Water Gun dá para beber? - A pergunta me pegou de surpresa, isso nunca tinha nem passado pela minha cabeça. Eu não fazia a mínima ideia se a água do meu ataque era própria para o consumo de um humano… para ter sugerido algo assim, Yoshiro devia estar realmente com sede, fiquei com pena dela. Uma garota que sempre teve uma vida tão luxuosa com certeza não estava pronta para enfrentar tantas adversidades.

Melhor nem tentarmos…” Se eu lançasse o ataque diretamente nela, a machucaria. E, se jogasse para cima como fiz no deserto, Yoshiro ficaria encharcada. Nenhuma das opções era boa para a saúde dela… então só nos restava uma alternativa: procurar água. No meio de um labirinto. É, nossas chances não eram nada animadoras.

Ao invés de água, o que achamos foi um belo beco sem saída. Não dava pra acreditar que tínhamos andado tanto para não chegar em lugar algum! E não é nem a primeira vez que isso acontece hoje. Estávamos dentro de algum tipo de câmara, sem saída alguma além daquela pela qual tínhamos entrado. No seu centro, três cogumelos, um rosa, um azul e um amarelo. Cheguei mais perto, só para verificar se não havia nada estranho com eles, como nas estátuas. E de fato havia. Uns símbolos que com certeza não deveriam estar em cogumelos selvagens.

Poochyena também ficou curioso sobre os cogumelos e chegou mais perto, apenas Yoshiro ficou para trás. A menina havia se sentado próximo à entrada, ninando o ovo em seus braços como se quisesse acalmar o bebê que estava ali dentro. Francamente, se alguém ali precisava se acalmar era ela. Quando minha humana resolveu ir atrás da voz, certamente não achou que veria a sombra de um minotauro prestes a nos atacar. Aquilo a tinha assustado bastante, dava para ver como ela estava tensa, não sobrava nenhum resquício da animação que tinha demonstrado há apenas alguns minutos. Parecia ter finalmente notado que não era nenhuma protagonista de desenho animado. Afinal, protagonistas não fogem com o rabo entre as pernas. Se não tivéssemos cuidado, aquele local poderia acabar nos matando.

- Tem alguma coisa aí? - A voz dela soava mais fraca, mais hesitante. Mesmo assim, a garota levantou e andou até nós, curiosa para saber o que tanto olhávamos. Em um dos cogumelos, havia o símbolo de um raio; no segundo, um objeto de três pontas que eu não reconheci; no terceiro, um tipo de papel e um capacete. Para mim, não faziam sentido nenhum. Todavia, o olhar de Yoshiro ganhou mais vida ao vê-los, como se os reconhecesse.

Você sabe o que são?” O sorriso discreto no rosto da humana foi resposta suficiente. Yoshiro olhou para cada cogumelo, apontando enquanto falava.

- Zeus, Poseidon e… Atena? Ainda bem, se o último fosse Hades eu estaria perdida. - A menina guardou cuidadosamente o ovo dentro de sua mochila, envolvendo-o com panos para garantir que ficaria seguro. Provavelmente para o caso de o chão se abrir do nada de novo, isso já tinha virado normal. Então, aproximou-se do cogumelo amarelo e o tocou. - Quando Teseu matou o Minotauro, ele se tornou o herói de Atenas. Deve ser essa a resposta.
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Mensagem por Renzinho em Qui 7 Maio - 21:14

OFF:
Eu acho ela super simpática também, apesar de não ter os melhores stats kdskdjskd. Fico feliz que tenha gostado!
Desculpe pela demora, minhas aulas voltaram com tudo e não consegui postar pra vc mais cedo :<
Além disso, acho que ainda n respondi sua MP, certo? Me lembra quando for assim, eu esqueço ksksskks



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Com as coisas ficando mais complicadas, medidas desesperadas passaram a ser cogitadas. Particularmente, eu acho até que interessante a ideia de beber água de um Water Gun, mas não parecia ser a melhor naquela situação. Até por que, apesar de eu não estar enfatizando no momento, Yoshiro está resfriada. Não incapacitada, por enquanto, mas já debilitada.

É óbvio que a primeira coisa a ser feita ao notar-se que estavam presos em uma câmara natural-artificial era checar os nada suspeitos cogumelos dispostos bem no centro desta. E apesar de os símbolos neles inseridos serem avançados demais para a compreensão anfíbia de Sapphire, sua treinadora mais uma vez mostrava que detinha um vasto cabedal de conhecimentos normalmente inúteis, mas incrivelmente essenciais naquela situação.

Pelo visto, a garota não só tinha prestado atenção nas aulas de história, mas em alguns peculiares livros de garotos-filhos-de-deuses. Ou não. Às vezes apenas tinha informações de criaturas mitológicas armazenadas aleatoriamente em seu cérebro. O fato era que Yoshiro deu sua resposta com velocidade, após brevemente analisar suas opções, "clicando" no cogumelo amarelo. Os computadores de hoje em dia estão cada vez mais estranhos...

Bem, de fato Teseu fora um herói para a cidade de Atenas, mas não era apenas isso. Várias relações poderiam ter sido feitas. Atena também fora quem ordenara o início dos sacrifícios das crianças de sua cidade, irritada com Minos. Poseidon fora quem fizera a esposa do rei da ilha apaixonar-se por um Tauros, assim gerando a monstruosidade bovina. Zeus provavelmente estava ali apenas de bonito mesmo, para confundir mentes distraídas.

Então, se ela estivesse em algum teste... Provavelmente tomaria um meio acerto. Não era uma questão por completo, mas ainda assim, era melhor que um zero. Assim sendo, a cerca viva começou a movimentar-se bem debaixo de seus olhos. Desfazendo-se, remontando-se. O caminho pelo qual eles haviam chegado estava de volta, e um outro começava a surgir lentamente na frente.

Mas veja bem, caminhos não foram a única coisa a aparecer. A grande sombra voltara, podendo ser vista vindo por trás. Provavelmente não estaria nada contente com a bagunça molhada que Sapphire havia deixado-lhe. E caminhava até eles, em largos mas demorados passos. Tão demorados quanto a cerca frontal, que desfazia-se preguiçosamente. Será que ela estaria completamente desfeita à tempo? Tempo era justamente o que pareciam não ter!

Seria este o preço por uma resposta incompleta? Parecia que sim... Mas quando parecia que as esperanças estavam por acabar que um pássaro avermelhado surgiu nos céus com um ecoante grasnar. Rápido como um raio, passou sobre Yoshiro e os pokémon, sumindo logo em seguida. Mas não fizera essa aparição apenas para exibir-se: aquela única parte da cerca que parecia querer não se abrir agora caía no chão gramado, queimada. Interessante, no mínimo.

Mas é claro que não seria tão fácil assim. Mesmo sem se mover, a garota podia ver que o caminho ramificava-se em sua frente, uma rota à esquerda e outra à direita. Pois bem, que andassem — ou melhor, corressem — afinal, a sorte não está à favor dos tolos.

E nem o relógio.





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Mensagem por Hanakko em Sex 8 Maio - 11:46

Off:
Verdade, uma pena que Noctowl não é bom competitivamente, mas ainda assim é um Pokémon do qual gosto ^^'
Pode relaxar, minhas aulas também voltaram, então entendo bem a correria ksksks
Eu demoro a responder também, então não se preocupe com isso ^^ só faça quando estiver com tempo disponível, a última coisa que quero é te dar ainda mais trabalho do que já dou ksksksks como já deve ter reparado, não sou boa resumindo esses posts, deve dar um trabalhão ser meu narrador, sorry ^^'





A resposta da minha treinadora deve ter feito pelo menos algum sentido, porque as paredes do labirinto começaram a se mexer. Desfazendo-se, remontando-se, até que uma outra passagem começou a se montar à nossa frente. O ritmo era lento, lento até demais, o que me deixou meio temeroso. Tudo desde que entramos na mansão havia sido tão dinâmico, mas logo agora a passagem nova estava demorando tanto para se abrir. Será que Yoshiro tinha feito alguma coisa errada? Minha resposta chegou, impiedosa e chifruda. A mesma sombra de antes reapareceu, vindo pelo mesmo corredor que tínhamos usado para entrar ali.

Yoshiro, você respondeu isso direito…?” A sombra continuava se aproximando, em um ritmo constante, mas lento. Tão lento quanto a passagem que estava se formando… se essa parede não se apressasse, estaríamos perdidos! E pressa era tudo que ela não parecia ter. Será que um Water Gun ajudaria…? Duvido muito, eu não estava nem perto de ter poder suficiente para quebrar aquela cerca.

- Eu… errei? - A voz de Yoshiro tremeu um pouco, e no início achei que fosse só de medo. Todavia,  tinha outro sentimento junto… olhei pra menina, e vi que o rosto dela estava muito vermelho, e não parecia ser só pela gripe. Ela estava com raiva por não ter acertado? Só podia ser, pois a garota começou a fazer a coisa mais insensata possível: reclamar com aquela sombra monstruosa. - Vai mesmo me culpar por não lembrar da história toda!? Raios, eu tinha que me focar nos assuntos das provas! Quem pensa que eu sou, a Annabeth!?

Você é doida!? Pare de brigar com monstros!” Essa humana não tinha nenhum juízo? Irritá-lo mais era a última coisa que deveríamos fazer! Nem me preocupei em refletir sobre quem era essa tal de Annabeth, só queria fazer aquela maluca calar a boca. Por sorte, a gripe fez isso por mim. A garota começou a tossir, e tive a impressão de que estava mais forte que antes. Forçar tanto a garganta realmente não é algo que ela deveria estar fazendo.

Não faltava muito - só um pedaço da cerca que teimava, não queria abrir de jeito nenhum. Talvez eu até conseguisse passar, no entanto, não podia deixar minha dona ali. Nem Poochyena, que não tinha obrigação nenhuma em ficar ali, tentou abandonar Yoshiro. Estava próximo às pernas dela, esfregando a cabeça nelas, como se acreditasse que assim ajudaria a crise de tosse da menina a passar. Estávamos lascados… totalmente lascados. Maldita cerca, é tão difícil assim abrir!?

Pelo visto, sim. Pois foi preciso que um pássaro vermelho, saído sabe Arceus de onde, voasse sobre nossas cabeças e queimasse o que restava da parede por nós. Em um primeiro momento, nem consegui reagir, aquilo foi uma surpresa enorme. Contudo, finalmente uma surpresa que veio nos ajudar! Com o caminho livre, tínhamos a chance de fugir daquela sombra, só precisávamos ser rápidos. Bem rápidos… acertei minha cauda de leve na perna da humana, só para despertá-la, porque ainda não tinha superado o choque do aparecimento daquela ave. Felizmente, ela acordou na mesma hora, e nós três corremos para a saída.

É claro, tinha mais uma encruzilhada. Não dava tempo de pensar direito sobre para onde ir, então só escolhemos arbitrariamente a direita. Qualquer coisa era melhor que ficar ali, com certeza. Até Yoshiro, que antes parecia tão cansada, agora estava parecendo cheia de disposição de novo. Nada como ser perseguido por um monstro mitológico para renovar as forças. Assim que saímos daquela câmara, com o pássaro já desaparecido, bradei a última coisa que esperava dizer um dia:

Valeu, Hórus!
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